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Do site Teletime, em 5/4/2011. Alguém sabe me informar o desfecho dessa novela:
Do site Teletime
Relatórios internos da Anatel mostram falta de controle sobre bens reversíveis
terça-feira, 5 de abril de 2011, 18h20
Em janeiro deste ano, a Anatel publicou sem maiores explicações três atos suspendendo a alienação de bens pelas concessionárias Oi, Brasil Telecom (incorporada pela Oi) e Embratel. Nos documentos, a agência dava seis meses para que as teles apresentassem uma lista confiável dos bens que integram seu patrimônio para, assim, poder fazer um controle concreto da parte pública do inventário, que retornará à União no fim da concessão, em 2025.
O que se esconde por trás da iniciativa da Anatel, no entanto, é um problema muito maior do que parece: relatórios de fiscalizações iniciadas em 2006 sobre estas empresas e mais a Telefônica, concluídas no ano passado, revelam o absoluto descontrole do patrimônio reversível sob a tutela das concessionárias.
Esta reportagem teve acesso aos relatórios produzidos ao fim das ações de fiscalização, tratados com sigilo pela agência. E o retrato da situação dos bens feito pelos fiscais da Anatel é preocupante. Em linhas gerais, os fiscais constataram que boa parte dos bens que retornarão à União foi vendida pelas concessionárias. E, em praticamente todos os casos, sem anuência prévia da agência reguladora ou qualquer ação restritiva ou compensatória.
Falhas e pouca informação
A Telefônica foi a única concessionária que, em janeiro, não foi alvo de nenhum ato suspendendo a venda de seus bens. A razão, mostram os relatórios da Anatel, é que a Telefônica foi a única concessionária em que a fiscalização encontrou registro de existência de um sistema minimamente confiável de acompanhamento dos bens reversíveis. A concessionária também teria se comprometido a rever o controle patrimonial dentro dos preceitos estabelecidos pela agência, evitando a edição do ato suspensivo, pelo menos nesse primeiro momento. Mas fontes da agência asseguram que a situação da Telefônica, na prática, não é muito diferente das demais concessionárias.
Todas as concessionárias apresentaram falhas semelhantes no controle do patrimônio, como o uso de registros com números seqüenciais e sem qualquer subcategorização, praticamente inviabilizando o rastreamento de bens transferidos e alienado. Em muitos casos não há sequer o emplacamento dos bens e milhares de registros inseridos no sistema de acompanhamento patrimonial fazem referência a bens com valores negativos ou nulos, revelando que as listas produzidas pelas concessionárias são imprecisas, segundo os relatórios da Anatel.
Apesar da alienação e transferência de milhares de bens reversíveis nos últimos anos, a agência constatou que houve raríssimos pedidos de anuência prévia, como mandam as regras do setor. E, mais raro ainda é o registro de a Anatel ter aprovado algum desses pedidos.
A fiscalização constatou, por exemplo, que apenas uma das concessionárias vendeu 107 imóveis em 2007. A empresa, no entanto, teria pedido anuência prévia em apenas uma alienação, de um imóvel no valor de R$ 134 milhões. O Conselho Diretor da Anatel aprovou o pedido no dia 13 de junho de 2001, conforme registro em ata da reunião. No entanto, a fiscalização não conseguiu encontrar o próprio ato oficial da agência liberando de fato a alienação do terreno. “Não foi localizado o instrumento deliberativo do Conselho Diretor”, escrevem os fiscais.
Dados perdidos
O aspecto mais sério dos relatórios é a confirmação de que a própria Anatel não possui nenhum parâmetro para averiguar o tamanho da perda dos bens reversíveis. Na verdade, todas as movimentações constatadas pela fiscalização da agência têm como base apenas os anos entre 2001 e 2008 (quando os fiscais saíram a campo) e foram feitas com base nos cruzamentos de dados fornecidos pelas próprias empresas.
Ao contrário do que a Anatel sempre informou aos órgãos de controle, a agência não dispõe da lista original de bens reversíveis do momento da privatização. E as empresas informam à agência, segundo os relatórios, que também não possuem mais a referência original do patrimônio inventariado em 1998. A Oi, por exemplo, informou à Anatel que não possui os dados compreendidos entre 1998 e 2001. O motivo alegado pela concessionária para a perda completa dos dados seria a renovação do quadro de pessoal. “(A empresa) informou que ao longo dos anos o quadro de pessoal foi renovado e os colaboradores que se desligaram da empresa levaram consigo as informações que estavam sob sua responsabilidade”, informam os fiscais no relatório. A Brasil Telecom apresentou a mesma justificativa para não apresentar os inventários de 1998, 1999 e 2000. Embratel e Telefônica usaram um argumento diferente, mas também não apresentaram os inventários dos primeiros três anos de operação. A desculpa das duas concessionárias foi a troca do sistema de acompanhamento interno do patrimônio, impedindo uma correlação precisa entre os inventários produzidos antes e depois de 2001.
