4 de junho de 2026

Servidores do Itamaraty entram em greve

Sugerido por Gilberto Cruvinel

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Da Agência Brasil

Por Leandra Felipe

A greve dos servidores do Ministério das Relações Exteriores que começa hoje (12) no Brasil e no exterior tem como principais reivindicações o pagamento em dia do auxílio-moradia no exterior e os reajustes salariais de assistentes de chancelaria, diplomatas e oficiais de chancelaria. Embaixadas e consulados no exterior com fuso horário à frente do brasileiro, na África, Ásia, Europa e Oceania já iniciaram a paralisação.

Para avaliar o alcance e a condução do movimento, a presidenta do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty), Sandra Maria Nepomuceno, convocou uma assembleia para discutir as ações dos grevistas, a continuação da paralisação, além de apresentar o balanço da reunião de ontem (11) em Brasília entre o sindicato e o Departamento do Serviço Exterior do Itamaraty.

Outras reivindicações da pauta são a concessão automática de passaporte diplomático a todos os membros do Serviço Exterior Brasileiro, que não contempla os assistentes de chancelaria; além de regras para os plantões consular, diplomático e dos setores de comunicações dos postos no exterior, que hoje não têm regime de compensação de horas para quem realiza os plantões.

A oficial de chancelaria Ivana Lima entrou no ministério em 2007 e há um ano e oito meses vive em Atlanta. Ela participa do movimento grevista e explica como a irregularidade do pagamento dos benefícios afeta seu orçamento doméstico. Segundo ela, o valor do aluguel da casa onde mora equivale a três quartos do salário líquido.

“Irregularidades no pagamento como atrasos de um ou dois meses já aconteceram antes, mas de agosto de 2014 para cá tivemos atrasos de três ou quatro meses”, conta. Segundo ela para manter o aluguel em dia, foi preciso recorrer às reservas, empréstimos e cartões de créditos. “Vivemos no vermelho e não podemos planejar nada”, acrescenta ela, que é casada e tem um filho. Filiada ao Sindicato, Ivana defende que seja firmado acordo escrito pelo Itamaraty com o compromisso de regularização do pagamento do auxílio-moradia no exterior.

O Itamaraty reconhece as dificuldades para cumprir o compromisso. Em um ofício enviado pelo ministério ao sindicato no dia 16 de abril, o Itamaraty afirmou se solidarizar com o pleito da regularização e pagamento dos auxílios atrasados, e informou estar empenhado na obtenção da verba para o repasse. Segundo o ofício, o saldo destinado para este tipo de despesa é insuficiente.

O impacto do atraso afeta todos os servidores e é mais grave em cidades com alto custo de vida. Osvaldo Nascimento é casado com uma oficial de Chancelaria e vive em Canberra, capital australiana. Eles têm três filhos de 17 anos, 14 anos e 12 anos. Ele disse à Agência Brasil que a família já usou todas as economias que tinha por causa do pagamento atrasado e o que ajuda a minimizar é o fato de que ele pode trabalhar.

“Mas trabalho pelo dinheiro e estou fora da minha carreira”, pondera. “O visto de trabalho que tenho é limitado e aqui trabalho carregando malas em um hotel e como lavador de pratos”, diz Osvaldo que, no Brasil, era professor universitário de português em Brasília. A família vive fora há oito anos. O primeiro posto foi em Tóquio e agora em Canberra.

Com relação à reivindicação salarial, o Sinditamaraty informa que, em 2008, os diplomatas tiveram reajuste salarial, mas os assistentes e oficiais de chancelaria não receberam aumento.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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6 Comentários
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  1. Wsobrinho

    13 de maio de 2015 7:35 pm

    Desmascarando a GLOBO
     Publicado em 13/05/2015

    Ciência Sem Fronteiras: 
    Globo mente !!!

    No Brasil, os jornalistas são piores que os patrões – Mino Carta

     

    Sugestão do amigo navegante Silva Marcos, no Facebook

     

     

    O Conversa Afiada reproduz mensagem postada pela estudante Amanda Oliveira no Facebook:

    Na manhã de ontem (11/05) passou na Globo uma reportagem sobre o Ciência Sem Fronteiras onde eu apareço. Gostaria de dizer que tudo o que foi dito à meu respeito naquela reportagem é MENTIRA!

    Primeiramente, eu NÃO voltei para o Brasil pela insegurança gerada pela falta do dinheiro. Até porque essa foi a ÚNICA parcela da bolsa que não caiu durante todo o meu intercâmbio. Eu voltei pelo simples motivo que minhas aulas na UFT começariam agora e eu julguei não valer a pena perder outro semestre (e isso foi dito INÚMERAS VEZES na minha entrevista. Mas a Globo achou mais interessante omitir isso e inventar um motivo mais atraente).

    Segundo, eu NÃO abandonei o programa. A repórter da Globo fez o favor de enfatizar que voltar antes do prazo era quebra de contrato e que nesses casos todo o dinheiro deveria ser devolvido pela capes. 

