4 de junho de 2026

Porque uma frente de centro-esquerda real é necessária.

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Há duas saídas neste momento, um enfrentamento fora das estruturas partidárias ou uma frente de centro-esquerda real.

O que chamo de enfrentamento é o que está aparecendo que a extrema-direita está propondo e na inviabilidade de um governo de direita é o que ocorrerá ou antes ou depois das eleições ou no lugar delas. Na avaliação que faço, analisando a conjuntura internacional, com o reposicionamento que os Estados Unidos está propondo contra a ordem anterior neoliberal o que resultará disto ninguém sabe, porém no mínimo será algo bem mais grave do que uma enorme crise econômica, onde nada impede que ações militares altamente destrutivas sejam bem mais do que guerras por procuração ou guerras assimétricas.

Já no nosso país, que teria possibilidade de com uma frente de centro esquerda real, fazer frente a colocação da América Latina no meio deste conflito internacional, esta hipótese seria difícil, mas não impossível.

Chamo uma frente de centro-esquerda real, uma coalização que colocaria o PT como o centro dessa, e partidos de esquerda reais e revolucionários trabalhando em conjunto com este centro, não estou falando neste grupo de partidos como o PDT e o PSB, a medida que são partidos tão comprometidos com o golpismo que não se pode esperar nada de positivo de uma aliança com estes partidos, estou falando de partidos de esquerda que ainda tem alas que seguem a ortodoxia do passado, como o PC do B e mais grupos menores, até sem representação parlamentar, mas com quadros valiosos que teriam uma atuação destacada numa fase de transição.

Diria que uma frente neste momento serviria principalmente para dar tempo que a população se mobilize, se politize e se articule para definido melhor o que significam as etiquetas políticas que foram destruídas com toda a campanha neoliberal contra a política se definam claramente a posição deste a esquerda como a direita.

Caso a direita ou a extrema-direita continue e comece a governar no país, tanto uma quanto a outra cairão numa série intermináveis de crises, que mais cedo ou mais tarde com embates partidários ou extrapartidários levarão a um governo de esquerda real. Podem alguns acharem positivo e elencarem uma série de razões coerentes, porém o trajeto que se seguirá até este ponto será extremamente explosivo sem que se ache solução sem uma guerra civil com atuação de forças estrangeiras do império decadente, mas ainda com dentes.

As contradições no Brasil estão se acentuando cada vez mais, porém uma saída para qualquer extremo no momento, com a falta de politização da população brasileira, será algo traumático podendo levar a secessões que perduram décadas.

A única solução seria um governo forte de centro-esquerda que ao mesmo tempo que promovesse uma série de políticas reformistas para simplesmente não deixar a população brasileira sofrendo como ela está e ao mesmo tempo medidas de democratização da imprensa, o aprofundamento de políticas sociais que deveriam passar pela estatização do sistema bancário, para acabar com a drenagem de recursos para as oligarquias, uma política fiscal progressiva e algumas outras reformas como a agrária.

Em resumo, o povo não ficará satisfeito com somente as três refeições diárias.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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