Sugerido por Támara Baranov
Empresário mineiro é identificado em vídeo de pichação da estátua de Drummond
Do UOL, no Rio

A estátua de Drummond amanhece pichada no Rio no Natal
Policiais da DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente) identificaram o jovem flagrado por uma câmera de monitoramento da Prefeitura do Rio de Janeiro enquanto pichava a estátua de Carlos Drummond de Andrade que fica na orla de Copacabana, na zona sul da cidade.
Ele foi identificado como Pablo Lucas Faria e também é suspeito de pichar a estátua de Zózimo Barroso do Amaral, no posto 12, no Leblon, e o monumento de Estácio de Sá, no Parque do Flamengo. Faria é empresário da cidade de Uberaba (MG) e foi identificado após uma pesquisa no sistema da delegacia.
De acordo com o delegado José Fagundes, as investigações continuam em andamento para localizar o suspeito. Ainda segundo o delegado, a mulher que aparece nas imagens foi identificada como sendo namorada de Faria, e é conhecida como Mel.

Pablo Lucas Faria é empresário da cidade de Uberaba (MG) e foi identificado após uma pesquisa no sistema da delegacia
A imagem de Drummond foi pintada com uma tinta branca. A parte mais atingida foi a do rosto do poeta, mas também foram pichados o peito e as pernas da obra, que é um dos principais atrativos turísticos na orla carioca.
Os óculos do poeta também já foram alvo de vandalismo em oito oportunidades, a última dela em 12 de maio de 2012. O reparo do acessório custa cerca de R$ 25 mil.
A estátua, de autoria do artista plástico Leo Santana, foi instalada em outubro de 2002, em comemoração aos 100 anos do nascimento do poeta. Dois dias depois, o monumento amanheceu pichado.
implacavel
27 de dezembro de 2013 6:42 pmVergonha….
Esse Minerim deve ser parente do Aécim…
Silvio Torres
27 de dezembro de 2013 6:45 pmUm casal bovino, em homenagem
Um casal bovino, em homenagem á cidade deles.
morallis
27 de dezembro de 2013 6:47 pmUau!! Que atitude
Uau!! Que atitude irreverente!!
Agora…queime livros ! Liberte-se!
euclydes zamperetti fiori
27 de dezembro de 2013 6:49 pmNa pratica o cara deve acar
Na pratica o cara deve acar com todas as despesas referente a recuperação; posteriormente, deve ser pendurado e levar choques, somente assim mairfia aprendera a respeitar nossa história
Obelix
27 de dezembro de 2013 6:49 pmQuestão ética.
Prezados amigos a amigas,
Apenas para um exercício de imaginação:
Supondo que não houvesse ali uma câmera para o registro, e que só uma dupla de policias ou guardas municipais tivessem flagrado o casal, e diante do vandalismo do rapaz, tivesse lhe aplicado uma surra daquelas de “criar bicho” (como se diz no interiorzão do país).
E aí?
Não ficaria mais barato que toda esta celeuma de procedimentos, identificação, que considerando a condição do idiota, não vai resultar em nada?
Pois é.
Desconsiderem o que eu disse, foi só um momento de revolta.
zegomes
27 de dezembro de 2013 8:49 pmFoi muito mal, obelisco. Bata
Foi muito mal, obelisco. Bata na boca três vezes.
Marly
27 de dezembro de 2013 6:49 pmQue decepção!
Minas, por ser bem coladinha ao Rio é muito considerada por nós cariocas. Estou decepcionada. Visita a cidade, para fazer tamanho estrago? Um crime! Que o casal seja chamado às responsabilidades! Com certeza serão condenados pelos bons mineiros que se sentirão envergonhados.
Lucinei
28 de dezembro de 2013 12:02 amPois é. Mais um com uma
Pois é. Mais um com uma “raivinha” do Rio totalmente injustificada.
O Rio – e cada carioca – sempre se deu bem com todos de todos os estados…
Por causa de uma minoria estereotipada (e carnavalizada) de cariocas o casal apronta uma grosseria dessas…
O que ele quis escrever afinal?
Sebastião M Oliveira
27 de dezembro de 2013 6:57 pmEsse cara mancha a todos
Esse cara mancha a todos mineiros. Tem de ser preso. Deve ser atleticano e parante do aécio, só pode!!
Fábio de Oliveira Ribeiro
27 de dezembro de 2013 6:59 pmO problema é sempre o mesmo.
O problema é sempre o mesmo. Algumas pessoas são tão virtuosas que fazem historia e merecem estatuas, outras vivem vidas absolutamente desprezíveis e não se conformam. Então resolvem entrar para história destruindo monumentos. Este mineiro imbecil certamente pode ser comparado àquele fanático que incendiou o Templo de Éfeso ou ao bispo que mandou queimar a Biblioteca de Alexandria ou ao oficial de Napoleão que mandou seus artilheiros treinarem balística apontando os canhões para a face da Esfinge egípcia.
