8 de junho de 2026

Raio X da pesquisa da CNC e do desalento das famílias

Em comparação com fevereiro de 2019. A ICF subiu meros 0.8%. Houve melhoria na renda e queda na perspectiva profissional.

Do editorial do Estadão de hoje

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As famílias estão mais animadas para consumir, segundo a Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias da Confederação Nacional do Comércio (CNC), e essa é a melhor novidade, neste momento, no quadro econômico. O indicador de intenção de consumo atingiu 99,3 pontos em fevereiro, o nível mais alto desde abril de 2015, quando a economia começava a afundar na recessão. Depois de uma queda no fim do ano, quando caíram vários dos principais indicadores econômicos, o consumo pode estar em recuperação, de acordo com o relatório da confederação, divulgado ontem.

(…) Se os fatos confirmarem a intenção de consumo apontada pela pesquisa da CNC, talvez o quadro geral se torne mais positivo.

No geral, um editorial cuidadoso, como tem sido ultimamente, levando em consideração os indicadores negativos de investimento, de utilização de capacidade instalada da indústria e outros. Os dados da CNC são o contraponto tênue de otimismo.

Vamos a uma análise mais detalhada desses dados.

É um estudo mensal, junto a comerciantes e consumidores, analisando as expectativas em relação aos seguintes pontos: Emprego Atual, Perspectiva Profissional, Renda Atual, Acesso ao crédito, Nível de Consumo Atual, Perspectiva de Consumo, Momento para Duráveis. Em cima desses indicadores, a CNC tira uma síntese, a Intenção de Consumo das Famílias (ICC). É a esse indicador que o editorial do Estadão se refere.

O número de corte é 100. Se o indicador está abaixo de 100, significa que há mais pessoas pessimistas que otimistas; se acima de 100, o inverso.

Em comparação com fevereiro de 2019. A ICF subiu meros 0.8%. Houve melhoria na renda e queda na perspectiva profissional. A queda no Nível de Consumo Atual e na Perspectiva de Consumo.

Quando se confronta com a realidade (o Nível de Consumo Atual) há empate técnico, o índice passou de 76,5 para 76,6.

Vamos entender a metodologia:

  1. O índice 100 reflete o equilíbrio das expectativas. É como se 50% da população pesquisada estivesse otimista e 50% não otimista.
  2. Se o índice está em 76,6, significa que 73,4% da população está pessimista e apenas 26,6% otimista.

Vamos, agora, a uma comparação com 2015. O gráfico mostra como as expectativas despencaram.

Em relação a julho de 2013, o quadro é mais dramático.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. giorgio xenofonte

    18 de fevereiro de 2020 12:22 pm

    “As famílias estão ansiosas para consumir”…. só falta um pequeno detalhe: o dinheiro para isto! 🙂

  2. robledo valente duarte

    20 de fevereiro de 2020 1:05 pm

    Não adianta se especular com o que não existe,não adianta falarmos de combater dragões, pois eles não existem. A mesma coisa é uma pesquisa de consumo, onde o povo não tem mais poder aquisitivo e o que tem está guardando. Das pesquisas até agora, a mais genial foi a vendedora de cerveja do pré-carnaval do Rio…vendo que todos traziam cerveja em bolsas, disse ” é o reflexo da economia, quem não tem dinheiro fica em casa, quem tem, traz bebida de casa”….não adianta especular sobe o que não se tem….uma natal de caixa baixa já mostrou isso, aqui em Fortaleza os vendedores dos shoppings ficam na porta das lojas a espera de clientes, talvez já fiquem perto de onde vão sair…infelizmente

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