4 de junho de 2026

PSDB e sua renovação sem ‘novos’ e sem expressão

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da Rede Brasil Atual

Dificuldade nas urnas força PSDB a recalcular tamanho do partido

Criado como alternativa de centro-esquerda, partido se complicou com alianças regionais, apostas malsucedidas e falta de renovação. Análises apontam que a sigla tem de se reinventar depois de outubro
por Hylda Cavalcanti, da RBA 
 
ORLANDO BRITO/COLIGAÇÃO MUDA BRASIL
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Aécio e Alckmin devem disputar atenções dentro do partido a partir de 2015: uma ‘renovação’ sem novos

Brasília – Não há mais como postergar o debate. Com a possibilidade de perder a eleição para a presidência da República pela quarta vez consecutiva (2002, 2006, 2010 e 2014) e de ficar fora do 2º turno pela segunda vez na história (a primeira foi em 89), o PSDB precisará ser repensado. Reconstruído em relação às lideranças e, principalmente, quanto ao futuro que se espera para a legenda. Essa é a opinião de parlamentares, sociólogos, cientistas políticos e acadêmicos, que têm discutido o assunto nos últimos dias.

O fato de uma legenda reestruturar projetos e estratégia de atuação após um pleito eleitoral pode até ser corriqueiro, mas a questão, no caso dos tucanos, é saber se eles terão poder para se manter como oposição a partir de 2015, se possuem lideranças suficientemente fortes para atuar pela sigla no Congresso Nacional e, sobretudo, se os arranjos firmados nesta eleição deixarão o PSDB mais voltado para o propósito de quando foi criado, na década de 1980, ou manterão o partido atrelado à direita, como tem sido observado mais recentemente.

“O PSDB estará numa encruzilhada depois de outubro. É uma legenda que não conseguiu vender a imagem de mudança. Seu discurso falou mais de restauração em si do que de mudança”, afirma o cientista político Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB).

O acadêmico analisa que a situação dos tucanos nas eleições de 2014 é reflexo da incapacidade de se comunicar com a população e construir militância. “O fato de o PSDB não ir para o segundo turno quebra uma polarização com o PT. Além disso, a diferença de Aécio Neves para Dilma Rousseff indica que, apesar de os petistas estarem há 12 anos no poder, a população ainda tem uma rejeição maior ao PSDB do que ao PT. O partido terá de estudar novas estratégias de reconstrução, pois não tem militância, as decisões tendem a ser tomadas de forma restrita e elitizada e é observada nítida dificuldade de se criar um canal de comunicação com as pessoas, o que ficou bem claro nesta campanha”, ressalta.

Barreto é acompanhado no argumento por nomes de peso na história da elaboração do pensamento tucano. “O grande problema do PSDB é que o partido não conseguiu se articular como oposição durante os governos petistas”, enfatiza o filósofo José Arthur Giannotti – que já pertenceu à sigla e hoje se diz “tucanoide e não tucano.”

Intelectual bastante ligado ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o historiador Boris Fausto também não mede palavras para apontar que o PSDB passa por um momento muito delicado. “O partido vive uma crise de liderança séria”, acrescenta

Entre os políticos integrantes da sigla, há quem avalie que a grande preocupação é a busca por lideranças nacionais e a consolidação das já existentes, uma vez que o PSDB não soube fazer novos nomes com condições para despontar no cenário nacional depois que deixou a presidência, em 2003, orbitando sempre em torno dos mesmos políticos e apresentando muito mais cisões do que pontos de consenso entre a bancada. Nas disputas presidenciais, repetiu duas vezes José Serra, apostou uma em Geraldo Alckmin e outra em Aécio Neves, todos nomes conectados, em maior ou menor grau, a correntes antigas da política. Em contraponto, existe um pensamento que prefere acreditar que, apesar das derrotas seguidas nas eleições presidenciais, os tucanos seguem numa linha positiva.

