4 de junho de 2026

Senadores cobram pauta propositiva de Levy

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Da Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, participou hoje (4) de almoço com senadores na residência oficial do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Durante a reunião, Levy e os senadores conversaram sobre pautas relacionadas à economia.
 
No encontro, os parlamentares demonstraram preocupação com os reflexos, no nível de emprego do país, do ajuste fiscal implementado pela equipe econômica do governo. Também conversaram sobre a criação de uma pauta propositiva para a economia reagir. Segundo Renan, a oportunidade foi aproveitada para “cobrar do ministro uma agenda de interesse do país, com começo, meio e fim”.

 
“É preciso ir além do ajuste fiscal, com uma agende que mobilize o interesse nacional, em cima de eixos que podem ser pré-definidos: infraestrutura, melhoria do ambiente de negócios e equilíbrio fiscal. Em torno desses três eixos poderemos fazer uma pauta e conversar com a sociedade”, afirmou Renan Calheiros. O ministro ficou de apresentar, até a próxima semana, uma agenda com as propostas reivindicadas pelos senadores.
 
Segundo o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o Senado também se posicionou em relação ao projeto sobre desoneração da folha de pagamento de vários setores da economia, de modo que o texto assegure o maior número de emprego possível. “O projeto ainda será fortemente discutido entre os senadores. A equipe econômica tem pressa, mas o assunto é delicado, uma vez que pode resultar em demissão em vários setores”, alertou Jucá após a reunião.
 
Presidente da Comissão Especial do Pacto Federativo, o senador Walter Pinheiro (PT-BA) conversou com o ministro sobre proposições relacionadas à reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
 
A reforma é dividida em várias partes e prevê a validação de incentivos fiscais já concedidos pelos estados – matéria aprovada no Senado e dependendo de confirmação da Câmara –, além de resolução para unificar o ICMS em todo o país, criação de fundos de compensação para os estados com perdas de arrecadação após a unificação do imposto – proposta contemplada por medida provisória enviada pelo governo ao Congresso – e um projeto de lei para repatriação de recursos de brasileiros no exterior, cuja arrecadação deverá ser destinada a fomentar os fundos.
 
Pinheiro defendeu que, junto com a aprovação da MP que cria os fundos de compensação, o Congresso aprove também uma emenda constitucional para dar garantias jurídicas à reforma. Segundo ele, o Senado só aprovará a unificação do ICMS, que poderá acabar com a guerra fiscal entre os estados, se a criação dos fundos de compensação estiver constitucionalmente garantida.
 
“Não há concordância de nossa parte se não houver garantia da constitucionalidade dos fundos. Só votamos a resolução – e isso está  escrito no texto da resolução – se houver um dispositivo que constitucionaliza a proposta de reforma com a criação dos fundos, constitucionalizados“, acrescentou Walter Pinheiro.

 

Redação

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4 Comentários
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  1. Athos

    5 de agosto de 2015 3:03 pm

    Que coisas heim. Senado
    Que coisas heim. Senado cobrando pauta é demais. Nunca vi!

  2. Lucinei

    5 de agosto de 2015 3:34 pm

    hahaaha, depois de “projeto

    hahaaha, depois de “projeto de pais”, “articulação política”  vêm falar de “pauta positiva”, hahahaha!

    O Orçamento mudou de nome?!

  3. jc.pompeu

    5 de agosto de 2015 4:27 pm

    lanchinho do melhor da tarde é nossa dos bacanas

    lanchinho do melhor da tarde é nossa dos bacanas, na faixa nobre na moral, graças, ao Programa da Merenda Saudável de Governo Paratodos.

  4. Emilio GF

    5 de agosto de 2015 8:39 pm

    Palocci exigiu um superávit primário de 4,25%.

    No primeiro ano do governo Lula.

    Mas não era neoliberalismo.

    O SP de 1,2% de Levy, é.

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