Há pouco mais de sete meses no Executivo da Argentina, o presidente Javier Milei já busca oportunidades de trabalho ou de exílio no exterior, caso seja obrigado a deixar o país em decorrência da administração que não tem respaldo sequer do Fundo Monetário Internacional (FMI) ou se não lograr uma reeleição.
A afirmação é do cientista político e professor de relações internacionais e jornalismo, Bruno Lima Rocha, convidado do programa TVGGN 20 Horas da última sexta-feira (19).
Há uma semana, o Banco Central da Argentina anunciou a venda de dólares americanos nos mercados paralelos de câmbio do país, a fim de conter a crescente diferença entre a taxa de câmbio oficial da Argentina e as taxas não oficiais.
“O governo precisa de dólares para financiar o agro. O agro argentino precisa de US$ 15 bilhões para fechar a safra desse ano, fazer a liquidação da safra e poder vender. Quando a safra não foi vendida, a ausência de dólares na economia argentina no governo Alberto em 2022 gerou um impacto inflacionário importante”, lembra Rocha.
Na ocasião, o impacto inflacionário ampliou a desigualdade entre os cidadãos que tinham emprego estável e os que não tinham.
FMI
O cientista político ressalta que nem o FMI apoia as medidas de Milei, apesar de chancelar todos os cortes sociais possíveis e imagináveis que podem ser feitos pelo presidente.
“A economia argentina, ao contrário do que as redes da direita nos fazem chegar, é uma economia extremamente regulada, tinha câmara setorial para tudo para conter a sanha dos formadores de preço, porque se enxugar muito, a maior parte do consumo dados famílias na Argentina, fora o valor do imóvel e custo de moradia, era formados por 12 conglomerados econômicos. É muita concentração”, continua o convidado.
A pressão pela liberação de preço dos 12 conglomerados somada aos cortes de subsídios nas áreas sociais, como transporte, energia, alimentos e aluguel, joga cada vez mais argentinos na pobreza. “Hoje, para não ser pobre na capital argentina, o núcleo familiar precisa de 7500 reais. Aí não tem jeito. É uma bomba relógio”, avalia Bruno Rocha.
Outro motivo pelo qual a política econômica não conta com o apoio do fundo internacional é a percepção de que tanto Milei quanto Luis Caputo, ministro da Economia, são aventureiros econômicos. Enquanto o presidente galga oportunidades no exterior, Caputo é um especulador financeiro com passagem pelo JP Morgan. “O FMI não está vendo condições de estabilidade na Argentina”, conclui o entrevistado.
Ao longo da entrevista, Bruno Lima Rocha falou ainda sobre o papel do Brasil e do Paraguai nas relações comerciais com a Argentina. Confira na íntegra:
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JOOOTAPONTOMARCELO
21 de julho de 2024 11:54 amFMI sabe q se apertar muito a garganta do povão com miséria e sofrimento ele reage e vai acabar sobrando de vdd para os bilionários mesquinhos q quetem o mundo só para eles,Getúlio fez algumas reformas q a elite rscravista à época esperneou mas Getúlio sabia q na vdd estava livrando a pele deles,precisa ter limites as coisas,casas bahia serviu ao povo,banqueiro comprou,videolocadoras serviram ao povo,banqueiro comprou e o q viraram?A internet bilionários são donos,mídia os donos são bilionários e querem e fazem um mundo só para o seu cercadinho só para meia dúzia,Japão quis dominar a Coréia do Sul,outros tentaram dominar a China e tudo deu merda,apps chineses e americanos fazendo testes psicológicos com mecanismos de indução a rodo na internet,como são santos e ilibados,o REAL VAI SE SOBREPOR AO VIRTUAL,com a polarização de mentiras da internet e mídia corporativa bilionárias o povão está desenvolvenda a crítica ou autocritica,já está havendo a colheita numa espécie de efeito colateral do remédio imposto pelos bilionários ao povão imaginem para quem vai sobrar? PQ sempre sobra para alguém,façam as suas apostas!!!