Esse segundo raciocínio é motivado por articulações para as eleições deste ano tanto para o retorno ao Congresso Nacional de tucanos históricos, como José Serra (SP) e Tasso Jereissati (CE), que têm chance de ocupar vagas no Senado a partir de 2015, como a reeleição de parlamentares, caso de Álvaro Dias (PR), que, segundo pesquisas, tende a ser o senador mais votado do país (embora já tenha rompido com o PSDB em 2002 e retornado em seguida) – além do próprio Aécio Neves, que tem mais quatro anos pela frente como senador.

Nova geração?

O cientista político Leonardo Barreto tem uma opinião diferente da de políticos que comemoram a volta de “quadros fortes” entre os tucanos ao Congresso. Ele destaca que o retorno de antigos nomes só corrobora a ideia de que não houve renovação na legenda. Cita como exemplo o PT, que, mesmo tendo lideranças contestadas, reúne pessoas que podem ser consideradas uma segunda geração da legenda: Gleisi Hoffmann, senadora e candidata ao governo do Paraná, Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, e Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e candidato ao governo de São Paulo.

“No PSDB, não houve isso. Alguns nomes que poderiam ter formado uma segunda geração terminaram, por motivos variados, saindo do partido e até romperam com integrantes. Os nomes importantes têm idade média na faixa dos 70 anos e isso é ruim para a formação de novas lideranças””, explica Barreto. Casos como do ex-ministro Ciro Gomes (agora no Pros), o prefeito de Curitiba (PR) Gustavo Fruet (hoje no PDT) e o atual prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (que chegou a presidir o partido e depois migrou para o PMDB), são exemplos de saídas que ilustram o apontamento de Barreto.

 

  • MARCUS FERNANDES/COLIGAÇÃO MUDA BRASILaecio_serra_alckmin_Marcus Fernandes_Coligação Muda Brasil.jpg
  • Serra, Aécio e Alckmin não conseguiram formar novos quadros e travaram disputas que prejudicaram o partido

Ele acredita que, além de Aécio Neves, será importante para essa renovação da sigla o papel de Geraldo Alckmin, prestes a ser reeleito como governador do maior colégio eleitoral do país, São Paulo, e de nomes que sempre tiveram atuação forte, como o prefeito de Manaus (AM), o ex-senador Arthur Virgílio.

 

Virgílio ameaçou cerca de um ano atrás deixar a legenda e tem, entre as diferenças internas, disputas principalmente com Alckmin, em razão de discussões sobre a guerra fiscal entre os estados.

Desde dezembro passado, em declaração durante entrevista para uma emissora de TV, o prefeito e ex-senador tem chamado a atenção para o quadro e destacado que “o PSDB precisa se repensar”. Virgílio usou uma frase bem específica sobre a posição do partido hoje: “Perder uma quarta eleição é como sapato branco, é bonito nos outros. Daqui a pouco, você vira o sparring, não o lutador principal.” A tese dele é de que falta ao partido uma “utopia nova, algo como o apelo da estabilização da economia, que rendeu um par de mandatos a Fernando Henrique Cardoso”.

Segundo Virgílio, “se FHC fosse 20 anos mais novo, seria um excelente candidato”. Uma das fragilidades apontadas por ele foi o fato de o partido, no início do governo do PT, não ter destacado os trabalhos de Fernando Henrique, que ele avalia como “relevantes para o país”. Pelo contrário, o ex-presidente teve pouca exposição em campanhas eleitorais e debates internos. “O partido escondeu FHC. Depois de todo o trabalho que não deu frutos para o FHC, deu frutos para o Lula, ele (o PSDB) pode se vangloriar de números para os quais, em grande parte, concorreu o presidente FHC”, observa.

Bancadas e Arranjos

Para uma nova configuração em 2015, o PSDB projeta ter, entre os governos estaduais, além de Alckmin, Beto Richa, do Paraná, Marconi Perillo, de Goiás, e Expedito Júnior, de Rondônia, que figuram nas pesquisas como prováveis vencedores das eleições. A projeção é de que ainda sigam à disputa de segundo turno Cássio Cunha Lima, na Paraíba, Reinaldo Azambuja, no Mato Grosso do Sul, e Simão Jatene, no Pará. Existe possibilidade, portanto, de que o número de oito governadores tucanos empossados em 2011 não seja mantido em 2015.