Francisco Ernesto Guerra
27 de dezembro de 2013 8:47 pmOu…
Ou do exército de israel que usava figuras de palestinas grávidas (atire em um e mate dois) com alvo do treinamente do exército.
Bem, além disso, a pichação não teria sido feita com amostras do carregamento do zezé perrela diluido em água?
Edemar Motta
27 de dezembro de 2013 7:05 pmVai ver é por causa dos
Vai ver é por causa dos pichadores que a maioria das estautas repousa sobre um alto pedestal.
ulderico
27 de dezembro de 2013 7:22 pmPor mim esse sujeito seria
Por mim esse sujeito seria fuzilado. Aliás, todo pichador.
Agora, por que o reparo do óculos do Drummond custa 25 mil?
C. Acácio
27 de dezembro de 2013 7:25 pmEmpresário mineiro pixa
Empresário mineiro pixa estátua de escritor conterrâneo , na orla carioca. Já dissera um outro mineiro … “os mineiros só são solidários no câncer”…
Jorge Moraes
27 de dezembro de 2013 7:25 pmReação
Vi a filmagem ainda outro dia.
Agora, já se sabe a cara do cara. A cara da cara ainda não foi publicada. Talvez venha a ser.
O impulso primeiro é considerar que o escrachador precisa ser escrachado.
O segundo momento já é de um “meio-impulso”, presente a mediação de certos freios civilizatórios. Aí o clamor passa a ser o da punição estatal. Imagino que a maioria opte por uma pena do gênero. E longe de mim achar que essa não será a resposta social adequada ao vandalismo. Dosá-la, em intensidade e gênero, passaria a ser então o objeto principal da discussão.
Que não haja exageros, para mais ou para menos, é o que espero. O aparato legal certamente dará cabo da missão, afinal de contas, de certa forma, simples.
Mas a pergunta que me faço em um pretenso terceiro momento (este) – e fazendo-a repasso a quem tiver disposição para tanto – é outra: por quê?
Lembrem-se: não é a primeira vez, e certamente não será a última. Respondê-la sem investigar causas psicossociais equivalerá, arrisco-me a dizer, a não respondê-la.
Se alguém se habilitar, mas fugindo necessariamente de ânimos compreensivelmente punitivos, dado que pouco úteis, tenha bondade.
Fosse vivo, Drummond, poeta por que se espantava com as coisas, não pugnaria por repressão “pura” e “simples”.
Aproveito o momento e olho para o mar: para onde ir mais?
salete
27 de dezembro de 2013 7:53 pmAbsoluta ceteza, tenho, de
Absoluta ceteza, tenho, de que a figura pichadora deve deitar e servir de tapete para os schuasnageres da vida.
Hans Bintje
27 de dezembro de 2013 7:56 pmMineiro atacando Mineiro
Será que Otto Lara Resende tinha razão quando disse que “o mineiro só é solidário no câncer” ?
Sei lá… Prefiro lembrar da “Prece de um Mineiro no Rio”, do Drummond (trecho):
“Espírito mineiro, circunspecto
talvez, mas encerrando uma partícula
de fogo embriagador, que lavra súbito,
e, se cabe, a ser doido nos inclinas:
não me fujas no Rio de Janeiro,
como a nuvem se afasta e a ave se alonga,
mas abre um portulano ante meus olhos
que a teu profundo mar conduza, Minas,
Minas além do som, Minas Gerais.”
tiao
27 de dezembro de 2013 7:58 pmAtitude típica de um
Atitude típica de um estúpido,só isso !!!
morallis
27 de dezembro de 2013 8:03 pmRs.Ele pode alegar que é
Rs.
Ele pode alegar que é artista plástico de fonte pos moderna e que só fez uma intervenção
estética, considerando o contexto e a fluidez do “movimento parado ” da estátua.
Cristiana Castro
27 de dezembro de 2013 11:00 pmkkkkkkkkkkkk bem assim
kkkkkkkkkkkk bem assim mesmo…
Vania Cury
27 de dezembro de 2013 8:06 pmO fato de o cara ser mineiro
O fato de o cara ser mineiro não tem nenhuma importância. Ele podia ser qualquer outra coisa: capixaba, cearense, pernambucano, e até carioca. O fundamental, para mim, é ser identificado como “empresário”. Isso é que deve causar espanto em qualquer pessoa. “Empresário” de que ramo? Que tipo de qualificação possui? O que uma pessoa deve fazer profissionalmente, para ser rotulada como empresário? Qual o grau de relevância que tem um “empresário” no Brasil? Essas são as perguntas que me inquietam diante do que li.
alexis
27 de dezembro de 2013 8:18 pmNascido em Itabira (MG)
Embora irrelevante, o destaque refere-se ao fato do Drummond ser mineiro.
morallis
27 de dezembro de 2013 8:21 pmEquilibrio distante:
Equilibrio distante:
Roberto Agnaldo
27 de dezembro de 2013 8:32 pmDEVE SER ELEITOR DO AECIO OU
DEVE SER ELEITOR DO AECIO OU O DUDU!
