Política, carreira, gestão pública e luta social: Ana Estela Haddad no Cai Na Roda

Ana Estela fala sobre carreira acadêmica, experiência como gestora de políticas públicas no governo federal e na prefeitura de São Paulo, “união de forças” pela democracia e mais. Relembre

TV GGN

Jornal GGN – O GGN reprisa neste sábado, 26, a primeira edição do programa Cai na Roda. Em 18 de julho, Ana Estela Haddad falou às jornalistas da redação sobre carreira acadêmica, experiência como gestora de políticas públicas no governo federal e na prefeitura de São Paulo, filiação ao PT e as chances de ser candidata em eleições futuras, além da “união de forças” pela democracia e contra o bolsonarismo.

Ana Estela falou ainda sobre machismo, discriminação, promoção de justiça social, educação na primeira infância, os 30 anos do ECA, o acolhimento aos moradores de rua e às mulheres em situação de vulnerabilidade social, entre outros tópicos.

Participaram desta edição as jornalistas Lourdes Nassif, Patricia Faermann e Cintia Alves.

Confira a íntegra da entrevista abaixo:

A seguir, alguns trechos destacados pela redação:

FILIAÇÃO AO PT, CANDIDATURA E MULHERES NA POLÍTICA

“Eu me filiei recentemente ao PT, na época em que o partido estava mais apanhando. Me filiei de indignação, para dizer que esse é meu partido, é o partido em que acredito. Eu como estudante não fui militante política, mas sempre recebi em casa, com meus pais, e nos colégios onde estudei, uma preocupação muito grande com a justiça social. Sempre votei no PT, mas minha incursão no espaço político começou não como militante, mas como gestora pública. O envolvimento com o espaço político foi crescendo naturalmente. Foi quando acabou [o mandato de Fernando Haddad na] Prefeitura [de São Paulo], em 2016, 2017, que decidi me filiar.”

“Sobre me candidatar: eu tenho, principalmente depois da eleição de 2018, sido procurada por um grupo de mulheres e isso, de certa maneira, vou dizer pra vocês, me toca, me sensibiliza muito porque eu acredito muito na importância de todas nós, mulheres, ocuparmos os espaços sociais que tivermos a oportunidade de ocupar. Não tem outra forma da gente fazer valer nossos direitos, esse equilíbrio, essa igualdade de oportunidades e a melhoria na questão de gênero, sem que a gente tenha uma maior participação. E aí, claro, a gente se sente de alguma maneira impelida a contribuir.”

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SAÍDAS PARA A DISTOPIA ATUAL 

“Esse caos que hoje é econômico, sanitário, político, ele veio a acordar quem estava meio adormecido e naturalizando o que a gente estava vivendo. Eu acho que a gente precisa se nutrir de abertura, serenidade, capacidade de diálogo e de conversar com o diferente. Eu tenho percebido que cada vez mais atores sociais e influentes têm revisto sua posição nesse processo. A gente sofreu muita manipulação de informação por setores da mídia e isso influenciou a opinião pública. A questão das fake news, assim como foi feito durante a campanha [presidencial de 2018], isso continuou depois da eleição até chegar no STF. Ai que perceberam que as práticas que foram adotadas contra o PT, elas não se restringiram ao PT, elas começam a atingir outros espaços de poder. A gente precisa começar a identificar onde estão os inimigos, as forças que estão promovendo esses retrocessos, para que, como sociedade e indivíduos, a gente possa se posicionar e construir portas de saída.”

UNIÃO DE FORÇAS

“Também é importante que no espaço político possa haver união de forças. Mas por que não acontece? Porque sempre há um equilíbrio das pessoas que estão pensando no coletivo e aqueles que têm projetos individuais. Tem no meio de tudo isso aqueles que contribuíram para que o caos acontecesse e a gente chegasse nessa situação. E de repente, vêm a campo agora como se não tivessem participado de nada disso. É muito difícil. A gente tem que conversar em bases reais, não dá pra mudar a história, não dá pra mudar as posições que cada um adotou e deixou de adotar, as omissões que cada um teve e que contribuíram pra gente chegar aqui. A verdade precisa ser restabelecida como ponto de partida. Não dá para por uma pedra em cima e seguir como se as coisas não tivessem acontecido. As pessoas foram agredidas. A campanha de 2018, as agressões que aconteceram, as mentiras… Se a gente não trouxer a verdade, esses processos tendem a se repetir.”

Sobre o Cai Na Roda

Todos os sábados, às 20h, o canal divulga um novo episódio do Cai Na Roda, programa realizado exclusivamente pelas jornalistas mulheres da redação, que priorizam entrevistas com outras mulheres especialistas em diversas áreas.

O programa já recebeu Manuela d’Ávila, Hildegard Angel, Gleisi Hoffmann, Esther Solano, Letícia Sallorenzo, Laerte Coutinho, Tata Amaral, Cilene Victor, Eliara Santana, Paula Nunes, Valeska Teixeira Zanin, Maria Lygia Quartim, Maria Cristina Kupfer, Val Gomes, entre outras grandes mulheres. Deixe nos comentários sugestão de novas convidadas. Confira outros episódios aqui:

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2 comentários

  1. Política-Carreira. Gestão Pública-Carreira. Luta Social-Carreira. Como as Elites do Estado Ditatorial Caudilhista Absolutista Assassino Esquerdopata Fascista se mantém dentro dos seus Feudos do Estado Monopolizado e Controlador. Poder-Carreira.

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