Já em relação ao número de deputados, estimativa divulgada recentemente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostra a tendência de o PSDB continuar na posição de terceira maior bancada do país, atrás de PT e PMDB, respectivamente, mantendo os 44 parlamentares da atual bancada, número que pode cair para 36 ou subir até 53, conforme o xadrez das chapas nos estados.

A situação parece até confortável se comparada ao início deste ano, mas, quando se considera que o partido iniciou a legislatura de 2010 com 53 deputados, a história muda de figura. Vários deles preferiram migrar para partidos como PSD, Pros e Solidariedade.

 

  • CAMPANHA TASSOtasso_campanhatasso.jpg
  • Aos 65, Tasso tenta retornar ao Congresso: na visão de analista, nada alentador

No Senado, o PSDB possui 12 senadores. Desses, seis estão em final de mandato. A legenda, conforme o mesmo estudo do Diap, tende a ter redução de 1 a 3 nomes. Terá de nove a 11 senadores na bancada a partir da próxima legislatura. Sem falar que perde um aliado de peso no plenário: o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que é um dos peemedebistas mais ligados ao partido desde o governo FHC, hoje é candidato a deputado federal, além de apoiar Marina Silva.

“A oposição tem que ter clareza no discurso e ser mais afirmativa. Tem que se apresentar como alternativa real de mudança e é esta a linha que pretendemos seguir”, afirma Álvaro Dias, sobre a postura a ser adotada na continuidade no mandato como senador pelo partido.

Fracasso da terceira via

Pessoas que conhecem o PSDB por dentro ponderam que o problema central reside no fato de ter se desvirtuado dos conceitos defendidos desde a criação. Avaliação sobre isso foi feita recentemente, em tom de desabafo, pelo ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, em carta pública na qual declarou voto na presidenta Dilma Rousseff.

Bresser-Pereira destacou que foi um dos fundadores da sigla, em 1988, mas gradualmente se afastou por razões de ordem ideológica. “Depois da última eleição presidencial, vendo que o partido havia dado uma forte guinada para a direita, que deixara de ser um partido de centro-esquerda e que abandonara a perspectiva desenvolvimentista e nacional para se tornar um campeão do liberalismo econômico, desliguei-me dele”, frisou.

Nesse sentido, também chama a atenção a redução constante da produção intelectual e acadêmica por parte dos integrantes da legenda e a concentração de ideias em um nome. “É interessante falar sobre isso porque o PSDB viveu uma época em que teve produção muito grande no Instituto Teotônio Vilela, mas, hoje, vemos muito mais uma produção intelectual saindo do Instituto FHC. Tanto é que toda essa questão da descriminalização das drogas é o FHC quem puxa, não o partido”, destacou Leonardo Barreto.

A interpretação do cientista político é de que o partido fez uma aposta alta na terceira via, defendida por Tony Balir, primeiro-ministro do Reino Unido na década de 1990, pelo Partido Trabalhista inglês, e teorizada pelo sociólogo britânico Anthony Giddens, modelo que não deu certo nem na Inglaterra, nem no Brasil.

 

  • FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASILfhc_Fernando Frazão_Agência Brasil.jpg
  • FHC, escondido pelo partido e afastado de negociações, não foi fator para capitalizar apoios

Na visão do sociólogo Marcelo Zero, a terceira via de Blair “pregava uma visão além da esquerda e da direita”, rompia com a social-democracia tradicional e com o velho trabalhismo, mas também representava, em tese, a ruptura com o neoliberalismo. “Era algo profundamente novo, um centralismo radical, que prometia, num grande esforço modernizador, adaptar a economia e a sociedade britânicas aos novos desafios impostos pela globalização, mantendo, no entanto, os valores permanentes da justiça social”, explica.