O detalhe é que não foi a Anatel quem alterou o sistema de acompanhamento do patrimônio. Essa decisão foi tomada pelas próprias concessionárias, sem participação da agência reguladora. Ou seja, apesar de ser o órgão responsável por fiscalizar o patrimônio reversível das concessionárias, a Anatel não tem qualquer controle sobre como as empresas produzem seus inventários.
Segundo fontes da agência, as alterações feitas pelas teles no sistema de acompanhamento patrimonial consistem no agrupamento de diversos bens em uma única unidade de patrimônio. Na prática, bens catalogados individualmente durante a gestão pública do Sistema Telebrás foram juntados em uma única rubrica, incapacitando completamente o rastreamento dos bens transferidos às teles na privatização. Equipamentos que compõem uma central telefônica e que tinham emplacamento individual, por exemplo, passaram a entrar no sistema apenas como um grande conjunto classificado como “central telefônica”.
Casos assim tornam impossível o trabalho dos fiscais na investigação do que pode ter sido alienado nesses três primeiros anos de operação das concessionárias, apontam os relatórios. Ou seja, em princípio, tudo que as empresas alienaram pode não mais ser recuperado pela total falta de um parâmetro de rastreamento. “Tudo que não está na lista a partir de 2001 simplesmente se perdeu”, afirma uma fonte.
Mariana Mazza
Ivan de Union
15 de fevereiro de 2014 12:28 pm“Em linhas gerais, os fiscais
“Em linhas gerais, os fiscais constataram que boa parte dos bens que retornarão à União foi vendida pelas concessionárias. E, em praticamente todos os casos, sem anuência prévia da agência reguladora ou qualquer ação restritiva ou compensatória”:
Conclui se que em janeiro alguem nao recebeu propina! O que mais eh pra se concluir se a situacao ja dura anos, os bens da Uniao foram vendidos, e a Anatel nao fez nada e nem vai fazer?
Samuel Rodrigues
15 de fevereiro de 2014 12:44 pmÉ um País de aproveitadores,
É um País de aproveitadores, que sabem aproveitar muito bem.
Vendoador Descuidado
15 de fevereiro de 2014 12:46 pmCobrem de FHC e sua patota
Imaginem o seguinte:
A revelia dos donos e familiares, eu vendo uma empresa que opera um negócio que tem milhares de bens e outros ativos diversos e milionários.
Assino o contrato as pressas, em meio a processos, liminares e tentativas dos familiares de impedir a venda. Até consigo alterar leis, com ou sem mensalinhos e mensalões.
No contrato,digo que, depois de 30 anos, muitos daqueles bens retornam à familia.
Como sou um vendedor “competente e desinteressado” e para baratear a venda, sequer me preocupo com o controle mínimo (contábil-patrimonial) da empresa da familia (o negócio é VENDOAR!), nem tenho a lista dos bens na hora da venda.
Aí, depois de vendida, solicita-se a QUEM COMPROU (!!!) que me faça a lista do que EU VENDI (!!!).
Evidente que os honestos e desinteressados compradores, além de ter vendido tudo que puderam (a tecnologia mudou), vão apresentar lixo sem valor para cumprir as “exigências”, tais como equipamentos e materiais obsoletos e depreciados (ex: centrais eletromecânicas de telefonia fixa que exigiam prédios, hoje cabem em gabinetes).
Não é fantástico, incrível, extraordinário?
PS: Um dos caras que viabilizou juridicamente toda esta histórica patranha , com sua “reconhecida coragem”, na AGU, chama-se Gilmar Mendes.
Luciano Prado
15 de fevereiro de 2014 1:29 pmTô nem aí, tô nem aí…
Luciano Prado
15 de fevereiro de 2014 12:51 pmReversíveis ou irreversíveis à brasileira
Há patrimônio dos estados, municípios e união que não foram privatizados (não faziam parte do “negócio”) mas foram engolidos pelas teles na maior cara de pau.
Há prédios enormes e bem localizados avaliados em milhões por todo o país nas mãos das teles sem que elas tenham pago por isso.
Esse processo já rola há anos na Anatel e em outros órgãos governamentais.
É uma vergonha. Daqui a pouco elas entram com usucapião e não será surpresa de a “justiça” mandar incorporar ao patrimônio da teles.
Brazil! zil, zil zil…
Zanchetta
15 de fevereiro de 2014 12:54 pmSabe como é que é…
Sabe como é que é… concessão é como aluguel e privatização é uma venda
Volto a dizer, alugamos o boi para o churrasco e eles iam devolver os “ossos”. Agora tá difícil saber quais “ossos”, pois alguns deles tem “tutano” do bom!!!
janes salete
15 de fevereiro de 2014 12:57 pmAs privatizações foram o
As privatizações foram o maior assalto já efetuado no país. E, o fhc, dando risada.Ele sabe que pode contar com o apio dos truxas da classe média, aquela que gosta de ser assaltada por ociólogos. A manada idela de qualquer malandro, é a classe média.