Francisco Andrade
27 de dezembro de 2013 8:35 pmdeve ser a água que eles bebem….
O mineirim saiu de casa, … viajou pra outro estado,… chegou numa cidade lindíssima,… e, em vez de aproveitar as belezas do lugar foi pichar a estátua do Drumond !
Começo a pensar que um amigo meu, gaúcho, tinha razão. ” Pá che!… tão botando alguma droga na água que eles bebem, os caras votam no Aécio meu!!!!”
Mas pensando bem, aqui em Sampa a gente não pode falar nada,… 20 anos de PSDB na cacunda é dose pra leão!
Águia de Madureira
27 de dezembro de 2013 8:35 pmPichador de Uberaba
Esse imbecil, que se diz empresário (só se for de bosta de vaca), junto com sua namorada, demonstrou que a falta de educação vem também das classes mais abastadas, e não só dos moradores das comunidades. Vergonhoso o que esses dois fizeram na estátua de um conterrâneo, ato esse que mancha a simpatia que os cariocas sentem pelos mineiros. Lamentável espisódio protagonizado por esses dois lixos da sociedade.
Paulo Guedes
27 de dezembro de 2013 8:37 pmPiche & penas
O “cidadão” deveria ser mergulhado, nu, num tonel de piche, ser devidamente decorado com penas de galinhas.
Depois de paramentado, desfilar do Leme ao Leblon.
Jane Pita de Souza
27 de dezembro de 2013 8:48 pmSerá que um cara desse pode
Será que um cara desse pode ser “empresário” ? Não acredito !
Paulo Figueira
27 de dezembro de 2013 9:02 pmGrande parte dos empresários
Grande parte dos empresários ajudou a pichar com sangue o País durante a ditadura, porque não a estátua de Drumond?
Desde quando empresário é sinônimo de civilidade?
Luiz Antonio Antunes Machado
27 de dezembro de 2013 9:04 pmMancada
Que casal de bobalhões. Lamentável que um turista venha lá da terra do grande Drummond e de outros mineiros geniais, Pelé, Tostão, Otto Lara Resende, Rubem Fonseca, e muitos outros, para fazer uma bobagem dessas. Este é o grande programa para o Rio de Janeiro ? Vai visitar a Bibloteca Nacional, o Real Gabinete Português de Leitura, vai à praia, vai à maior floresta urbana do mundo, Falta de opção não é. É estupidez mesmo !
Under_Siege
29 de dezembro de 2013 11:49 pmpavor
de pensar no que as duas criaturas da bela terra do zebu poderiam fazer na Biblioteca Nacional!
Muito medo!!!
CELSO ORRICO
27 de dezembro de 2013 9:05 pma propósito..
a propósito segue um artigo de Hildegard Angel repercurtido no Blog O Cafezinho , essas atitudes estão se alastrando e tornando o mundo mais violento, inodoro, desumano e facista..
O Cafezinho
Os fantasmas de 64 que ainda nos assombram
Posted: 27 Dec 2013 07:38 AM PST
Publico abaixo texto da Hildegard Angel, reproduzido no blog Viomundo, que fala dos fantasmas de 64 que ainda assombram nosso país. Angel, que teve vários parentes assassinados, torturados ou mortos em circunstâncias misteriosas, durante a ditadura, tem motivos para enxergar fantasmas. Assim como em 1964, os mesmos atores operam para assumir as rédeas da nação: a direita política e a mídia. Os mesmos atores compensam a falta de votos cultivando soluções não-democráticas. Antes, as tropas. Hoje, as togas.
Este neofascismo tem elementos contaminantes, porque populistas e fáceis. De que nome chamar a proibição imposta aos petistas presos de ler fora das celas e por mais de duas horas? Que raio de “opinião pública” é esta que não emite um protesto contra um fascismo tão gritante? Onde estão os esclarecidos?
Vejo as pessoas reclamarem que há situações piores em outros presídios, de forma que a revolta contra as restrições aos réus petistas seriam exageradas.
É justamente isso o que chamamos fascismo. Esse esforço constante para degradar o debate. Essa torção lógica, moral, das coisas, e que serve para justificar o arbítrio. Quer dizer que se eu for preso e me proibírem de ler qualquer livro na cadeia, meus amigos, que protestarem contra essa truculência, deverão ser repreendidos porque não estariam preocupados com injustiças mais bárbaras acontecidas num presídio do Maranhão?
