4 de junho de 2026

O mundo ficou careta sem Cássia Eller

Cássia Eller

Sugerido por Támara Baranov

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Cássia Eller (Cássia Rejane Eller)
(Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1962 – Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2001)

Em uma carreira de 12 anos Cássia Eller gravou 10 álbuns. O seu jeito único, um misto de travessura e timidez era uma das suas marcas, assim como a voz grave e ecletismo musical, cantou pop, blues e rock. Em 1981 fazia parte do ‘Massa Real’, primeiro trio elétrico de Brasília, no mesmo ano e ainda em Brasília, participou do espetáculo de Oswaldo Montenegro e apresentava-se em vários bares da capital federal. Sua primeira gravação foi no LP ‘Baobab’ de Wagner Tiso de 1990 e seu primeiro disco solo ‘Cassia Eller’ gravou no mesmo ano. Fez shows com o guitarrista Victor Biglione, com repertório de blues, o que a deixou conhecida como cantora de blues e rock.

Irreverente, assim como Cazuza, foi defensora da liberdade nos palcos, várias vezes mostrou os seios para o público. Um furacão no palco, tímida nos bastidores tinha dificuldade em lidar com o crescente assédio dos fãs. Mas, Cássia Rejane Eller batizada em homenagem a Santa Rita de Cássia não era mulher de meias palavras e muito menos de meias atitudes. Nunca negou o seu envolvimento com as drogas. E berrava para quem quisesse ouvir que era homossexual e vivia com a companheira Maria Eugênia Vieira Martins com quem criava o filho Francisco fruto da relação com o baixista Otavio Fialho morto durante a gravidez da cantora, num acidente de carro.

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8 Comentários
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  1. CELSO ORRICO

    29 de dezembro de 2013 7:58 pm

    que lacuna..

    ela deixou uma lacuna enorme na MPB, cantava todas sem perder o tom..boa lembrança Bárbara..

    1. Tamára Baranov

      29 de dezembro de 2013 8:30 pm

      Uma perda irreparável, ainda

      Uma perda irreparável, ainda não surgiu ninguém que a substitua e acho difícil que isso aconteça, ela é única. 

  2. Gunter Zibell - SP

    29 de dezembro de 2013 8:24 pm

    Muito boa lembrança, Tamára

    E um bom Ano Novo cheio de posts sobre artes, cultura e antropologia!

    1. Tamára Baranov

      29 de dezembro de 2013 8:28 pm

      A luta continua Gunter e

      A luta continua Gunter e estaremos por aqui no Ano que se iniciará, com força. 

      Um abraço

  3. wesley

    30 de dezembro de 2013 12:33 am

    cassia eller nunca foi nada

    cassia eller nunca foi nada no cenario musical brasileiro.se for fazer uma comparaçao ela seria a versao do supla feminino.como pessoa até admiro sua postura e sua versao da musica por enquanto do legiao que ficou legal(com o legiao é quase insuperavel)

    1. Marcelo Bretas

      30 de dezembro de 2013 12:17 pm

       
                   Gosto musical

       

                   Gosto musical não se discute, mas dizer que Cássia não foi nada e compará-la com Supla e exemplificar sua qualidade de cantar numa música da Legião é dose para mamute. Cássia no palco era um furacão. Navegava em todos os ritmos, do samba ao Rock, cantava com maestria de Cartola a Edith Piaf. Tive a alegria de ver alguns shows e com certeza o mais completo de todos no Rock in Rio 2001 onde ela estava simplesmente perfeita. Apesar de sua rebeldia nunca fez apologiade sua maneira de viver para se sustentar na midia. Deixou saudades com certeza. 

      1. Tamára Baranov

        31 de dezembro de 2013 9:16 am

        O moço Wesley não deve ter

        O moço Wesley não deve ter visto o vídeo que postei, um acústico perfeito onde Cássia navegou por todos os estilos…e realmente dizer que ela é nada e compará-la ao Supla foi de uma insensibilidade musical sem tamanho. 

    2. Begèt

      20 de janeiro de 2014 4:16 pm

      Muita coragem a sua essa de
      Muita coragem a sua essa de tornar pública sua completa imbecilidade… Comparar Cássia ao Supla é tão burro quanto como dá ao comentário título de que ela não foi nada, uma voz e presença de palco que marcaram um tempo e deixou uma lacuna que nunca vai ser preenchida novamente desde que desapareceu, se desencantou…
      Favor buscar conhecer melhor, tão bom vai ser pra vc, quanto pra gente de não ter que ver um absurdo desse.

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