5 de junho de 2026

Para entender a ação do Pavão Misterioso contra o jornalismo do Intercept, por Meteoro Brasil

A divulgação de vazamentos pelo Intercept é produção jornalística. O que o Pavão Misterioso faz, sendo parte da estrutura de comunicação do bolsonarismo, é embalar memes e criar fake news na tentativa de aliviar a barra da Lava Jato

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Do Meteoro Brasil

Sempre que novos vazamentos mostram o caráter partidário da Lava Jato, surge no Twitter o Pavão Misterioso; uma conta falsa encarregada de intimidar e caluniar os jornalistas que se colocam entre o bolsonarismo e seus interesses. Nesse vídeo, o canal Meteoro Brasil tenta entender o que faz do Pavão uma peça única na história da comunicação política brasileira.

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6 Comentários
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  1. Altamir José Pagani

    8 de julho de 2019 9:56 pm

    Já que o tal Pavão Misterioso hackeou o celular do Glenn ele poderia logo revelar ao Moro quem passou os vazamentos da Lava Jato para ele;;;

  2. Altamir José Pagani

    8 de julho de 2019 9:56 pm

    Já que o tal Pavão Misterioso hackeou o celular do Glenn ele poderia logo revelar ao Moro quem passou os vazamentos da Lava Jato para ele…

  3. AMORAIZA

    8 de julho de 2019 10:05 pm

    Ora, ora, todo mundo sabe que o pavão misterioso é o Ednardo.
    O outro, é só um misterioso pavão dentro do armário, que escreve em inglês com os pés.

  4. Anônimo

    9 de julho de 2019 2:38 pm

    Jesus, quanta bobagem, afff!!!!!

  5. Maria Elizabeth Freitas

    11 de julho de 2019 10:47 am

    Desculpem, mas o que o The Intercept produziu, com relação às matérias sobre “vazamentos da Lava Jato” não é jornalismo que mereça esse nome. Por quê? Porque a imprensa, diferentemente do público (individual ou coletivo) tem certos deveres previstos no Código de Ética do Jornalista Brasileiro; sendo o veículo The Intercept publicado tb no Brasil, ele deve seguir essas regrinhas básicas, dentre as quais, destacam-se:
    o(a) jornalista: 1º) é um(a) defensor(a) da democracia, dos interesses públicos e da VERDADE; 2º) é RESPONSÁVEL pela VERACIDADE das informações que publica e pela PROBIDADE de sua(s) fonte(s); 3º) tem o DEVER de publicar a versão de todas as partes envolvidas na informação que publica (assim, o The Intercept) tinha que ter ouvido e publicado as versões de Moro e Dellagnol sobre o fato); 4º) não pode utilizar meios ilícitos para obter sua(s) informação(ções), (raqueamento é um ilicítico penal) e 5º) embora podendo, por motivo de segurança, preservar o sigilo de sua(s) fonte(s), deve, sempre que possível, revelá-la(s), garantindo ao público e aos envolvidos a possibilidade de checar a(s) informação(ções) e conferir-lhe, ou não, CREDIBILIDADE. Por fim, o(a) jornalista deve publicar uma matéria de qualidade e não com tantas erratas como a publicada pelo The Intercept.
    Seguem, abaixo, alguns artigos do já mencionado código.
    Art. 2º(…).
    I – a divulgação da informação precisa e correta é dever dos meios de comunicação e deve ser cumprida (…);
    II – a produção e a divulgação da informação devem se pautar pela veracidade dos fatos (…);
    III – a liberdade de imprensa, direito e pressuposto do exercício do jornalismo, implica compromisso com a responsabilidade social inerente à profissão;
    (…).
    Art. 4º O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação.
    (…).
    Art. 6º É dever do jornalista:
    (…)VIII – respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão;
    (…)
    Art. 7º O jornalista não pode:
    (…)
    III – impedir a manifestação de opiniões divergentes ou o livre debate de ideias;
    (…)
    V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime;
    (…)
    Art. 8º O jornalista é responsável por toda a informação que divulga, desde que seu trabalho não tenha sido alterado (…).
    (…)
    Art. 10. A opinião manifestada em meios de informação deve ser exercida com responsabilidade.
    Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:
    I – visando o interesse pessoal ou buscando vantagem econômica;
    (…)
    III – obtidas de maneira inadequada, (…).
    Art. 12. O jornalista deve:
    I – ressalvadas as especificidades da assessoria de imprensa, ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior número de pessoas e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou verificadas;
    II – buscar provas que fundamentem as informações de interesse público;
    III – tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar;
    (…)
    VI – promover a retificação das informações que se revelem falsas ou inexatas e defender o direito de resposta às pessoas ou organizações envolvidas ou mencionadas em matérias de sua autoria ou por cuja publicação foi o responsável;
    VII – defender a soberania nacional em seus aspectos político, econômico, social e cultural;
    VIII – preservar a língua e a cultura do Brasil, respeitando a diversidade e as identidades culturais;
    (…).
    Art. 13. (…).
    Parágrafo único. Esta disposição não pode ser usada como argumento, motivo ou desculpa para que o jornalista deixe de ouvir pessoas com opiniões divergentes das suas.
    (…)
    Art. 16. Compete à Comissão Nacional de Ética:
    (…)
    III – fazer denúncias públicas sobre casos de desrespeito aos princípios deste Código;
    (…)
    Art. 17. Os jornalistas que descumprirem o presente Código de Ética estão sujeitos às penalidades de observação, advertência, suspensão e exclusão do quadro social do sindicato e à publicação da decisão da comissão de ética em veículo de ampla circulação.
    (…)
    Vitória, 04 de agosto de 2007.
    Federação Nacional dos Jornalistas

    1. AMORAIZA

      13 de julho de 2019 6:38 pm

      Maria Elizabeth,

      O Intercept do Glenn não faz jornalismo como a globo, admitamos.
      O Intercept não deturpa fatos, não manipula notícias e nem a percepção das pessoas.
      Ele não omite verdades, não retransmite mentiras e tem um grande interesse na verdade independentemente das consequências ou a quem possa atingir.
      De fato, se analisarmos suas reportagens sob esse aspecto, você até pode ter razão em afirmar que ele “não faz jornalismo”.
      A Globo, se tivesse recebido o material que o Glenn recebeu, teriam jogado imediatamente no lixo. Afinal, foi ela quem deu causa ao que se denuncia hoje.
      A verdade não interessa a quem costuma mentir.
      Acho que para criticar um jornalista como o Glenn há que se ter mais competência e coragem que ele.

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