A União Europeia convocou uma reunião de emergência para este domingo (18), no Chipre, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de tarifas a países europeus como forma de pressionar pela compra da Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca.
Segundo Trump, a partir deste sábado entra em vigor uma tarifa de 10% sobre produtos de oito países europeus — Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. De acordo com o presidente americano, caso não haja um acordo para a aquisição da Groenlândia, a alíquota será elevada para 25% a partir de junho.
O encontro reunirá embaixadores dos 27 países-membros da União Europeia e está marcado para as 17h no horário local (12h em Brasília). A reunião ocorrerá no Chipre, país que exerce a presidência rotativa do bloco.
Trump vem reiterando a intenção de anexar a Groenlândia desde o início de seu segundo mandato, há cerca de um ano. O republicano afirma que a ilha é estratégica para os Estados Unidos e essencial para a implantação do chamado “Domo de Ouro”, um sistema de defesa antimísseis que pretende construir para proteger o território americano.
A reação europeia ao anúncio das tarifas foi imediata. Em nota publicada nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificaram a medida como uma “perigosa escalada negativa”. Segundo eles, as tarifas podem prejudicar as relações transatlânticas e reforçaram que a União Europeia permanecerá unida na defesa de sua soberania.
A alta representante da União Europeia para Relações Exteriores, Kaja Kallas, também criticou a iniciativa, afirmando que as tarifas afetariam a prosperidade tanto da Europa quanto dos Estados Unidos e desviariam a atenção do bloco de sua principal prioridade no momento: o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.
“A China e a Rússia devem estar se divertindo muito. São elas que se beneficiam das divisões entre os aliados”, disse Kallas. Ela acrescentou que eventuais preocupações com a segurança da Groenlândia poderiam ser tratadas no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Localizada entre os Estados Unidos e a Rússia, a Groenlândia é considerada uma área de grande relevância estratégica, especialmente no contexto da segurança do Ártico. Os EUA mantêm uma base militar na ilha, embora tenham reduzido significativamente sua presença ao longo dos anos.
Diante das recentes declarações de Trump, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Países Baixos e Suécia enviaram tropas à Groenlândia na última quinta-feira (15). Segundo o governo alemão, a missão foi solicitada pela Dinamarca para avaliar possíveis contribuições militares e reforçar a segurança na região.
No início da semana, Trump voltou a ironizar as capacidades defensivas da ilha e afirmou que os Estados Unidos obterão a Groenlândia “de um jeito ou de outro”. O presidente também declarou que, caso os EUA não controlem o território, Rússia ou China poderiam fazê-lo, cenário que, segundo ele, não será permitido.
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Isabela Damilano Vieira
19 de janeiro de 2026 8:01 amA Groelândia é todo o Ártico devem ser preservadas . A questão da Groelândia vai muito além da tentativa de anexo pelo famigerado. Na Argentina já estamos vendo as queimadas criminosas na Patagônia, que já chegou ao Chile. Groelândia preservação ecológica já!
Isabela Damilano Vieira
19 de janeiro de 2026 8:05 amGroelândia preservada já. A questão da Groelândia vai além da tentativa de anexo pelo famigerado. A Patagônia Argentina e Chilena estão em chamas . Chega de violência contra o meio ambiente.
Rui Ribeiro
19 de janeiro de 2026 8:19 amO tarifaço do Trump não deveria preocupar ninguém: Ele dá um passo à frente e em seguida dá dois passos atrás. Trump always chickens out.