Foi uma apresentação histórica. Na noite de domingo (8), o Super Bowl – maior evento televisivo do EUA – ofereceu quase 14 minutos de um show cantado, pela primeira vez, praticamente todo em espanhol. O artista do reggaeton Bad Bunny, um dos mais ouvidos no mundo na atualidade, fez um show recheado de manifestações políticas: entregou seu Grammy de álbum do ano para um menino filho de imigrantes, listou todos os países latinos como parte da “América” e inflou o orgulho e a identidade dos povos latinos-americanos ao afirmar que falta “tempero” àqueles que não são. O resultado não poderia ter sido outro: milhões de visualizações no Youtube e em vídeos virais pela internet, seguidas de uma nota de repúdio de Donald Trump, que se sentiu ofendido.
Em sua rede social, Trump escreveu: “O show do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência. Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo de todos os Estados Unidos e do mundo todo”, disparou Trump.
Aos 31 anos, Bad Bunny, nascido Benito Antonio Martínez Ocasio em Porto Rico, se consagrou como um crítico ferrenho das políticas discriminatórias e autoritárias de Trump e da ação do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA), que têm prendido e extraditado latinos dos Estados Unidos, sobretudo em áreas consideradas redutos eleitorais do Partido Democrata. Em seu discurso no Grammy, ao ganhar três prêmios, Bad Bunny disse “Fora, Ice”.
Dono do álbum Débi Tirar Más Fotos, que bateu todos os recordes no ranking da Billboard, Benito ainda excluiu os EUA de sua turnê mundial alegando temer ações do ICE em seus shows. Ele deve fazer apresentações no Brasil em 20 e 21 de fevereiro.
Clique aqui para assistir à apresentação do Super Bowl, no Youtube.
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Rui Ribeiro
9 de fevereiro de 2026 12:31 pmA dança é repugnante, especialmente para as crianças pequenas que estão assistindo de todos os Estados Unidos e do mundo todo mas a carnificina de Crianças Palestinas pelo $ionista Netanyahu com o apoio dos EUA não é repugnante.
Vai pentear macacos, Rato Gabirú
Carlos
9 de fevereiro de 2026 12:56 pmBoa coelho mau!
Quanto a Trump, me parece que a dança que não acha repugnante é a cirandinha, que rolava com o Epstein e algumas crianças.
Anônimo
9 de fevereiro de 2026 2:55 pmPorque a Ghislaine Maxwell, cúmplice do Epstein, se recusou a depor no Congresso dos EUA?
Ela não quer ser suicidada na prisão, como o Epstein. Deve ter sido chantageada pelos poderosos.