“Fizeram uma guinada à direita na década de 1990. Apostaram na terceira via, mas, no caso da Inglaterra, a aposta era feita num país com um desenvolvimento razoável. No Brasil, país ainda em desenvolvimento e com desigualdades extremas, o modelo deu mais errado ainda. Depois dessa guinada à direita e do fracasso, o PSDB ficou mais desorientado, perdeu a capacidade propositiva e caiu no antipetismo”, diz Marcelo Zero.

Divisão ideológica

“O PSDB foi vítima de seu próprio sucesso. Nascido como uma federação de dissidências regionais do PMDB e do antigo PFL, logrou conquistar o eleitorado de centro graças ao gênio político de Franco Montoro, que lhe deu voz e horizonte político, reunindo um leque admirável de lideranças regionais com experiência e capacidade governativa”, afirmou, em trabalho sobre o tema, o professor titular da USP e pesquisador do Centro de Estudos Avançados da Unicamp, José Augusto Guilhon Albuquerque. Na visão dele, depois que chegou à presidência, em 1995, o partido cresceu demais, o que criou uma crise de identidade.

Outro fator negativo destacado ao longo do período foram as constantes divergências entre lideranças, ou “estrelas”, como costumam ser chamadas entre si. “Até mesmo Fernando Henrique Cardoso tem feito um trabalho mais individualista, algumas vezes por vontade própria. Outras por ser simplesmente deixado de lado por integrantes do partido. Com isso, vingou a política feita, muitas vezes, ao estilo dos antigos coronéis, por meio de decisões burocráticas tomadas nos gabinetes”, reflete o cientista político Alexandre Ramalho, hoje na cátedra de Direito Constitucional da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Sobre o futuro da legenda, ao menos por enquanto, as declarações mostram divergências de opiniões. O senador Aécio Neves disse, durante entrevista após um dos debates entre presidenciáveis dos quais participou, que os tucanos só têm duas alternativas: “Ou ganhamos as eleições e governamos o Brasil ou vamos para a oposição.”

Na mesma linha, o ex-governador cearense Tasso Jereissati criticou declarações de Marina Silva de que procuraria os melhores quadros dos partidos para governar, dando a entender que o PSDB não estaria disposto a ceder integrantes num futuro apoio. “A lógica que ela quer pode ser aplicada em cima de um projeto, mas, fazendo uma misturada geral, tirando de um ou de outro, ela vai destruir o Parlamento. Isso é perigosíssimo e nós sabemos no que dá”, salientou.

Por outro lado, é pública a divulgação feita por parte de pessoas próximas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso da simpatia pelo fato de o PSDB vir a participar de um futuro governo de Marina Silva, desde que ela se comprometa, de fato, com um mandato apenas. Os rumos que toda essa discussão tomará, só se saberá após o resultado das urnas, quando os tucanos verão o real tamanho que têm hoje.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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31 Comentários
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  1. nilo walter

    25 de setembro de 2014 2:14 pm

     
     
    São as mesmas raposas

     

     

    São as mesmas raposas políticas antigas .

    Não existe renovação .

    Não sou petista, mas o PT sempre apresenta novos nomes .

    Vide Haddad , Padilha , o do Ceará, Bahia , RJ, ES – etc  .

    Os da estrela tirada do PCdoB terão o que apresentar para o futuro ,

    Essa é a verdade .

    1. walter araujo

      25 de setembro de 2014 6:02 pm

      … e os da estrela tirada do

      … e os da estrela tirada do PCdoB.. explica melhor aí, Nilo.

      E a netinha como vai?

