21 de maio de 2026

Violência no Rio é atitude pensada de Cláudio Castro para fazer política, avalia Kakay

Jurista critica massacre e diz que violência no estado deve piorar; assista na TV GGN

O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou, em entrevista ao programa TVGGN 20 Horas [confira abaixo], que a recente operação policial no Rio de Janeiro, que já contabiliza 65 mortos, foi uma atitude pensada do governador Cláudio Castro (PL). Segundo o jurista, o episódio revela “um uso calculado da violência para produzir um fato político”.

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“Foi uma tentativa canhestra e vergonhosa de fazer política com sangue. Cláudio Castro é um governador inseguro, que primeiro disse ter pedido ajuda ao governo federal e depois desdisse, ligando para a ministra Gleisi para tentar consertar o que falou. É tudo muito desastroso. Ele tenta criar uma narrativa de enfrentamento e autoridade, mas o resultado é o caos absoluto”, disse Kakay.

O advogado afirmou ter conversado com fontes do governo e do Judiciário e se disse alarmado com o que pode vir a seguir.

“O Rio está em guerra. A partir de agora, devem começar as retaliações, tanto da polícia quanto das facções. A cidade está um horror: ônibus queimados, arrastões, ruas interditadas. É um clima de guerra civil, e o Estado perdeu completamente o controle”.

Para o jurista, a operação, conduzida sem coordenação e em desobediência aos parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), representa o colapso da segurança pública e da responsabilidade política no Rio de Janeiro. “O Supremo tentou impor limites às ações policiais para evitar tragédias como essa. O que vimos foi o oposto: um massacre travestido de operação”.

Kakay se refere à decisão do STF, conhecida como ADPF das Favelas, que nunca proibiu operações policiais, mas exigiu que fossem planejadas, justificadas e supervisionadas para evitar mortes de inocentes. “A extrema direita mente deliberadamente sobre isso, dizendo que o Supremo impediu a polícia de agir. Não é verdade. O que o STF fez foi colocar um mínimo de controle sobre o uso da força do Estado, e isso salvou vidas. Hoje, o que vimos foi o resultado de ignorar essa decisão”.

Para o criminalista, o governador pode tentar capitalizar eleitoralmente a tragédia. “Se essa operação desastrada gerar popularidade para Cláudio Castro, estamos perdidos. É o pior dos mundos. É o uso da violência como marketing político, uma lógica perversa que transforma vidas em números”.

Assista à fala completa de Kakay pelo link abaixo:

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    29 de outubro de 2025 6:08 pm

    É o massacre de Sharpeville tupiniquim

  2. Rui Ribeiro

    30 de outubro de 2025 5:43 am

    A extrema direita é tanatocrática e anti-democrática.
    Os efeitos colaterais foram ínfimos. Assim, eles comemoram o ‘sucesso’ da carnificina.

  3. Rui Ribeiro

    30 de outubro de 2025 8:51 am

    Uma prova de que a carnificina foi uma atitude pensada pelos Magarefes de Favelados é a declaração do $ecretário de $egurança Pública do RJ, Victor Santos, de que a letalidade da ação era “previsível”.

    Embora não anunciada, o massacre foi uma tragédia prevista por quem a cometeu.

    Agora vê se esses ratos estão preocupados em melhorar a vida dos favelados, em dar educação, emprego, moradia, etc. Só aparecem nas favelas para matar e para pedir/comprar votos. Esses Ratos não passarão.

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