Quer dizer que se eu assistir uma pessoa espancando um menor na rua, não devo fazer nada porque em outra cidade há um menor sendo mutilado e estuprado?
Tem muita coisa estranha acontecendo. Hoje, mais uma vez, Chico Caruso publica uma charge contra José Dirceu. Sobre o fato de Dirceu estar preso de maneira ilegal, pois a sua sentença é para o regime semi-aberto, e ele está preso em regime fechado, não vemos nada na imprensa. Ela se cala, e os chargistas obedecem à linha editorial. A própria máquina judiciária parece obedecer ao ritmo ditado pela mídia.
Leia abaixo o texto de Hildegard, do qual discordo apenas em um ponto. Ela observa que a história é contada pelos vencedores e acrescenta: “eles venceram, eles sempre vencem”. Não é bem assim, Hil. Eles mataram seu irmão e sua mãe. Mataram o irmão de meu pai. Mas não quer dizer que eles venceram. Muito menos que eles sempre vencem. A história da humanidade é um constante luta contra várias formas de ditaduras; e se na balança final os ditadores e os truculentos ainda detêm a maior pontuação, é a vitória dos pequenos e dos pacatos a que mais chama a atenção, a que mais comumente ganha ares de símbolo. Além do mais, os pequenos e os pacatos às vezes se juntam e se tornam mais poderosos do que os grandes e violentos, porque são em maior número e tem a seu lado a justiça.
No Brasil, as cartas ainda estão na mesa. Eles não vencerão, Hil. No fundo, eles nunca venceram. Apenas adiam a sua derrota.
*
No blog do Azenha
Hildegard Angel: “Não estou vendo fantasmas; o Projeto do Mal de 64 ganha corpo”
por Hildegard Angel, em seu blog.
A GENTE NUNCA PERDE POR SER LEGÍTIMO, MAS QUEM CONTA A HISTÓRIA SÃO OS VENCEDORES, NÃO ESQUEÇAM!
O fascismo se expande hoje nas mídias sociais, forte e feioso como um espinheiro contorcido, que vai se estendendo, engrossando o tronco, ampliando os ramos, envolvendo incautos, os jovens principalmente, e sufocando os argumentos que surgem, com seu modo truculento de ser.
Para isso, utiliza-se de falsas informações, distorções de fatos, episódios, números e estatísticas, da História recente e da remota, sem o menor pudor ou comprometimento com a verdade, a não ser com seu compromisso de dar conta de um Projeto.
Sim, um Projeto moldado na mesma forma que produziu 1964, que, os minimamente informados sabem, foi fruto de um bem urdido plano, levando uma fatia da população brasileira, a crédula classe média, a um processo de coletiva histeria, de programado pânico, no receio de que o país fosse invadido por malvados de um fictício Exército Vermelho, que lhes tomaria os bens e as casas, mataria suas criancinhas, lhes tiraria a liberdade de ir, vir e até a de escolher.
Assim, a chamada elite, que na época formava opinião sobre a classe média mais baixa e mantinha um “cabresto de opinião” sobre seus assalariados, foi às ruas com as marchas católicas engrossadas pelos seus serviçais ao lado das bem intencionadas madames.
Elas mais tarde muito se arrependeram, ao constatar o quanto contribuíram para mergulhar o país nos horrores de maldades medievais.
Agora, os mesmos coroados, arquitetos de tudo aquilo, voltam a agir da mesma forma e reescrevem aquele conto de horror, fazendo do mocinho bandido e do bandido mocinho, de seu jeito, pois a História, meus amores, é contada pelos vencedores. E eles venceram. Eles sempre vencem.
Sim, leitores, compreendo quando me chamam de “esquerdista retardatária” ou coisa parecida. Esse meu impulso, certamente tardio, eu até diria sabiamente tardio, preservou-me a vida para hoje falar, quando tantos agora se calam; para agir e atuar pela campanha de Dilma, nos primórdios do primeiro turno, quando todos se escondiam, desviavam os olhos, eram reticentes, não declaravam votos, não atendiam aos telefonemas, não aceitavam convites.
Essa minha coragem, como alguns denominam, de apoiar José Dirceu, que de fato sequer meu amigo era, e de me aprofundar nos meandros da AP 470, a ponto de concluir que não se trata de “mensalão”, conforme a mídia a rotula, mas de “mentirão – royalties para mim, em pronunciamento na ABI – eu, a tímida, medrosa, reticente “Hildezinha”, ousando pronunciamentos na ABI! O que terá dado nela? O que terá se operado em mim?
