Sem plano para aquecer economia, governo reduz de novo crescimento do PIB

Equipe de Paulo Guedes já prevê novo congelamento orçamentário de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões, dependendo do nível de retração da taxa de crescimento da economia

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O governo Bolsonaro reduziu mais uma vez a previsão de crescimento da economia. Em março, a equipe de Paulo Guedes já havia revisado a taxa de crescimento do PIB de 2,5% para 2,2%. Agora, em maio, o índice gira em torno de 2% e 1,5%.

Com a revisão, o governo deve bloquear o orçamento em mais R$ 10 bilhões, segundo informações da Folha de S. Paulo. Em março, o contingenciamento foi de R$ 30 bilhões.

De acordo com o jornal, técnicos do governo projetaram que, em duas semanas, a arrecadação da União deverá cair entre R$ 7 e R$ 20 bilhões, “se não houver receitas extraordinárias”.

Se o crescimento do PIB ficar mais perto de 2%, e não de 1,5%, o corte seria menor, de R$ 5 bilhões, no lugar de R$ 10 bilhões.

A revisão do governo sobre o crescimento foi puxada pela iniciativa de bancos privados, que colocaram a taxa em 1,5%.

Especialistas falam em “risco de recessão diante da possibilidade de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) consolidar o PIB do quarto trimestre de 2018 com revisão para baixo.”

Mas o governo Bolsonaro é otimista e aposta em recuperação. Tanto que, “no momento”, não prevê “medidas de estímulo à economia, como saques de contas inativas do FGTS.”

“O que se prevê é uma reforma geral do FGTS, o que inclui a correção do retorno sobre o saldo das contas acima da inflação e novas possibilidades de saques. Hoje, a legislação do fundo só permite a retirada desses recursos quando o trabalhador é demitido”, anotou o jornal.

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No governo Temer, os saques nas contas inativas injetaram R$ 44 bilhões na economia, gerando impacto de 0,7% a mais no PIB.

Guedes não quer repetir a fórmula de Temer porque “não considera a possibilidade de uma recessão no segundo trimestre, apesar dos sinais emitidos pela economia”, e para “evitar o incentivo ao consumo, que serviu como fórmula artificial de reativação da economia nos governos do PT e de Temer.”

O ministro da Economia e seus assessores apostam na reforma da Previdência para animar a economia.

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