Salve a revolução pernambucana

Salve a revolução pernambucana

 

Não posso deixar de fazer uma saudação à Revolução de Pernambuco, que hoje completa 200 anos que eclodiu e fez viver por efêmeros 75 dias a República de Pernambuco.

Foi, efetivamente, o único movimento emancipacionista da época que instalou-se e foi além da conspiração, como ocorrera com a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana.

Ressaltando sempre a correção de tratá-lo desse jeito: caráter emancipacionista, jamais separatista na medida em que sua principal bandeira era livrar-se do jugo português e não do Brasil.

Influenciada pelos ideais iluministas anti monarquistas, o movimento também era uma resposta à política parasitária que o celerado D. João VI impôs ao país, depois que veio fugido de Napoleão.

Pernambuco era uma das mais prósperas capitanias do país, além de englobar as Alagoas e uma faixa de terra que margeava o rio S. Francisco até quase a divisa com Minas Gerais.

Foi a chegada do pulguento monarca luso que redundou na miséria a que foi relegado o povo pernambucano, que teve de arcar com as despesa daquele séquito de inúteis vindo da Europa.

Por exemplo, Pernambuco não tinha luz elétrica, mas pagava taxa de iluminação pública para a capital federal no Rio de Janeiro.

Agravado esse estado de iniquidade com uma seca que assolou Pernambuco, eclodiu a dita revolução que logo estabeleceu seu governo de caráter republicano e independente da coroa portuguesa.

Entre outras coisas, o governo provisório abaixou impostos, libertou presos políticos e aumentou o salário de militares, estes, a bem da verdade, nem salários recebiam regularmente depois que a família real chegou ao Brasil.

Segundo historiadores citados pela Wikipédia, a Revolução contou com relativo apoio internacional: os Estados Unidos, que dois anos antes tinham instalado no Recife o seu primeiro Consulado no Brasil e no Hemisfério Sul devido às relações comerciais com Pernambuco, se mostraram favoráveis à revolução, bem como os ex-oficiais de Napoleão Bonaparte que pretendiam resgatar o seu líder do cativeiro em Santa Helena, levá-lo a Pernambuco e depois a Nova Orleans.  

Uma pena que os revolucionários tenham sido derrotados antes que conseguissem colocar Napoleão na frente do cagão D. João. Se tivessem conseguido, certamente fariam o lusitano superar todo o seu temor de banho fazendo-o atravessar o oceano a nado com medo do francês.

De qualquer modo, devemos sempre exaltar feitos de nossa gente dessa natureza a fim de mostrar que o sentimento de brasilidade e nossa constituição enquanto nação não são realidades devedoras da altivez de certa fração da realeza portuguesa, mas algo que custou sangue, suor e muita luta da nossa gente.

 

 

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