Esse extemporâneo destemor teve uma irrefreável motivação: o medo maior do que o meu medo. Medo da Sombra de 64. Pânico superior àquele que me congelou durante uma década ou mais, que paralisou meu pensamento, bloqueou minha percepção, a inteligência até, cegou qualquer possibilidade de reação, em nome talvez de não deixar sequer uma fresta, passagem mínima de oxigênio que fosse à minha consciência, pois me custaria tal dor na alma, tal desespero, tamanha infelicidade, noção de impotência absoluta e desesperança, perceber a face verdadeira da Humanidade, o rosto real daqueles que aprendi a amar, a confiar…
Não, eu não suportaria respirar o mesmo ar, este ar não poderia invadir os meus pulmões, bombear o meu coração, chegar ao meu cérebro. Eu sucumbiria à dor de constatar que não era nada daquilo que sempre me foi dito pelos meus, minha família, que desde sempre me foi ensinado. O princípio e mandamento de que a gente pode neutralizar o mal com o bem. Eu acreditava tão intensamente e ingenuamente no encanto da bondade, que seguia como se flutuasse sobre a nojeira, sem percebê-la, sem pisar nela, como se pisasse em flores.
E aí, passadas as tragédias, vividas e sentidas todas elas em nossas carnes, histórias e mentes, porém não esquecidas, viradas as páginas, amenizado o tempo, quando testemunhei o início daquela operação midiática monumental, desproporcional, como se tanques de guerra, uma infantaria inteira, bateria de canhões, frotas aérea e marítima combatessem um único mortal, José Dirceu, tentando destrui-lo, eu percebi esgueirar-se sobre a nossa tão suada democracia a Sombra de 64!
Era o início do Projeto tramado para desqualificar a luta heroica daqueles jovens martirizados, trucidados e mortos por Eles, o establishment sem nomes e sem rostos, que lastreou a Ditadura, cuja conta os militares pagaram sozinhos. Mas eles não estiveram sozinhos.
Isso não podia ser, não fazia sentido assistir a esse massacre impassível. Decidi apoiar José Dirceu. Fiz um jantar de apoio a ele em casa, Chamei pessoas importantes, algumas que pouco conhecia. Cientistas políticos, jornalistas de Brasília, homens da esquerda, do centro, petistas, companheiros de Stuart do MR8, religiosos, artistas engajados. Muitos vieram, muitos declinaram. Foi uma reunião importante. A primeira em torno dele, uma das raras. Porém não a única. E disso muito me orgulho.
Um colunista amigo, muito importante, estupefato talvez com minha “audácia” (ou, quem sabe, penalizado), teve o cuidado de me telefonar na véspera, perguntando-me gentilmente se eu não me incomodava de ele publicar no jornal que eu faria o jantar. “Ao contrário – eu disse – faço questão”.
Ele sabia que, a partir daquele momento, eu estaria atravessando o meu Rubicão. Teria um preço a pagar por isso.
Lembrei-me de uma frase de minha mãe: “A gente nunca perde por ser legítima”. Ela se referia à moda que praticava. Adaptei-a à minha vida.
No início da campanha eleitoral Serra x Dilma, ao ler aqueles sórdidos emails baixaria que invadiam minha caixa, percebi com maior intensidade a Sombra de 64 se adensando sobre nosso país.
Rapidamente a Sombra ganhou corpo, se alastrou e, com eficiência, ampliou-se nestes anos, alcançando seu auge neste 2013, instaurando no país o clima inquisitorial daquela época passada, com jovens e velhos fundamentalistas assombrando o Facebook e o Twitter. Revivals da TFP, inspirando Ku Klux Klan, macartismo e todas as variações de fanatismo de direita.
É o Projeto do Mal de 64, de novo, ganhando corpo. O mesmo espinheiro das florestas de rainhas más, que enclausuram príncipes, princesas, duendes, robin hoods, elfos e anõezinhos.
Para alguns, imagens toscas de contos de fadas. Para mim, que vi meu pai americano sustentar orfanato de crianças brasileiras produzindo anõezinhos de Branca de Neve de jardim, e depois uma Bruxa Má, a Ditadura, vir e levar para sempre o nosso príncipe encantado, torturando-o em espinheiros e jamais devolvendo seu corpo esfolado, abandonado em paradeiro não sabido, trata-se de um conto trágico, eternamente real.
Como disse minha mãe, e escreveu a lápis em carta que entregou a Chico Buarque às vésperas de ser assassinada: “Estejam certos de que não estou vendo fantasmas”.
Feliz Ano Novo.
Inclusive para aqueles injustamente enclausurados e cujas penas não estão sendo cumpridas de acordo com as sentenças.
É o que desejo do fundo de meu coração.
hugo1
27 de dezembro de 2013 9:22 pmO que me impressiona é que
O que me impressiona é que em 2 dias encontram o cara que pichou a estátua do Drummond e há meses não se sabe quem matou Amarildo.
Nira
27 de dezembro de 2013 10:15 pmQuem matou Amarildo eles já
Quem matou Amarildo eles já descobriram. Falta ächar”o corpo.