  2. Arnaldo Costa

    25 de setembro de 2014 2:16 pm

    Só a mudança total de quadro e de ideias

     

    O problema é que #demotucanos, além de serem da direita e carregarem a herança maldita da época das trevas, onde a roubalheira e a politicagem comiam soltas sem nenhuma forma de fiscalização e punição, continuam sendo da “situação” para a grande mídia, para os esquemas obscuros e ilícitos, para órgãos fiscalizadores e poderes infestados e dominados por partidários dessa turma, MPs, TCs, PF, legislativo, judiciário, imprensa, oligarquias do interior. Além disso, defendem interesses de uma minoria em detrimento da sociedade. Ideias retrógradas e que deram certo apenas para um pequeno grupo de aliados e beneficiados. São também um desastre em se tratando de planejamento e gestão. Representam o retrocesso e por isso terão que se reinventar totalmente, mudando o quadro, as conexões e as ideias, quer dizer, terão que acabar e criar outro.

  3. Antonio Lemos

    25 de setembro de 2014 2:29 pm

    Faltou a análise sobre a midia

    Neste caldeirão descrito pelo autor, faltou um ingrediente: o papel da midia.

    No intutio de desconstruir o PT, a midia partiu para a criminilização dos partidos políticos.

    E o tiro saiu pela culatra: O PT ainda é um partido forte enquanto os outros minguam exceção ao PMDB, eternamente no poder.

    E o resultado disso é que ainda hoje tem brasileiro que acredita em salvador da pátria onde ele, no alto da sua boa vontada, vai resolver todos os problemas brasileiros sozinho.

    É como se estivéssemos votando para rei ou rainha…

    1. ljunior

      25 de setembro de 2014 8:44 pm

      Concordo 100%

      Pelo artigo, o PSDB vive sem a mídia, o que não é verdade.

  4. Álvaro Noites

    25 de setembro de 2014 2:39 pm

    O discurso do Arthur Virgílio

    O discurso do Arthur Virgílio moestra que o PSDB está num mato sem cachorro, e que ele é uma das “velharias” do partido.

  5. jc.pompeu

    25 de setembro de 2014 3:00 pm

    “PSDB: uma renovação sem

    PSDB: uma renovação sem ‘novos’ e sem expressão

    …até o fotógrafo da campanha “muda brasil para que nada mude e tudo continue como dantas no quartel d’abrantes” é “puta véia” do jornalismo do poder, desde os imemoriáveis tempos analógicos da fotografia grãos de sais de prata…

  6. Eden SP

    25 de setembro de 2014 3:01 pm

    Um partido egocêntrico

    O PSDB todosu-se a agremiação de egos inflados e de vaidades individuais exacerbadas, que veio a sobrepor e a neutralizar o conjunto por si só. Relevantes vozes pensantes, técnicas e intelectuais, foram simplesmente alijadas de qualquer consideração, por fazerem críticas meramente pontuais, saindo alguns, inclusive, do partido. 

    Nesse sentido, ao longo dos ultimos anos, esgotaram-se o arsenal de ideias e de novas perspectivas, não lhe restando a não ser a bandeira moralista, herdada do udenismo.

     

    Conversar mesmo com a juventude do partido é como se conversasse com os de sempre, com a velha guarda do partido. Na linguagem, no mode de pensar, nada de novo, mas só do mesmo. De concreto, conseguiram um feito: tornarem-se um partido provinciano, resumindo o seu peso a São Paulo e ao Parana, depois de ter sido um grande partido nacional, tendo como grande aliado o partido da imprensa. 

    Hoje, resta-lhe sersomente mais um, entre tantas outras agremiações.  

     

     

     

    1. ljunior

      25 de setembro de 2014 8:43 pm

      No Paraná, de onde vêm proposta de criar subcidadãos

      No Paraná, houve um grupo de empresários que quer proibir o voto de quem recebe benefícios do governo!

      http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/edicoes/v/empresario-pede-fim-do-voto-de-atendidos-do-bolsa-familia/3623189/

      Isso está em um documento chamado “Ideias para um Brasil melhor”

      “Que seja cancelado o direito de voto para os beneficiários do Bolsa Família”.

      A ideia é ter “lisura nas eleições”.

      Se é nisso que esse PSDB se apoia, demorou pra eles sumirem do mapa!

