Vendas do varejo sobem 13,9% em maio, segundo IBGE

Apesar do maior resultado da série histórica, resultado não foi suficiente para recuperar as perdas vistas em março e abril

Foto: Reprodução

Jornal GGN – As vendas no varejo brasileiro aumentaram 13,9% durante o mês de maio, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Embora o índice tenha sido o maior da série, iniciada em 2000, ele não foi suficiente para que o setor se recuperasse das fortes quedas apuradas em março e abril.

No ano, o segmento acumula queda de 3,9%, enquanto o cenário nos últimos 12 meses aponta estabilidade (0%).

Quando comparado com maio de 2019, o comércio varejista recuou 7,2%, com taxas negativas em sete das oito atividades. A maior contribuição no campo negativo no indicador interanual veio do setor de Tecidos, vestuário e calçados, que recuou 62,5%.

“Foi um crescimento grande percentualmente, mas temos que ver que a base de comparação foi muito baixa. Se observamos apenas o indicador mensal, temos um cenário de crescimento, mas ao olhar para os outros indicadores, como a comparação com o mesmo mês do ano anterior, vemos que o cenário é de queda”, analisa o gerente da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), Cristiano Santos, ressaltando que os números positivos aparecem após o mês em que foi registrado o pior patamar de vendas da série histórica (-16,3%).

Segundo os dados da pesquisa, houve perda de ritmo dos impactos do isolamento social no comércio, por conta da pandemia do coronavírus: dentre todas as empresas coletadas pela pesquisa, 18,1% relataram impacto do isolamento em suas receitas em maio. Em abril, esse número era 28,1%, o maior percentual desde o início da pandemia. Com isso, há a indicação de crescimento nas atividades dessas empresas.

As oito atividades observadas no comércio varejista registraram taxas positivas na passagem de abril para maio, com destaque para Tecidos, vestuário e calçados (100,6%), Móveis e eletrodomésticos (47,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (45,2%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (18,5%). O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tinha recuado em abril, registrou crescimento de 7,1% em maio.

O comércio varejista ampliado, que inclui também as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material e construção, cresceu 19,6% em relação a abril, descontando parte da queda dos dois meses anteriores. A atividade Veículos, motos, partes e peças cresceu 51,7%, enquanto Material de construção registrou 22,2%.

As 27 unidades da federação aumentaram seu volume de vendas no varejo entre abril e maio. Entre os destaques estão Rondônia (36,8%), Paraná (20,0%) e Goiás (19,4%). No comércio varejista ampliado, a variação também foi positiva nas 27 unidades da federação, com destaque para Rondônia (35,2%), Rio Grande do Sul (27,9%) e Espírito Santo (27,1%).

 

 

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1 comentário

  1. 29.06.2020 / 11:45

    Sucesso do Magazine Luiza na internet leva Luiza Helena Trajano ao topo da lista das mulheres mais ricas do Brasil

    O “efeito Amazon” fez de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, a mulher mais rica do Brasil, um título que até recentemente pertencia à empresária do setor de saúde Dulce Pugliese de Godoy Bueno. Glamurama explica: o termo “efeito Amazon” tem sido usado por analistas de mercado de todos os cantos para tratar do “fenômeno” que se tornou a supervalorização dos papéis de varejistas online com ações negociadas em bolsas nesses tempos em que muitos consumidores preferem fazer suas compras pela internet e sem sair de casa, a fim de se proteger do novo coronavírus. A propósito, Bezos e sua ex-mulher, MacKenzie Bezos, também enriqueceram bastante nos últimos meses pelo mesmo motivo.

    Isso porque só a gigante americana fundada pelo homem mais rico do mundo viu seu valor de mercado saltar mais de 40% desde o começo da pandemia de Covid-19, e resultados parecidos obtidos por outras companhias que atuam no mesmo segmento de varejo online têm pipocado mundo afora. E um dos que mais saltam aos olhos é justamente o da empresa brasileira, e cuja capitalização no Ibovespa saltou quase 35% de março pra cá (e 70% desde o começo do ano).

    Apesar das mais de mil lojas que possui pelo Brasil, o Magazine Luiza hoje em dia tem quase a metade de suas receitas totais oriundas das vendas que faz em seus sites oficiais, o que já levou economistas do Bank of America Merril Lynch e do Credit Suisse a chamarem-no de “Amazon brasileira”, e esses números se mantiveram firmes durante a crise atual. Trata-se de um resultado e tanto, inclusive porque a própria Luiza foi uma das primeiras grandes empresárias brasileiras que se posicionaram a favor do isolamento social meses atrás, e mesmo apesar dos riscos que àquela altura a medida poderia representar para seus negócios.

    O que se viu, no entanto, foi o contrário, e no balanço do primeiro trimestre de 2020 as vendas totais do Magazine Luiza registraram aumento de 34% em relação ao mesmo período do ano passado, e seu e-commerce foi responsável por mais da metade desse aumento. E de quebra Luiza, que é dona de aproximadamente 17% do Magazine Luiza, viu sua fortuna saltar dos estimados US$ 1,7 bilhão (R$ 9,2 bilhões) atribuídos a ela em março para os atuais US$ 3,8 bilhões (R$ 20,6 bilhões). Vale lembrar que o sobrinho dela, Franco Bittar Garcia, também aparece nas listas dos mais ricos do mundo graças à fatia que tem no Magazine Luiza, calculada em US$ 2,5 bilhões (R$ 13,5 bilhões). (Por Anderson Antunes)

    https://glamurama.uol.com.br/sucesso-do-magazine-luiza-na-internet-leva-luiza-helena-trajano-ao-topo-da-lista-das-mulheres-mais-ricas-do-brasil/?fbclid=IwAR1nb3n1XD6B2XmSnDSaGCoDyy6K3-QsbI5FtBXaI5jJTj9oz-uUY10YbWs

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