Fernando Lopes
15 de fevereiro de 2014 1:18 pmResultado das privatizações de FHC
A situação das empresas de telefonia, internet e tv por assinatura no Brasil é uma completa vergonha. Os serviços prestados são péssimos, os preços cobrados os mais caros do mundo e ainda assim as empresas toda hora se envolvem em crimes contra o consumidor e o patrimônio do estado.
As empresas violam abertamente a lei do consumidor fazendo “venda casada” ( tente ligar pra alguma tele e comprar somente o serviço de banda larga, você não vai conseguir se não comprar os tais combos- a palavra é claro tinha de ser em inglês- em que eles te obrigam a ter no mínimo telefone junto com a banda larga), escravizam o consumidor com tal cláusula de “fidelidade”(melhor seria chamar escravidão) que derruba completamente a livre concorrência.
São campeãs em reclamações no procom, tratam os clientes com desprezo e arrogância e nem sequer apresentam um contrato por escrito quando você compra um serviço.
E o que Anatel faz sobre ?? NADA !! Deviam mudar o nome de Anatel para INÚTIL !!
E ninguém precisa me contar, ou nem preciso ler em alguma reportagem, pois eu mesmo vi várias vezes durante a campanha de FHC para as privatizações ele repetir diversas vezes que as empresas seriam privatizadas para oferecer melhores serviços, menores tarifas e aumnetar a concorrências entre as empresas. Item por item veja o sobrou para nós tristes consumidores:
1. Melhores serviços: nenhuma operador cumpre o que se propõe ( em especial na banda larga), os problemas são constantes e não é a toa que estas empresas são as cmapeãs abzolutas de reclamações no Procom a mais de 15 anos.
2.Menores tarifas: um breve estudo comparando a inflação dos últimos anos e o preço dos serviço sde telefonia, banda larga e tv por assinatura revela claramente que elas foram beneficiadas com reajustes sempre acima da inflação, mesmo partindo de um preço de tarifa já muito alto se comparado a outros lugares do mundo. O exemplo mais claro disso foi quando visitei um amigo em Amsterdam e que ele me disse que se quisesse poderia ligar para o Brasil do telefone dele a qualquer momento pois ele tinha um plano de telefonia que oferecia ligações internacionais bem baratas. Agora imagina se seria possível para mim retribuir esta gentileza quando ele vier ao Brasil? Eu estaria falido no mesmo momento!!!
3. Concorrência: Hoje só existem 3 ou 4 empresas dominando o mercado. Com a cláusula de “fidelidade” querendo ou não, gostando ou não , você fica escravo de uma operadora por pelo menos 18 meses, mesmo que ela não cumpra nada do que se propôs cumprir. Mesmo que ela viole todas as leis do consumidor. Se você achar ruim o serviço prestado e quiser cancelar o contrato quem paga é você!!
Em resumo eu sonho que algum presidente corajoso assuma o governo do Brasil e cancele todas as concessões a estas empresas e mude completamente as regras do jogo. Os piores bandidos do Brasil não estão nas favelas mas de terno assumem cargos de direção nestas verdadeiras organizações criminosas que são as teles.
Samuel Rodrigues
15 de fevereiro de 2014 1:21 pmMalandro é malandro
Em 2025 ao final do prazo de concessão, as teles devolverão ao governo alguns prédios, alguns cabos e umas “centrais telefônicas”. Juntando tudo, não vai dar pra fazer nem um telégrafo.
Em contrapartida, terão toda uma estrutura montada e operante no País. O governo fará mais um contrato de concessão, só que dessa vez, as Teles não pagarão nada pelo património físico sedido pela União, ou porque ele não existirá mais, ou porque não valerá nada.
Só restará ao governo, conceder novamente as empresas o direito de seguir operando no País. Teremos que conviver por muito e muito tempo com os “serviços” prestados por essas expertas empresas.
Luiz Carlos Guimaraes
16 de fevereiro de 2014 7:20 pmNunca vi tanta gente mentindo juntas.
Essa aí é a prova que o nosso páis esta entregue ao capital externo, e eles fazem aqui o que bem entendem. Como desaparecem com prédios inteiros? terrenos enormes? Obviamente que tudo isso aí, facilmente pode ser reinventariado, muito facilmente. Ninguém some com prédios, terrenos dessa forma. Se houver vontade, em poucos dias, faziam um belo de um inventario. AS TELES TERIAM TANTA DIVIDAS COM A UNIÃO QUE TERIAM QUE ENTREGAR TODO SEU PATRIMÔNIO E IR EMBORA DO PAÍS, E FICARIAM AINDA DEVENDO.
Juliano F. Nascimento
19 de fevereiro de 2014 7:13 pmBens Reversíveis
Considero Resultado da ineficiência da ANATEL, pois nem tirar o setor de teelcomunicações dos Rankings das reclamações do país ela consegue, vai conseguir gerir bens reversíveis?
Se não me engano tem uma reportagem da REDE BANDEIRANTES comentando sobre falsificação até de documentos assinados pelo ex-presidente LUL pela ANASTEL.