4 de junho de 2026

Twitter vai combater fake news com Inteligência Artificial

A empresa Fabula AI, comprada pelo Twitter, criou "uma tecnologia que compara o fluxo de compartilhamento das fake news com o de notícias reais, a partir de fontes certificadas"
Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O Twitter anunciou nesta segunda (3) a compra de uma start-up britânica chamda Fabula AI, que desenvolveu uma tecnologia de “deep learning” capaz de detectar fake news.

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Os termos do acordo não foram totalmente revelados. O Twitter informou apenas que deve absorver em seu quadro de funcionários os desenvolvedores, fundadores e pesquisadores da Fabula AI, “integrando times internos de inteligência artificial”.

Segundo informações do Canal Tech, a Fabula AI criou “uma tecnologia que compara o fluxo de compartilhamento das fake news com o de notícias reais, a partir de fontes certificadas, como forma de identificar links e perfis envolvidos nessa disseminação”.

“Fora das fake news, o time também trabalhará na melhoria de outros produtos do Twitter, como a busca e a recomendação de conteúdo aos usuários por meio da aba Explorar, além da organização da linha do tempo e dos anúncios exibidos. Tudo, claro, com base em tecnologias de inteligência artificial e machine learning e a partir de dados de utilização da rede social”, informou o Canal Tech.

Redação

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  1. Lúcio Vieira

    3 de junho de 2019 6:34 pm

    Toda a suposta inteligência artificial carrega por trás de si as “políticas”, diretrizes e a “linha editorial” da programação e do interesse pontual dos programadores. Num certo sentido, programar é através de condicionantes e do fluxo de lógica ali colocada, direcionar-se para qual caminho o programa induz os seus utilizadores. Aqui no Brasil recentemente o facebook tentou em conluio com órgãos de imprensa escolhidos determinar a linha de quais fontes são/seriam merecedoras do selo de credibilidade. O problema é justamente este: credibilidade é algo que se cultiva a todo tempo e quando não há suspeição de direcionamentos e escolhas, ou seja a credibilidade é quando se construiu livremente e contra a pressão ou a opressão. Além do mais os algoritmos se “acostumam” a interagirem com o dispositivo e não com o usuário já que ele depende (para ir criando uma falsa memória) da(s) interação(ões) do(s) usuário(s) naquele dispositivo. Basta fazer a mesma pesquisa em terminais diferentes e teremos resultados diferentes. De todo modo é bastante inquietante que uma humanidade que se crê em evolução, precise cada vez mas da mediação e da emulação (imitação, falseamento) da automação para se tranquilizar e aquietar a mente e o coração de que está em retidão e no “bom caminho”, em direção à verdade e que agora sim, podemos nos render às máquinas (até que se tenha energia para mantê-las ligadas). É ilusório um algoritmo determinar o fluxo e o ritmo de algo sofisticado e complexo como é a consciência humana. Emular é tão somente imitar, só que está imitando o homem “defeituoso” atual, sob efeito de interesses mesquinhos, egoístas e individualistas representados pelo Deus mercado. É remendo apenas.

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