Jornal GGN – Soldados em missão de forças de paz das Nações Unidas (ONU) no Haiti, entre 2004 e 2017, abandonaram cerca de 300 filhos. As declarações são de haitianas que sofreram abusos sexuais e tiveram que lutar contra pobreza para sustentar suas crianças, segundo estudo acadêmico publicado em 17 de dezembro, pelo The Conversation.
Entre os agentes, os principais acusados pelas violações são brasileiros, na época comandados pelo general Augusto Heleno, atual chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) de Bolsonaro.
Além do rastro de abuso sexual no país, Heleno é acusado de ter consentido com a morte de cerca de 60 militares em operação em uma favela de Porto Príncipe, capital do Haiti, no dia 6 de julho de 2005.
O estudo realizado em 2017 por Sabine Lee, professora de história na Universidade de Birmingham, e Susan Bartels, cientista clínica na Universidade Queen’s, em Ontário, contou com 2.500 haitianas que moravam próximas as bases das forças de paz, da missão ‘Minustah’.
Das mulheres entrevistadas, 265 relataram ter filhos de membros das forças de paz, que vieram de pelo menos 13 países, principalmente do Uruguai e Brasil. De acordo com levantamento, os casos de exploração sexual são alarmantes. “Meninas de 11 anos foram abusadas sexualmente e engravidadas”, apontou.
A pesquisa ainda mostra que, a maioria dos casos, incluía a oferta de quantias de dinheiro ou comida por sexo com as mulheres e meninas em situação de extrema pobreza. “Eles punham algumas moedas em suas mãos para deixar um bebê em você”, revelou uma das haitianas entrevistada.
As mulheres também contaram sobre relacionamentos consensuais, mas que terminaram quando as forças de paz deixaram o país.
Para as pesquisadoras, a ONU – que reconhece os casos de exploração e abuso sexual por parte das forças de paz – não é a responsável pelas violações. “Não é um problema da ONU, é um problema militar brasileiro ou um problema militar uruguaio”, disse Lee.
Maria Helena Fontana
22 de dezembro de 2019 1:45 pmIsso é um escândalo. Se sabe há muito tempo e o que se vê é silêncio. As tropas brasileiras foram treinar no Haiti o que fazem aqui em operações de GLO, como no RJ. Responsável é o Exercito, o general Heleno, mas tb a ONU e inclusive os governos do PT, que aceitaram colocar tropas no Haiti.
Anônimo
23 de fevereiro de 2020 8:15 pmVá pra merda dona. Governo de todos os partidos comandam as FfAa . Você tem hoje a pior merda que preside o Brasil.
Tadeu Silva
22 de dezembro de 2019 1:46 pmForças Armadas. Pleonasmo?
Não é o soldado brasileiro covarde
22 de dezembro de 2019 1:56 pmONU e Heleno para o Tribunal Internacional de Haia por violação dos Direitos Humanos.
Renato
22 de setembro de 2020 1:28 amSr milico, prefiro acreditar na reuters que em voces militares. Esse heleno não passa de um lunatico e deixou o rastro da incompetencia e ainda ganhou medalinha. Esse é o nível de nosso exército
Schell
22 de dezembro de 2019 2:27 pmA invasão da favela foi o que motivou a imediata “devolução” desse mau generaleco (louco varrido) por parte do governo de então.
Nender....o tal
22 de dezembro de 2019 4:26 pmNosso modelo de democracia racial e miscigenação tipo export…
A versão internacionalista da ação das FFAA é sempre tão ou mais vergonhosa que seus crimes internos de lesa pátria…
Guerra do Paraguai, Operação Condor, Haiti e por aí vai…
Brenno Ferrari Gontijo
22 de dezembro de 2019 4:33 pmO estudo realizado em 2017 por Sabine Lee, professora de história na Universidade de Birmingham, e Susan Bartels, cientista clínica na Universidade Queen’s, em Ontário: “Para as pesquisadoras, a ONU – que reconhece os casos de exploração e abuso sexual por parte das forças de paz – não é a responsável pelas violações. ‘Não é um problema da ONU, é um problema militar brasileiro ou um problema militar uruguaio’, disse Lee.”
A ONU, ao se servir, do Exercito Brasileiro, para agir em seu nome como sendo sua Força de Paz, inclusive, sob suas insígnias, portanto, de forma pública e notória, lhe delegando poder para agir em seu nome, possuis responsabilidade sim por aquele que elegeu.
Sua culpa, que é objetiva, decorre do fato de ter eleito o Exercito Brasileiro para agir em seu nome e esse eleito, em nome da ONU, viola direito de outrem decorre dessa ação, de forma comissiva ou omissão, bem como, decorre do fato de ter deixado de vigiar, para que aquele que age em seu nome, nessa condição, não viole direito de outrem.
Dermeval Santos Lopes Jr.
23 de dezembro de 2019 10:21 pmEsse General Heleno é um parlapatão de fazer inveja a Pedro Simon.Não concorda mano?Vá se queixar com Collor,foi ele quem disse e ao que parece,acertou na mosca.Simon vazou da vida pública.O Gal Heleno deve retornar ao Haiti onde será recepcionado com o refrão:Segura a marimba que o filhos são seus.
Francisco Issa
25 de dezembro de 2019 6:09 pmReportagem feita através de uma pesquisa vaga e tendenciosa.
Para que esteve no Haiti como eu, sabe que as tropas brasileiras só saíam do quartel em patrulhas sob comando e os soldados nunca saiam nas ruas sozinhos e, quando de folga, ficavam dentro dos quartéis ou iam para República Dominicana e Miami. O risco de retaliações e sequestros eram enormes e a disciplina era muito rigorosa. Se um membro da ONU, civil ou militar, se relacionasse com haitianos, a repatriação era certa, como aconteceu com muitos africanos.
Era mais fácil para as tropas africanas, se relacionarem com os haitianos, por falar o mesmo idioma e devido à formação étnica se confundirem com a população, mas a reportagem não fala nada a respeito.
O mal do brasileiro é o próprio brasileiro.
Francisco Issa – Ten Cel
Polícia Militar da Bahia
Noêmia Maria Péres
17 de fevereiro de 2020 11:32 amNunca saiam sozinhos, saiam em duplas como os PM nas suas patrulhas?
Fernando Augusto
5 de outubro de 2020 1:41 amPorque esse Heleno e seus comparsas não foram indiciados por crimes de guerra? Será que a ONU não tem capacidade pra juntar evidências pra julgar e condenar esses criminosos?
zeca ninguem
31 de dezembro de 2022 7:06 pmEsse é o glorioso exercito brasileiro e não é de hoje, nos porões da ditadura implantado em 64 tem vários relatos de mulheres na comissão da verdade.
Vladimir
21 de novembro de 2024 1:59 pmApesar da violência sofrida,essas mulheres e essas crianças estão bem melhores distantes dessas aberrações da natureza e de seu comandante pigmeu