Paulo Henrique Tavares
29 de dezembro de 2013 5:57 pmMesmo supostamente
Mesmo supostamente descobrindo quem matou, pois ao que me consta, todos os acusados, apenas acusados e nenhum admitiu e claro, durante o julgamento têm grandes chances de serem absolvidos e/ou receberem penas leves.
Mas mesmo assim, a investigação levou alguns meses e só foi à frente devido às jornadas de junho. Acho que é isso que o comentarista quis dizer, ou seja, uma coisa relativamente leve (com a pressão da Globo, de um ato de “vandalismo” contra uma estátua) a polícia foi super eficiente.
implacavel
27 de dezembro de 2013 10:45 pm…e nem quem é o dono da
…e nem quem é o dono da cocaína!!!
Walker
27 de dezembro de 2013 9:33 pmLendo alguns comentarios
Lendo alguns comentarios ficas-se espantado com tanta insanidade, alguns tentanto associar o fato de vandalismo com Aecio Neves simplesmente por que o cara e’ mineiro. O infame que pixou Carlos Drummond poderia ser gaucho, catarinense, haitiano, baiano, carioca, venezuelano, italiano, Por que isso? Por que associar fatos negativos com estados, nacionalidades, pessoas e grupos socias? Nao faz sentido gente.
Se a estatua de Castro Alves na Bahia fosse pixada, tenho certeza que esse pessoal chinfrim que aparece por aqui com termos tipo Aecim, mineirim…jamais falaria Wagnerim…
Que falta de compustura, parece que a turminha fica aqui no blog 24 horas por dia so’ esperando a deixa para destilar suas angustias, seus preconceitos, seus odios…. Menos ne gente!!!!!!
luis da matta
27 de dezembro de 2013 10:10 pmPixação de Drumond
O fato do imbecil ser mineiro é muito relevante sim, pois além de ser um turista, uma pessoa que não vive aqui, ainda por cima é do mesmo estado do poeta. ninguem fez qualquer alusão ao Aécio ou psdb, mas se voces se sentiram atingidos, sorry.
leonidas
27 de dezembro de 2013 9:34 pmo ATO é reprovavel
que coisa
o ATO é reprovavel
que coisa boba essa de ficar focando reginonalismo
dane-se que ele ou o homenageado seja de Minas
acho uma pobreza de esperito enorme ficar gastando energia vinculando algo lamentavel por sí só à coisas como o cara ser mineiro ou psdbista
Francy Lisboa
31 de dezembro de 2013 9:46 amOu petista né rsrsrs (esses
Ou petista né rsrsrs (esses rs eu peço autorização)
Lucas Gomes
27 de dezembro de 2013 9:51 pmque deixe o povo pixar,
que deixe o povo pixar, oras.
se ainda fosse a própria obra do Drummond, mas essa não tem como pixar não. Agora, se é para botar uma estátua no meio da rua, não vá pedir para o povo que não a toque…
Valni
28 de dezembro de 2013 5:30 amQue comentário inteligente!
Que comentário inteligente! Estou impressionado com seu poder de argumentação e de síntese. Se entendi direito, já que está na rua é público, não é de ninguém, claro.
Mineira de BH
27 de dezembro de 2013 9:58 pmEducação vem do berço
Pra quem acha que não tem nada a ver o VÂNDALO ser mineiro, eu DISCORDO.
Como é que alguém pode fazer isto com um dos maiores poetas da língua portuguesa que tanto decantou Minas Gerais? O fato do vândalo ser MINEIRO agrava sim o crime.
Devemos respeitar a todos, mas principalmente os conterrâneos que enaltecem nossa terra. Foi horrível. Foi nefasto.
Eu se estivesse diante da estátua de Drummond colocaria flores, perfumes e muita admiração por este grande poeta.
fabio GM
27 de dezembro de 2013 10:21 pmInvestigação
Essa foi facil, descobrir quem pichou drummond foi rapido. Mais descobrir quem todo mes picha a estatua de zumbi na pres. vargas, essa sim deve ser uma investigação dificil, quase impossivel.
Se eu fosse um destes pseudo moralistas onde ve racismo em tudo diria, como é uma homenagem a um negro o crime não é importande, mais emporcalhar uma estatua de branco nem pensar.
Negro Abandonado
28 de dezembro de 2013 5:04 pmReclamações, com o PIG
Pois é, Fábio, quem elege a agenda noticiosa?
Quando muito, somos quase que forçados a discutí-la.
Para pelo menos não deixar que a usem para impor seus valores e propósitos.
Nira
27 de dezembro de 2013 10:27 pmLi todos os comentários até
Li todos os comentários até aqui. e só posso dizer que o nível está bem baixinho, salvo honrosas exceções. Parece que algum encosto tomou conta dos comentaristas e eles viraram “massa cheirosa”.
Equipe do blog, rápido, sal grosso e banho de arruda.
