Por que Bolsonaro foi cúmplice do motim da PM no Ceará

No Congresso, circula versão de que o presidente quer ter apoio dos policiais militares caso seja abandonado pelos mais altos escalões

Jornal GGN – O motim da Polícia Militar do Ceará chegou ao fim, mas deixou exposta “a cumplicidade do Planalto com a agitação nos quartéis.”

Na visão do jornalista Bernardo Mello Franco, essa associação indevida “pode servir de incentivo a novos levantes armados pelo país.”

Segundo apurou, no Congresso, “circulam duas explicações para o corpo mole” de Bolsonaro com o motim:

“Jair Bolsonaro sabe que os líderes do movimento são seus eleitores, e preferiu compactuar com a desordem a perder votos. Ao mesmo tempo, o presidente farejou uma nova oportunidade para enfraquecer os governos estaduais.”

“A oposição acredita que o capitão também aproveitou o episódio para mostrar força. Depois de se cercar de generais, o presidente indicou que conta com o apoio de escalões inferiores da PM na hipótese de uma crise que ameace seu mandato.”

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4 comentários

  1. Nassif: sem querer ser maldoso, sinta a pitada de análise. Os amotinados, todos militares, pareciam já afinados com o Planalto e serviços de inteligência do governo e do0s VerdeSauvas dias antes de deflagarem o movimento. Parecia que, orquestrados por Brasilia, apenas sopravam uns instrumentos conforme a partitura, como que ensaiando o concerto. Então, vem à capital aquele agente para almoçar com o MessiasDoBras e, logo após o lauto banquete, como que comemorando antecipadamente, começam as matanças e outros atos típicos de militares, no Estado nordestino. Uma espécie de RioCentro atualizado. Aí o meliante TogaSuja manda seus homens, não para proteger ninguém da população ou do governo local, mas para resguardar os amotinados. O chefe da “tropa” chega até a elogiar a atitude sanguinária dos insurretos.

    E você chama isso de “cumplicidade”? No meu tempo era autoria mesmo…

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  2. Queridos Nassif e GGN. Gosto muito do conteúdo de vcs, mas estou cansado de ler “porque” quando deveria ver “por que”. Sempre que for possível trocar o termo por “por qual razão”, não tenham dúvida: é “por que”, separado.

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