  7. Gilson S Raslan

    25 de setembro de 2014 3:10 pm

    O grande responsável pela

    O grande responsável pela decadência do PSDB não é falta de quadros novos, mas de ideias e do negativismo de seus parlamentares. Mesmos alguns feitos positivos dos governos petistas, reconhecidos e sentidos pela maioria do povo brasileiro são negados pelos tucanos. Ora, se os tucanos negam o óbvio (emprego em alta, ascenção social e econômica de milhões de brasilseiros, distribuição de renda…), é evidente que quando fazem propostas sérias ou combatem o que está verdadeiramente errado no  governo, a população já fica desconfiada.

    Enfim, a decadência do PSDB vem do seu anti-petismo, do moralismo lacerdista, da pregação da corrupção dos “petralhas” assentados nos próprios rabos.

    Um partido que aceita passivamente o discurso daquele senador parlapatão do Pará (não sei o que Couto) não pode esperar nada mesmo do povo.

  8. Maria Rita

    25 de setembro de 2014 3:14 pm

    PSDB  é, na aparência,

    PSDB  é, na aparência, oposição ferrenha desde que saiu da presidência da República. O que pega na atuação fraca como oposição é a sua orientação pela pauta da mídia corporativa, essa sim é a real oposição política. O partido de Fernando Henrique é preguiçoso, arrogante e aceita o papel de menino de recado. Isso não faz bem para seus seguidores. Alguém poderia dizer quais os  projetos relevantes desse partido nos últimos 4 anos? Mas, com certeza, podem levantar com facilidade quais pautas importantes para a sociedade que o partido sabotou em votações, como o imposto para a saúde retirado das transações bancárias de todos os contribuintes.

  9. IV AVATAR

    25 de setembro de 2014 3:19 pm

    SP é que mantém Marina no páreo

    http://josecarloslima85.blogspot.com.br/2014/09/sp-mantem-marina-no-pareo.html

  10. Alan Souza

    25 de setembro de 2014 3:24 pm

    Esse papo de “renovação” do PSDB já deu!

    Querem renovar sem mudar nada, sem mudar de ideologia, sem arejar ideias, sem mudar discurso e prática…

    Em suma, não querem mudar. Se quisessem mesmo já teriam mudado. Meu velho avô, na sua rude sapiência já dizia: “quando o sapato aperta mesmo o cabra se descalça. Se tá calçado ainda é sinal que não apertou”…

  11. Sta Catarina

    25 de setembro de 2014 3:55 pm

    Renovação

    Alckmin + Aécio. Um pior que o outro. Para um partido que se vende ao capital estrangeiro tá ótimo. Desse jeito o PT pode ficar tranquilo que ainda teremos bons anos pela frente. Nem cito aqui o Serra que de amigo dos dois não tem nada.

    Com relação a São Paulo, este rema pra trás enquanto o Brasil rema para frente. Está perdendo sua importância econômica aos poucos e a elite cega paulista não se dá conta disto.

  12. rosenvald flavio barbosa

    25 de setembro de 2014 4:11 pm

    o psdb precisa de oxigênio

    para renovação, o psdb precisa de oxigênio no cérebro, mas eles tem cérebro???
    acho que eles só tem umbigo.

  13. Sergio SS

    25 de setembro de 2014 4:32 pm

    Gostei da parte em que

    Gostei da parte em que mencionou que o senador Jarbas Vasconcelos do PMBD tucano vai disputar as eleições como deputado federal. Mais um rebaixado pelo Lula !! Pena que o povo cearense parece que vai trazer de volta o Jeraissati, o maior latifundiário do litoral cearense.

  14. Tina

    25 de setembro de 2014 4:41 pm

    Olha aí!

    “… é pública a divulgação feita por parte de pessoas próximas ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso da simpatia pelo fato de o PSDB vir a participar de um futuro governo de Marina Silva, desde que ela se comprometa, de fato, com um mandato apenas.”

