16 de junho de 2026

Temer pretende lançar Ministério da Segurança e levanta polêmicas

Apesar de ser de competência dos estados, governo diz que tem sido cobrado por crises no setor e deve anunciar nova pasta até abril 
 
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(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
 
Jornal GGN – O presidente Michel Temer deverá anunciar nos próximos dias a criação do Ministério Extraordinário de Segurança Pública. A proposta já vinha sendo aventada desde novembro do ano passado, pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim. Mas vem ganhando cada vez mais relevância como uma forma do governo Temer conquistar a opinião pública, lembrando que, segundo levantamentos do Datafolha, sua gestão tem o apoio de apenas 5% da população e o tema – segurança pública – é de grande apelo.
 
Segundo apuração da TV Globo, Temer deve anunciar a criação da pasta logo após o carnaval, já levantamentos da Folha de S.Paulo, avaliam que o ministério deverá ser lançado em abril. A proposta é tirar do Ministério da Justiça a coordenação da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) que passariam a ser subordinados à nova pasta. 
 
O Ministério da Justiça seguiria responsável pelas políticas de estrangeiros e refugiados, defesa do consumidor e antitruste, políticas antipirataria, preventivas de combate às drogas e programas de recuperação de ativos no exterior. 
 
Com o aumento de Estados entrando em colapso no setor, vide exemplos de Espírito Santo, Rio de Janeiro e, o mais recente, Roraima, Temer comentou que está aumentando os pedidos dos governadores estaduais por auxílio da União. Portanto, sem colocar na mesa a discussão sobre o refinanciamento ou perdão do endividamento dos Estados, o que ajudaria a equilibrar as contas e proporcionar maior dinamismo a setores importantes como a segurança, o emedebista prefere criar uma nova pasta e, assim, imprimir algum legado positivo em sua gestão. Vale destacar ainda que, segundo informações de parlamentares da oposição na Câmara, o governo estuda trocar dívidas dos estados por apoio à reforma da Previdência. 
 
O portal G1 lembra que em janeiro do ano passado, o governo lançou o Plano Nacional de Segurança, que até hoje não foi implementado como prometido. O objetivo era alcançar 17 estados ainda em 2017, mas só chegou em quatro: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Sergipe e Rio Grande do Norte. Isso porque o orçamento da União foi reduzido. 
 
Já, segundo a Folha de S.Paulo, para não ser acusado de ampliar o número dos ministérios, Temer irá devolver para Direitos Humanos o status de secretaria subordinada ao Ministério da Justiça. 
 
Ao ser questionado porque o Plano Nacional de Segurança não foi implementado, após um ano, o ministro da Justiça, Torquato Jardim respondeu ao G1 que a proposta foi lançada no “calor” da “convulsão” provocada por chacinas em presídios de Amazonas e Roraima, visão que corrobora a tese de que as políticas implementadas por Temer têm seguido a mesma lógica. Basta lembrar da PEC do Teto de gastos públicos, que dificulta hoje o cumprimento da regra de ouro – mecanismo que impede o governo de contrair dívidas para custear a máquina pública.
 
 

Redação

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4 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    14 de fevereiro de 2018 5:08 pm

    As policias civis e militares …

    As policias civis e militares dos estados já não se entendem , ambas não respeitam as guardas municipais , não ajudam a federal , aí entra mais uma entidade para ser odiada por todos o tal do ministério federal.

    Uma comissão de intelectuais teoricos também ajudaria , um relatório a ser ignorado pelos policiais viria a calhar nesta hora.

    O senso comum pedindo o Exército agindo como polícia é a cereja do bolo.

    Dará boas manchetes …

  2. rdmaestri

    14 de fevereiro de 2018 5:16 pm

    O objetivo a longo prazo é o enfraquecimento das Forças Armadas.

    Dentro do programa que está sendo levado pelo Imperialismo no mundo, forças armadas NACIONAIS são um calo que no momento pode não estar causando problemas, porém nada impede que surga no meio desta elementos NACIONALISTAS que podem ser de direita ou mesmo de esquerda, e isto não permite o enfraquecimento do Estado Nacional.

  3. Hildermes José Medeiros

    14 de fevereiro de 2018 6:13 pm

    Está fora de qualquer

    Está fora de qualquer dúvida que a Segurança Pública é uma preocupação nacional, tão importante quanto o emprego. Este, por sua vez, tem severas implicações na Segurança, e essa proposta vem de um governante que, tendo ajudado a promover o desemprego, quando conspirava com os demais golpistas contra um Governo legítimo do qual era Vice-Presidente, e, uma vez usurpando o Governo, nada fez para aliviar o problema que ajudaram a criar. Agora, como aceitar e dar crédito a qualquer projeto, principalmente de Segurança Pública, urdido por golpistas, tendo à frente um presidente acusado de participar do golpe e da prática de crimes, por desviar verbas públicas, que impactam negativamente exatamente a Segurança. É um Presidente mantido no cargo pelo poder econômico, para cuja propaganda usa a mídia, Organizações Globo à frente, beneficiário e parte decisiva no golpe de estado, bem como pelo Congresso e a Justiça, aí incluídas as Procuradorias, que pela inação tudo aprovam. O povo, principal prejudicado por tudo que aprontaram os golpistas nesses quase dois anos de abandono, as pesquisas deles mesmos mostram, nada aprova do que fazem, por saber que a  única e real preocupação dos golpistas é manter o poder, não interessa com quem seja.

  4. aureliojunior50

    15 de fevereiro de 2018 6:11 am

    O “nome” pouco importa……

         Se será secretaria ou ministério, já se sabe quem comandará – não diretamente – esta estrutura de segurança federalizada, o GSI.

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