Startup de Luciano Huck demite professores por Whatsapp

Profissionais que prestavam serviço para as 37 unidades do grupo, em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, foram dispensados das atividades sem nenhum suporte financeiro

Luciano Huck, um dos principais investidores Alicerce, durante visita em uma unidade do grupo, em São Paulo. | Foto: Reprodução

Jornal GGN – Mais de 400 professores da startup de reforço escolar Alicerce foram demitidos por mensagem de WhatsApp no dia 20 de março. As unidades do grupo, que tem como um dos principais investidores o apresentador Luciano Huck, foram fechadas em decorrência da quarentena imposta em diversos estados por causa do novo coronavírus

A reportagem de Hyury Potter, para o The Intercep Brasil, destaca que as centenas de profissionais, que prestavam serviço para as 37 unidades do grupo, em São Paulo, Paraná e Minas Gerais, foram dispensados das atividades sem suporte financeiro.

Os professores da empresa são microempreendedores individuais (MEI), já que o grupo oferece os profissionais uma “oportunidade para empreender”. Sendo assim, esses trabalhadores não têm os mesmo direitos garantidos que o trabalhador formal, como seguro-desemprego, férias remuneradas e 13º salário.

Contudo, com o caixa abastado e um time de investidores que vai de Luciano Huck ao economista Armínio Fraga, o Alicerce teria condições de manter os funcionários. De acordo com as informações do The Intercep Brasil, em 2019, o grupo chegou anunciar o subsídio de R$ 20 milhões para abertura de novas unidades da empresa.

Mas, no dia 20 de março, professores de uma unidade do Paraná que mencionaram em um grupo de WhatsApp que estariam sendo demitidos, tiveram que lidar com a realidade da resposta do CEO da startup, o empresário Paulo Batista, que desconsiderou qualquer compromisso da empresa com os professores.

“Veja. Não existe ‘demissão’ de PJ [pessoa jurídica]. E nenhum de vocês foi afastado do Alicerce. Apenas o contrato de vocês reza que ganham por período efetivamente trabalhado. Com o fechamento dos polos, não tem como vocês trabalharem. E não tem como remunerar todos os líderes de todo o Brasil sem dar aulas”, dizia a mensagem obtida pela reportagem

Procurado pelo jornalista Hyury Potter, Luciano Huck comunicou que “é entusiasta e apoiador da iniciativa empreendedora que visa qualificar o contraturno escolar em regiões menos assistidas, mas que não tem nenhuma função e não sabe detalhes da gestão da empresa”.

Leia a reportagem na íntegra no The Intercept Brasil.

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4 comentários

  1. Os modernosos do estado mínimo estão encurralados, mesmo após as tantas reformas que conseguiram impor nos últimos anos. Esta turma só faz filantropia quando o estado ou o mercado (via permissividades do estado) garantem. Fora disto vivem de iludir o povo, construírem em áreas invadidas e criarem ongs para se promoverem. É numa crise desta que se vê a real mentalidade, quando passam de parceiros a comparsas e os propagandeados colaboradores eles soltam as mãos para que o rio bravio os carreguem para distante deles.

  2. Luciano Huck comunicou que “é entusiasta e apoiador da iniciativa empreendedora que visa qualificar o contraturno escolar em regiões menos assistidas, mas que não tem nenhuma função…”
    Nenhuma função alem de ganhar dinheiro, né?

  3. Se deu certo, fui eu que fiz.
    Se deu errado, problema seu, não tenho nada com isso.
    Huck é o empreendedorismo e a meritocracia na veia (dos outros)

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