    Isso quer dizer que em 2018 eles pretendem voltar! Já está deixando tudo acertado desde agora. 

    Não, não e não!!! 

    Xô, sai prá lá, vade retro!!!!

    1. ljunior

      25 de setembro de 2014 8:33 pm

      Mas esse é o plano!

      O plano de FHC é eleger #MarinaCensura e ela colocar o Serra como chefe da casa Civil.  Aí ela aprova a independência do Banco Central.  Ela não vai conseguir mexer na reeleição porque a Globo, a mando dos Tucanos, irá derrubá-la do poder em dois anos com a história do Jato sem dono.

      Isso é a política do PSDB: utilizar a mídia.

  15. Jorge Luis

    25 de setembro de 2014 5:10 pm

    Quero só ver se Alckmin vai

    Quero só ver se Alckmin vai estar com essa bola toda para 2018 depois que a crise hídrica se instalar pra valer em São Paulo, com o volume morto todo consumido e sem mais de onde tirar água.

    1. ljunior

      25 de setembro de 2014 8:30 pm

      Vou além…

      Quem diz que Alckimin se reelege?  O Datafolha que sai a cada dois meses? O Datafolha que esconde o percentual histórico de 30% dos votos do PT?

      Pesquisa é pesquisa, voto é voto.  A menos que haja alguma coisa na urna eletrônica sem papel…

  16. Orlando Soares Varêda

    25 de setembro de 2014 5:26 pm

     
    O PSDB está aguardando o

     

    O PSDB está aguardando o professor Cardoso partir, para o resto seguir atrás, pro buraco bem fundo no brejo.

    Orlando

  17. Alexandre Weber - Santos -SP

    25 de setembro de 2014 5:43 pm

    O efeito Márcio França e a caduquice de FHC levam a um PSB forte

    O PSB já fincou posição dentro do governo de São Paulo, a ida do Márcio França para a chapa do Alckmin é  a sinalização inequívoca que o PSDB está se afastando de seus dinossauros políticos, FHC é emblemático neste ponto e se aproximando da vanguarda PSBista paulista, que têm quadros, lideranças, intelectuais, políticos e administradores em suas fileiras para ocupar a vaga.

    O presidênte do PSB paulista está há anos luz, em matéria de articulação e desembaraço dos quadros velhos, bolorentos do tempo da ditadura e filhotes dela que fazem a vitrine do PSDB de São Paulo.

    O espólio político no mairo estado da federação está em boas mãos.

    1. ljunior

      25 de setembro de 2014 8:24 pm

      E Alckimin representa o novo?

      Alckimin é o que existe de mais reacionário neste Estado.  Sua polícia mata o trio de “Ps” a torto e a direito de forma sistemática.  O que pode sair de progressista disso?

  18. Julião

    25 de setembro de 2014 6:07 pm

    La nave vá

    Exatamente como o Titanic, o PSDB vai, vai, mas vai mesmo para o fundo, tal qual o navio citado, e ainda comandado pelo FHC, tendo como copiloto o Serra e respónsavel por não deixar entrar água no navio o Alquimin (ele não gosta de agua)! 

  19. Motta Araujo

    25 de setembro de 2014 6:52 pm

    O PSDB nunca foi um partido

    O PSDB nunca foi um partido de direita, algo que não existe no Brasil pós Governo Militar sob o ponto de vista ideologico, de um conjunto de ideias e valores. Existem arranjos de conveniencia

    de partidos com certas situações, expedientes e circunstancias. A essencia do PSDB é de esquerdistas reciclados, TODOS que criaram o partido vieram da esquerda, não tem lá DIREITA DE BERÇO, FHC, Aloysio, Jose Anibal, Sergio Mota,  Jose Serra, foram chocados na esquerda.

    O pensamento de DIREITA é muito mais sólido, não é porque fizeram meia duzia de privatizações que são de direita, Stalin abriu bancos lucrativos em Londres e Paris, que criaram o Eurodollar e nem porisso Stalin foi de direita, foram negocios de conveniencia.

