Os posts com o maior número de comentários no último mês foram aqueles sobre o preconceito.
Contraditoriamente, são assuntos tabu : Atraem a atenção geral, incitam cada indivíduo a manifestar sua opinião e não conseguem atingir a rota da superação (através de uma discussão que tivesse o sentido de examinar, investigar).
São assuntos delicados, incômodos e que no cotidiano social são, com sensatez, evitados. Mas, uma vez colocado o tema, todos tem que dar sua opinião: Tentando romper o tabu ou querendo mante-lo?
A verdade é que somos incapazes de responder a alguns impasses e indagações e, pior ainda, de admiti-lo. Alguns exemplos disto? As discussões sobre a eutanásia (em última instância, a morte), o aborto, as drogas, a criminalidade, os direitos individuais, o preconceito ou a discriminação.
Mas existe uma diferença básica entre os exemplos citados, alguns tem uma raiz que permite que cada um mantenha sua convicção sem que ela limite ou impeça a convivência com a razão contrária. Outras parecem conter um paradoxo. No caso do preconceito, comunmente, faz-se uso dele para nega-lo.
Em tempo relativamente recente se criou o termo discriminação positiva que tem sido aos poucos substituído por ação afirmativa.
Porque trabalhamos cada vez menos com a igualdade? Será que, mesmo neste estertor econômico do mundo neo-liberal, continua um adjetivo ultrapassado?
Enquanto perdemos tempo discutindo no campo escolhido pelo adversário, a direita, que trouxe a des-razão para o debate, retoma vários governos na Europa e caminha novamente para isto nos EEUU.
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