Tamára Baranov
28 de dezembro de 2013 8:08 amConcordo Nira, até parece que
Concordo Nira, até parece que Cantanhêde baixou rebolando e incorporou sem dó nem piedade, alguns comentários são de doer. Sal grosso e arruda já!
Paulo Henrique Tavares
29 de dezembro de 2013 6:22 pmEntão, para elevar o nível,
Então, para elevar o nível, sugiro que chamem o Gunter.
Vocês querem que eu chore por causa que um playboy inconsequente, pixou a estátua do Drummond em Copacabana, provavelmente nem sabe quem é Drummond, apenas fez aquilo porque faz sistematicamente. Acredito até que estava chapado e quis “tirar um onda”.
Engraçado, por exemplo, quando derrubaram a estátua do Lenin lá em Kiev, não vi a mídia, nem a esquerda falando que aquilo era um ato de
Boa parte da esquerda se pauta pela direita, estou tentando chamar a atenção para o que eu acho que interessa.
Paulo Henrique Tavares
29 de dezembro de 2013 6:24 pmAto de vandalismo
Ato de vandalismo
peregrino
27 de dezembro de 2013 10:40 pmnão vi nada disso que vocês estão falando…
vi como arte terapia
para um mineiro ruim de cama
Antonio C.
27 de dezembro de 2013 11:38 pmSobre a cumplicidade, nas palavras do poeta:
“Os homens distinguem-se pelo que fazem, as mulheres pelo que levam os homens a fazer.”
Adir Tavares
27 de dezembro de 2013 11:47 pmMineiro?
Tenho certeza que vota do Pó pará!!!
Marco Santo
28 de dezembro de 2013 12:00 amQue ele seja “pichador” tudo
Que ele seja “pichador” tudo bem. Continue pichando as paredes da sua casa, o muro do quintal da namorada, etc..etc. Agora usar e abusar de um spray para pichar um patrimonio público, não é para se tolerar. Se ele faz isso, imaginem o que deve fazer mais. Flagrante e filmado ainda, tem que ser responsabilizado e vir a publico dizer por que fez isso. Agora, com certeza ele foi as ruas para protestar, disso eu não tenho duvidas, mas quem foi condenado foi um morador de rua.
Antonio Nonato
28 de dezembro de 2013 12:09 amMelhor pichar a estátua de um
Melhor pichar a estátua de um grande homem do que espancar um baixo homem. Não tenho dúvidas de que Drummond concordaria comigo.
Marcos Chiapas
28 de dezembro de 2013 12:43 amPerdoem
Mas apenas para fazer um contraponto as idiotices que tenho lido aqui :
Não é a toa que vem do único estado do sudeste onde a Dilma ganhou as eleições de 2010.
morallis
28 de dezembro de 2013 2:53 amUm contraponto a altura das
Um contraponto a altura das idiotices!
Mas qual estado é esse mesmo? Chiapas ? Viva el EPR ! Cabron!
marisa
28 de dezembro de 2013 12:34 pmpixação
Falar do nosso estado não é dar voz a todos nós, o fato de ser pixador já é vergonhoso não importa de que lugar ele seja, pois pessoas sem educação e respeito são encontradas em toda parte. Ser mineiro é muito mais do que isso, principalmente muito mais do eleiçao e Dilma.
Chiapado
28 de dezembro de 2013 4:54 pmMal informado, não sabe ler nem a Veja.
Sempre falando bobagens (desconexas).
Mesmo lendo a Veja, deveria saber que o único estado do sudeste em que Dilma não ganhou, foi São Paulo (Dilma 46%)
No segundo turno, o ES juntou-se a SP, onde não levou por uma pequena diferença, na casa dos 1%.
Só emite opiniões pré-mastigadinhas.
E equivocadinhas.
Juliano Santos
28 de dezembro de 2013 5:31 pmO Chiapas acaba de pichar o
O Chiapas acaba de pichar o blog do Nassif. Deveria ser enquadrado por vandalismo virtual.
Ainda por cima disse besteira. A Dilma ganhou no Rio, senão me engano só perdeu em SP e ES
Carlos Gama Telles
29 de dezembro de 2013 10:17 pmCONTRAPONTO DE IDIOTICE NÃO PODE SER IMBECILIDADE
Além de não saber o que significa contraponto demonstra também falta de cultura geral.
Maria Izabel L Silva
30 de dezembro de 2013 1:09 pmPor que envolveu a Dilma
Por que envolveu a Dilma nessa discussão? Voce é doente, meu filho? Tá com diarréia cerebral??Ou então alguem tá te pagando pra cagar no blog do Nassif.
Alessandre de Argolo
2 de janeiro de 2014 5:46 amE mais uma vez eu não estou
E mais uma vez eu não estou supreso com a “chiapada”. Depois da defesa da proibição da prostituição enquanto profissão, “porque na Suécia é assim”, é só ladeira abaixo.