    Direita VERDADEIRA era Reagan e Thatcher, consistente, ideologica, com base teorica e real.

    O PSDB criou o Comunidade Solidaria, precursor do bolsa familia, criou o remedio generico,

    prosseguiu na REFORMA AGRARIA, algo que um direitista de berço jamais faria, na DIREITA A REFORMA AGRARIA É UM MONUMENTAL EQUIVOCO, já custou ao Pais 400 bilhões de Reais jogados fora, uma Direita de verdade teria privatizado o dobro de empresas , teria acabado com o sindicalismo do imposto sindical, com o sistema S, com a universidade gratuita, com a aposentadoria precoce de funcionarios,  enfim Direita de verdade é outra coisa, o PSDB é um genérico envergonhado, no maximo uma centro esquerda bem perfumada.

    O post tem razão quanto a renovação de quadros, o PSDB realmente não se renova, é a mesma turma da festa de fundação, não tem 2ª geração, é só a turma da velha esquerda de salão da Rive Gauche com gravata e boa adega em casa, nunca foram toscos como a esquerda-galera mas a formação marxista é uma cola que gruda e não é facil de descascar.

    1. ljunior

      25 de setembro de 2014 8:22 pm

      Serra… de esquerda? Sei…

      Serra foi estudar nos EUA.  Como ele se sustentou se ele era, como dizia, um “humilde filho de feirante da Móoca”?

      Quem financiou Serra nos EUA?

      De esquerda… sei…

    2. João Mac-Cormick

      25 de setembro de 2014 8:47 pm

      A privataraia tucana é de esquerda?

      Os negócios escusos do Opportunity e Matrix foram de esquerda? Daniel Dantas de esquerda? Armínio Naufraga 45% de esquerda? Privataria Tucana de esquerda? Compra de possibilidade de reeleição de esquerda?
      Tem cada coisa…

    3. Alan Souza

      25 de setembro de 2014 9:06 pm

      O Andre Araujo me economiza dinheiro com médico…

      Meu avô dizia que boas gargalhadas dimunem a conta do médico. O AA me faz rir muito com esses comentários e me ajuda a economizar.

      FHC, Aloysio Nunes, Serra e Aécio são marxistas graças à aderência “super-bonder” das ideias de esquerda… hilário!!!!

  20. João Mac-Cormick

    25 de setembro de 2014 8:44 pm

    FHC: aposentado=vagabundo

    “ex-presidente Fernando Henrique Cardoso da simpatia pelo fato de o PSDB vir a participar de um futuro governo de Marina Silva, desde que ela se comprometa, de fato, com um mandato apenas.”

    E foi no governo dele que houve a compra da possibilidade de reeleição. É o famoso esqueçam o que eu disse?

  21. altamiro souza

    25 de setembro de 2014 8:50 pm

    se o psdb voltasse a ter um

    se o psdb voltasse a ter um mínimo de

    caráter social, talvez os antigos militantes voltassem,

    mas duvido.

    depois que o psdb virou o

    partido da sabotagem descarada brasileira,

    com a extinção da cpmf, etc,

    judicialização da política,

    poucos deles teriam coragem de voltar a militar.

    bresser caiu fora antes que se

    desintegrasse junto com essa elite tucana paulista.

    outros já o fizeram antes.

    não acabará ainda por agora,

    mas começou o fim.

     

     

  22. Alan Souza

    25 de setembro de 2014 9:02 pm

    O Jarbas Vasconcelos já conta formalmente como Tucano…

    No Senado, o PSDB possui 12 senadores. Desses, seis estão em final de mandato. A legenda, conforme o mesmo estudo do Diap, tende a ter redução de 1 a 3 nomes. Terá de nove a 11 senadores na bancada a partir da próxima legislatura. Sem falar que perde um aliado de peso no plenário: o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que é um dos peemedebistas mais ligados ao partido desde o governo FHC, hoje é candidato a deputado federal, além de apoiar Marina Silva.

    Ri litros aqui!

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