“Se seguir este ritmo”, pandemia “vai chegar até outubro”, diz diretor do Instituto Butantan

Para Dimas Covas, a politização do coronavírus atrapalhou o enfrentamento. "Os países que conseguiram coordenar fizeram a quarentena em uníssono"

Jornal GGN – O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse em entrevista ao jornal O Globo que se a pandemia de coronavírus “seguir este ritmo” no Brasil, “com certeza vai chegar até outubro”.

Covas tem acompanhado as coletivas de imprensa do governador João Doria, de São Paulo, para anunciar as ações contra o coronavírus. Na semana passada, o Instituto Butantan confirmou parceria com a empresa chinesa Sinovac para realizar a última fase de ensaio clínico de uma vacina para covid-19.

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Na entrevista, Covas disse que a questão política foi a principal dificuldade no enfrentamento ao coronavírus. Sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro, ele falou que a politização da pandemia e as mensagens conflitantes fazem a população minimizar a crise sanitária.

“A questão política afeta muito. Os países que conseguiram coordenar fizeram a quarentena em uníssono, todos na mesma direção. Num país com a complexidade e as deficiências do Brasil, não tem como combater a epidemia sem coordenação, sem diretriz central.”

Ele também criticou a falta de planejamento específico para comunidades de maior densidade populacional e onde as pessoas estão em vulnerabilidade social, e precisam sair para trabalhar.

“Na classe média há um entendimento, mas e quem mora nas periferias e têm de sair para ganhar o pão? É uma situação complexa também do ponto de vista social. Isso exige muita coordenação, orientação e envolvimento da comunidade como um todo. Precisamos ter uma atuação nas periferias, onde a epidemia está acontecendo de forma mais grave. Ajudar as pessoas a entenderem a importância do isolamento. Se isso não acontecer, ocorre o descontrole.”

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