PGR fala em “chantagem e extorsão” ao confirmar que Dallagnol tem dados de 38 mil pessoas

    PGR diz que dados não podem ser usados para "bisbilhotice", "chantagem, extorsão", "nenhum propósito anti-republicano”

    Jornal GGN – O procurador-geral da República, Augusto Aras, comentou em debate com o grupo Prerrogativas sobre o compartilhamento do banco de dados da Lava Jato em Curitiba, que teve de ser obtido por meio de autorização judicial, já que a equipe coordenada pelo procurador Deltan Dallagnol se recusou a entregar as informações solicitadas pelo comando do Ministério Público Federal.

    Aras disse que “todo o MPF tem 40 terabytes em todo o Brasil para funcionamento de seu sistema”, mas surpreendentemente, a força-tarefa de Curitiba “tem 350 terabytes e 38 mil pessoas lá com seus dados depositados.”

    “Ninguém sabe como [esses dados] foram escolhidos, quais os critérios, e não pode se imaginar que nenhuma unidade institucional se faça com segredos”, disparou.

    “Esperamos, quando colhidos esses elementos, [que] não o PGR seja dono do destino de 38 mil pessoas, mas que todo o MPF possa, de forma fundamentada, de forma devidamente instruída, justificar para o que quer saber da vida alheia, para que isso não sirva de bisbilhotice, para que não sirva de chantagem, extorsão, de nenhum propósito anti-republicano”, pontuou.

    O debate foi transmitido ao vivo no Youtube, na noite de terça (28).

    Confira a partir de 31 minutos e 52 segundos:

     

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