O anúncio de uma tarifa de até 50% sobre exportações brasileiras feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última quarta-feira (10), acendeu um alerta para a indústria nacional.
Apesar do potencial prejuízo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) preferiu direcionar suas críticas ao governo federal, responsabilizando o presidente Lula pelo “atrito comercial”, após Lula não se curvar aos EUA e defender a soberania brasileira.
Em declaração no X, Tarcísio afirmou que “a responsabilidade é de quem governa”, numa tentativa de atribuir ao Planalto a culpa pela taxação recém-anunciada, mesmo diante do gesto político de Trump em defesa de Jair Bolsonaro, réu no STF por golpe de Estado, e de sua oposição ao protagonismo brasileiro nos BRICS.
Segundo apuração da jornalista Mônica Bergamo, o governador tentou inclusive viabilizar uma viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos para interceder junto a Trump, numa movimentação classificada por ministros do Supremo Tribunal Federal como “aloprada”.
Em meio às diversas críticas nas redes sociais, Tarcísio se reuniu nesta sexta (11) com Todd Chapman, encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil, para pedir a revisão das tarifas impostas. Ainda no mesmo dia, o governador teve um encontro com Jair Bolsonaro em Brasília. Segundo interlocutores, discutiram estratégias para tentar reverter o tarifaço anunciado por Trump.
2026 na mira
Segundo estimativas divulgadas nesta semana pelo grupo de pesquisa do Nemea-Cedeplar, da Universidade Federal de Minas Gerais, a tarifa anunciada por Trump pode gerar um prejuízo de até R$ 19 bilhões ao Brasil e eliminar cerca de 110 mil empregos, com São Paulo liderando a lista de estados mais afetados.
O impacto recai principalmente sobre o interior paulista, onde cadeias produtivas de aço e alumínio sustentam indústrias, prestadores de serviço e empregos industriais.
Mesmo assim, a fidelidade de Tarcísio a Jair Bolsonaro e a Donald Trump parece pesar mais que os dados econômicos. Alinhado a um projeto político nacional, o governador mira as eleições presidenciais de 2026, ainda que isso custe caro à economia do estado que administra.
Publicamente, tenta controlar os danos apagando das redes fotos em que aparece com o boné “Make America Great Again”, símbolo da campanha trumpista, enquanto o debate sobre soberania e interesses nacionais ganha força no Brasil.
Reações do governo federal e outras
A postura de Tarcísio gerou críticas, inclusive, do governo federal. Em entrevista ao Jornal da Record na quinta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou o governador, dizendo que ele não conseguirá esconder sua afinidade com Trump.
“O seu Tarcísio não vai tentar esconder o chapéuzinho do Trump, não. Pode ficar mostrando para a gente saber quem você é. Está cheio de lobo em pele de cordeiro por aí”.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), classificou a atitude como “vassalagem” e afirmou que a reação de Tarcísio foi um “tiro no pé”, já que a taxação atingirá diretamente setores estratégicos de São Paulo, como a indústria aeronáutica.
O jurista e escritor Marcelo Semer também comentou a postura de Tarcísio em publicação no X, observando que “o Estadão foi muito menos indulgente com Tarcísio que a Folha”, sinal de incômodo até em veículos tradicionalmente simpáticos ao governador. A Folha, por sua vez, escreveu que ainda está na hora de Tarcísio escolher de que lado está.
Para a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), “com medo de ser responsabilizado pelos seus crimes, Bolsonaro taxou o Brasil, Tarcísio aplaudiu e é o trabalhador brasileiro e o trabalhador paulista que pagarão a conta”.
Leia também:
Carlos
12 de julho de 2025 5:26 amCara, é não é que está ameba que desgoverna SP solicitou ao STF permissão para que outra ameba, esta lesada (bozo), fosse aos EUA “negociar” com Trump?
Ora, duas questões aqui:
1) Esta prática do lesado Tarcísio não configura cumplicidade num plano de fuga de um réu no supremo?
2) Lembrando que o desgovernador de SP encontrou membros da embaixada dos eua, não poderiam estes terem sugerido esta maluquice? E então viria mais um bilhetinho do Janio Quadros americano, Trump, que nesta missiva “apoiará” esta ideia imbecil garantindo que o bozoide voltará, mas trump e seus asseclas já devem trabalhar com duas opções caso liberassem o facínora para viagem:
Opção a)
Volta porra nenhuma. Afinal trump é o rei da conversa fiada sem compromissocom leis, se julga acima delas. Dos eua, o covarde do bozo ira engrossar o time de lesa-patria. E lembrem que têm representação militar lá, o neto do ditador Figueredo, que preferia cheirar cavalos a humanos.
Opção b)
As tarifas baixam, Bozo volta como herói, de repente junto do seu excremento e do seu adido militar, e continuamos neste inferno de anistia, submisso aos eua e suas big techs e correndo o risco de uma nova ditadura sob genocidas. Temos figura para isso: “colocar e tirar o bode da sala”
Não a permissão de viagem.
Sim para a manutenção do rito do processo contra este pulha e com inclusão dos novos cúmplices.