    Mas a Globo, além de sensacionalista, ainda não é capaz de pesquisar as coisas direito antes de falar. Eu não voltei antes do prazo. Eu tinha a opção de retornar em maio e a opção de retornar em agosto. Eu optei pela primeira.

    Por favor, se você viu a reportagem ou tem algum parente que viu e comentou com você mostre pra ela esse post.

    A minha experiência com o Ciência Sem Fronteiras não poderia ter sido melhor. Teve esse pequeno problema no final, claro, mas nada que justifique o programa ser mal falado dessa maneira.

    Em tempo: Assista a matéria do Bom Dia Brasil no link: http://globotv.globo.com/rede-globo/bom-dia-brasil/v/alunos-do-programa-ciencia-sem-fronteiras-ficam-sem-verba-e-muitos-tem-que-voltar-dos-eua/4169298/

     

    1. Nira

      13 de maio de 2015 9:35 pm

      E a greve?

      E a greve?

  2. André Oliveira

    13 de maio de 2015 7:44 pm

    Quando maridos e esposas do

    Quando maridos e esposas do pessoal do Itamaraty têm de trabalhar carregando malas para pagar as contas da casa é sinal de que a coisa está preta. Só falta mulher de embaixador ter de fazer bico prá sobreviver.

    1. Ivan de Union

      13 de maio de 2015 9:45 pm

      Ate prova em contrario, tem

      Ate prova em contrario, tem alguma coisa muito, MUITO errada com esse item.  Ler meu comentario previo.

  3. Ivan de Union

    13 de maio de 2015 9:43 pm

    “Ela participa do movimento

    “Ela participa do movimento grevista e explica como a irregularidade do pagamento dos benefícios afeta seu orçamento doméstico. Segundo ela, o valor do aluguel da casa onde mora equivale a três quartos do salário líquido”:

    https://www.rentjungle.com/average-rent-in-atlanta-rent-trends/

    Em outras palavras, ela aluga apartamento de 1 quarto e ganha 300 dolares por semana;  ou de 2 quartos e ganha 400 dolares por semana.

    Perdoem me por nao acreditar piamente.  MUITO menos em Atlanta.

    So que a ultima greve do Itamarati voces nao ouviram falar NADA a respeito exceto por mim, aqui no blog, nao foi mesmo?  Juro, procurei e nao achei o link mas isso tem somente dois anos, e na epoca eles estavam dizendo pra todo mundo que nao havia nem papel pra imprimir passaportes, o que eu tambem noticiei aqui…  ora, va aa merda!

    Porque eh que a mesma greve nao foi noticia ha dois anos atraz (exceto pelo Diario Ivanico Nassifico) mas eh agora?  De cada dois em dois anos os itamaratitas vao entrar em greve agora?

    “Filiada ao Sindicato, Ivana defende que seja firmado acordo escrito pelo Itamaraty com o compromisso de regularização do pagamento do auxílio-moradia no exterior”:

    Pra comecar, “Sindicato” com a maiuscula inicial eh Pessimo Sinal -nao vou entrar em detalhe linguistico agora.  Pra segundar…  nao existe NENHUMA embaixada/consulado do mundo que nega ou sequer imaginaria negar auxilio moradia aos seus funcionarios.  Isso eh impossivel.

    Alguem sabe REALMENTE o que esta acontecendo com essa denuncia “mundial” de uma pessoa somente?  Greve um caralho!  Nao imaginem nem sequer por uma fracao de segundo que os itamarititas ganham mal em outros paises, gente.  Eh impossivel.  Nao acontece com nenhuma embaixada do mundo e nao vai ser a do Brasil que vai ser a “excessao”.

    Vai ver faltou papel mesmo.

    Pra que, nao sei.

    Possivel conflito de interesse meu:  nenhum.  Como ja disse tambem em outros lugares, minha irma trabalhou na embaixada da Australia nos anos 70 ate o dia que casou.  Sim, ela reclamaria horrores e minha familia inteirinha teria sabido:  nunca aconteceu  problema nenhum com salario deles nem sequer nos anos 70 quando os militares afundaram o salario brasileiro;  nao vai ser quando o Brasil esta nadando em dinheiro proprio que vai acontecer.  Simplesmente nao faz sentido nenhum.  Eu ja teria ouvido falar disso ha 30 e tantos anos atraz.

     

     

     

    (A ninguem em particular:  Teresinha, sinto muito.)

  4. Fabio !

    13 de maio de 2015 11:03 pm

    Tô nem ai ……….

    Que diferenca vai fazer eles estarem em greve ou não ?

    Se os professores da rede pública já estão em greve e param as principais avenidas de São Paulo há meses , sendo um dos servicos que mais repercutem na populacão , e não conseguem nada , imaginem chancelarias em greve ! Ninguém sabe que isso existe . 

    Foi-se embora o tempo em que o Itamaraty tinha pompa. O poder de pressão dessa categoria é zero.

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