Miguel Zibboni
28 de dezembro de 2013 1:05 amLamentável é pichar a estátua do Zózimo
E não destruí-la !!!
Paulo Henrique Tavares
28 de dezembro de 2013 5:31 amTrata-se de um ato de
Trata-se de um ato de “vandalismo” em uma estátua de um dos ícones da poesia da língua portuguesa, na praia mais famosa do Brasil (Copacabana-Rio de Janeiro).
Não sei se o ato merece tanta atenção. Na pior das hipóteses, é apenas mais um ato de “vandalismo” e, para ser preciso, não é primeira vez que isso acontece com a estátua do CDA.
Então vamos falar do que interessa, ou seja, VANDALISMO. Ali, 3 metros desta estátua tem um ponto de ônibus, que tem 20 cm de largura, onde os usuários de transpote público (pobres, a maioria negras, empregadas domésticas dos cariocas “indignados”) tem de se equilibrar entre os carros, ônibus e bicicletas, pior, sem cobertura, logo, tanto no calor quanto na chuva, os pobres têm de se equilibrar e se defender do clima.
Por quê isto não é considerado VANDALISMO. Vejo que o blog, apesar do altíssimo nível, acaba se pautando pela grade da Globo. Pior, houve os protestos de junho o que interessa, está lá .
Isto porque não falei do outro lado da rua, onde os carros ocupam as calçadas na cara dura, os moradores dali, privatizam as calçadas, etc, etc, etc.
nilccemar
28 de dezembro de 2013 1:33 pmUm ataque à Cultura
Um ataque à cultura é um ato de vandalismo muito qualificado. Um casal jovem, de classe média, em viagem, estar querendo curtir vandalismo mesmo chegando atrasados, é bem chocante. E, Arte é sagrada, me lembrou o bispo que chutou a santa padroerira do Brasil. Será que ele é empresário de quê afinal, nessa tenra idade ?
Tamára Baranov
28 de dezembro de 2013 4:49 pmQualquer dono de um
Qualquer dono de um quadradinho que produz chaveiro se diz empresário, ou é filhinho de papai.
Paulo Pavaneli
2 de janeiro de 2014 11:23 amAcho que a empresa dele vende
Acho que a empresa dele vende material para vândalos de todas as espécies… No Brasil, atualmente, qualquer picareta se diz empresário…
Paulo Pavaneli
2 de janeiro de 2014 11:26 amAcho que a empresa dele vende
Acho que a empresa dele vende material para vândalos de todas as espécies… No Brasil, atualmente, qualquer picareta se diz empresário…
Júlio De Bem
28 de dezembro de 2013 8:52 amRapaz eu nao sei como são as
Rapaz eu nao sei como são as coisas aí no Rio, mas uma coisa eu garanto. Se um traste desse tem a ideia de pichar o laçador aqui em porto alegre, tenho até dó do vivente. Ia ter um pedaço dele em cada poste da av. Sertório.
Volnei João
28 de dezembro de 2013 8:52 amBarbárie cultural
Com todo o respeito à manifestação cultural grafiteira. O ato entretanto não se relacoina ao contexto cultural da modernidade urbana contemporâna das pixações. É um ato de vandalismo relacionado à manifestação de barbárie.
Juliano Santos
28 de dezembro de 2013 5:38 pmTemo que o ato seja mais
Temo que o ato seja mais grave do que um mineiro vandalizar a estátua de uma figura da estatura do mineiríssimo Drumond. Desconfio que ele não faça a menor ideía de quem seja, muito menos ter um dia sequer segurado um livro do poeta.
PS: empresário? Deve ter um cargo simbólico na firma do pai
Regina Lima
30 de dezembro de 2013 11:30 pmConcordo
Concordo q o problema é bem mais sério e que`o empresário deva ser o pai.
Wilson Simao
31 de dezembro de 2013 5:50 amArmaçao
Interessante que havia uma câmara já focada para a celebridade e o cameraman só viu isso? Afinal , isso é algum tipo de censura?
Não reparem a inocência, ele ainda não curte dar uma boa mijada nos pés dessa estátua.
ckoliver
1 de janeiro de 2014 9:13 pmFoi montagem
O vídeo é uma montagem. A única coisa verdadeira na reportagem é que o pichador foi um mineiro: Aécio Neves. Ele ficou bravo porque, assim como todo mundo, o Drummond não quis converasr com ele.
João Batista da Silva Pinto
2 de janeiro de 2014 10:41 amImaginem que tipo de pessoa é
Imaginem que tipo de pessoa é essa que provavelmente bêbado se dedica a pichar a imagem de um grande mineiro, diferente dele, um pequeno mineiro, pequeno em atitudes, e, talvez, pequeno em sua profissão.