21 de maio de 2026

Tragédia na Zona da Mata deixa 53 mortos e expõe vácuo de investimento

Com 154 mil pessoas em áreas de risco, região enfrenta rastro de destruição e queda drástica em verbas estaduais de prevenção
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

▸ Zona da Mata mineira registra 53 mortes por temporais desde 23/01, com Juiz de Fora tendo 47 óbitos e 15 desaparecidos.

▸ Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa decretam estado de calamidade; Rio Paraibuna transbordou e isolou bairros.

▸ Defesa Civil alerta para nova frente fria com risco de chuvas intensas e pede para evitar retorno a áreas de risco.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Zona da Mata mineira contabiliza os danos de uma semana trágica. O balanço mais recente das autoridades aponta que o número de mortos subiu para 53 em decorrência dos temporais que assolam a região desde a última segunda-feira (23). Juiz de Fora, o epicentro da crise, concentra 47 óbitos e mantém 15 pessoas desaparecidas, enquanto o município de Ubá registra seis vítimas fatais.

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A magnitude da catástrofe forçou Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa a decretarem estado de calamidade pública. No cenário de devastação, o Rio Paraibuna transbordou, isolando bairros e transformando avenidas em leitos de lama.

Em Juiz de Fora, a prefeitura já registrou 1.257 ocorrências e transformou 15 escolas em abrigos para acolher parte dos 3,5 mil desabrigados e desalojados.

Alerta ignorado, falta de preparo e o gargalo financeiro da prevenção

A tragédia atual joga luz sobre um problema estrutural: Juiz de Fora é a nona cidade brasileira com o maior contingente populacional vivendo em encostas e zonas de perigo. São cerca de 130 mil moradores, quase um quarto da população local, vulneráveis a deslizamentos.

Enquanto o Corpo de Bombeiros atua em frentes de busca e salvamento, o debate político se volta para o orçamento. Dados do Portal da Transparência revelam uma retração severa nos recursos destinados pelo governo de Minas Gerais para o enfrentamento de desastres climáticos.

O programa voltado para ações de prevenção, atendimento e recuperação sofreu um corte de 95% nos últimos três anos, minguando de R$ 135 milhões em 2023 para apenas R$ 6 milhões previstos para 2025.

Em contrapartida, o governo estadual refuta a tese de desinvestimento. Em nota, a gestão mineira afirma que, ao considerar o conjunto de todos os programas, realizou o “maior investimento da história em proteção e defesa civil nos últimos anos“, destinando R$ 94 milhões para 494 municípios.

Perspectiva de novos temporais

O cenário de curto prazo permanece crítico. A Defesa Civil estadual mantém o alerta máximo devido à passagem de uma frente fria que deve despejar entre 40 e 60 milímetros de chuva nas próximas horas. Há riscos iminentes de novas enxurradas e quedas de granizo.

O coronel Paulo Rezende, chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, reforçou o apelo para que as famílias não tentem retornar aos imóveis interditados. “A previsão é de mais chuvas intensas na zona da mata”, alertou o coronel, reiterando: “Por isso mais uma vez: não retorne para as áreas de risco”.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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