STJ gastou R$ 13,7 milhões com empresa de ex-mulher de Wassef

Globalweb Outsourcing foi a empresa que mais recebeu recursos em 2020; serviços oferecidos incluem segurança e proteção de dados

Maria Cristina Boner Leo, ex-esposa de Frederick Wassef e uma das fundadoras da Globalweb Outsourcing. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) recentemente foi alvo de um ataque hacker que paralisou suas atividades. E a empresa que mais recebeu dinheiro público é investigada pela polícia por tráfico de influência.

Reportagem da BBC News explica que a empresa Globalweb Outsourcing foi a que mais recebeu dinheiro do STJ neste ano – até o último dia 05 de novembro, foram pagos R$ 13,72 milhões como parte de dois contratos de prestação de serviços firmados em 2017 e 2018, que foram posteriormente prorrogados.

Uma das fundadoras da Globalweb é Maria Cristina Boner Leo, ex-mulher do advogado Frederick Wassef, que defendeu o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das “rachadinhas” até meados deste ano. Sua filha, Bruna Boner Leo, atualmente é uma das sócias da empresa.

A Globalweb é alvo de investigação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) desde o mês de setembro. A investigação busca apurar se a empresa está envolvida com o crime de tráfico de influência, por conta do repentino aumento de seus contratos com o governo federal durante o governo de Jair Bolsonaro.

Na tarde de terça-feira (03/11), o STJ acionou a Polícia Federal para tentar elucidar o ataque que vinha sofrendo desde o dia anterior. Durante a semana, hackers criptografaram toda a base de dados do tribunal, inviabilizando o acesso às informações pelos servidores, juízes, advogados e pessoas envolvidas com a operação.

Dentre os julgamentos interrompidos, está o pedido de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no caso do tríplex do Guarujá.

 

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