Xadrez do fim de José Serra e do fracasso de uma geração que falhou, por Luis Nassif

Nos meses seguintes, o medo destruiu Serra. Pediu demissão do Ministério das Relações Exteriores, para o qual fora indicado por Michel Temer. Teve ataques de depressão.  Às vezes apresentava melhoras, coincidindo com ofensivas do MPF barradas em outras instâncias.

Peça 1 – Verônica conhece Marcos Galperin

Em fins dos anos 90, Verônica Serra, a filha de José Serra, apareceu no mercado paulista trazendo a tiracolo o argentino Marcos Galperin. Era novata no novo mercado de tecnologia e não aparentava conhecimento maior sobre  a área.

Galperin chegou ao Brasil cheio de ideias. Inicialmente, apresentou um projeto de cidades inteligentes. Não avançou. Tempos depois, desenvolveu um banco eletrônico, o Patagon. Sempre com Verônica como assessora para contatos políticos e de mercado.

Surpreendentemente, o Banco Santander – que havia acabado de adquirir o Banespa – ofereceu pelo banco a inacreditável quantia de US$ 750 milhões.

Na época, um dos sócios do Patagon, que possuía 10% do capital, preparava-se para pedir US$ 7 milhões por sua parte. Antes que fizesse a oferta, Bottin ofereceu US$ 75 milhões.

Não fazia sentido. Patagon era apenas um sistema de computador. Não tinha clientela considerável. Além disso, o próprio Santander já dispunha de um sistema desenvolvido, o Open Bank. Qual a lógica?

Peça 2 – o Santander mantém as contas públicas no Banespa

Na época, o Santander havia comprado o Banespa. Mas havia um empecilho no seu caminho. A legislação determinava que contas públicas só poderiam ser administradas por bancos públicos. Com a privatização, o Banespa deixara de ser banco público.

Em fins de novembro de 2000, escrevi em minha coluna na Folha:

Banespa e Santander

Um dos grandes mercados do Banespa são as prefeituras de São Paulo. Ocorre que a Constituição é clara. No parágrafo 3º do artigo 194, diz que: “As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no BC, e as dos Estados, Distrito Federal e municípios, em instituições financeiras oficiais”.

Por esse artigo, não poderia manter sequer as contas dos  salários do Estado e da prefeitura. Na época, fui procurado por Miguel Jorge, diretor de relações institucionais do banco, que marcou um almoço com o presidente. Nele, ficou clara a preocupação do Santander com a possibilidade de perdas das contas públicas.

Dois pontos chamaram a atenção.

  1. O Santander não iria adquirir o Banespa sem a garantia de manutenção das contas públicas.
  2. A única garantia poderia ser dada pelo governo federal.
  3. Pouco antes, adquiriu a Patagon por US$ 750 milhões.
  4. A Patagon era assessorada pela filha de José Serra, Ministro do Planejamento de Fernando Henrique Cardoso e figura maior no PSDB.
  5. Pode ser coincidência. Mas não há outra explicação até agora para o lance de US$ 750 milhões pela Patagon. Algum tempo depois, o Santander pagou R$ 5 milhões para os argentinos receberem a Patagon de volta.

Hoje em dia, a Patagon repousa em um computador desligado em um banco de investimento de São Paulo.

Peça 3 – o início do Mercado Livre

Com o dinheiro pago pelo Santander, Galperin turbinou sua aventura mais bem sucedida, o site de vendas Mercado Livre, criado em 2 de agosto do ano anterior. Verônica entrou na operação como consultora e saiu como investidora. Tornou-se sócia e diretora do Mercado Livre. 

Em depoimento posterior a uma publicação argentina, Galperin recordava o início difícil em 1999, quando ele era um amador negociando com profissionais, com muitas dúvidas se conseguiria sobreviver e atrair capitais.

Este ano, a revista Forbes estimou sua fortuna em US$ 4,2 bilhões. Mérito próprio, de quem se tornou o mais bem sucedido homem de tecnologia da América Latina. Mas o tiro de partida foi a venda da Patagon.

Peça 4 – a lavagem de dinheiro 

Há tempos se sabia do uso de Verônica por José Serra. No final de seu governo, em São Paulo, Serra transferiu para a Serasa-Experian o Cadin estadual. No início do ano seguinte, Verônica se tornou sócia da Virid, um portal de e-mal marketing. Pouco depois vendeu para a Experian – grupo inglês que havia adquirido a Serasa, por 6 vezes o valor pago. O valor final chegou a R$ 120 milhões.

Com ações na Bolsa de Londres, a Experian se negou a informar oficialmente o preço pago, alegando que o valor era sigiloso.

Anos atrás, quando foi confiscado o celular de Marcelo Odebrecht, a Lava Jato de Curitiba vazou sua agenda, mas com uma tarja preta em cima de um dos compromissos. O trabalho foi mal-feito e permitiu que, pela Internet, alguém raspasse a faixa e espalhasse a agenda suprimida. Justamente uma reunião de Serra e Marcelo Odebrecht no escritório de Verônica.

Tempos depois,  a Suíça identificou depósitos de Serra por lá e pediu informações ao Ministério Público Federal. O procurador Rodrigo De Grandis manteve o pedido em sua gaveta por muito tempo, gerando um escândalo na época.

Depois, decisões do Supremo Tribunal Federal e parecer da então Procurador Geral Raquel Dodge consideraram  prescritos os casos.

Mas o MPF de São Paulo continuou tentando obter os documentos suíços. Ao mesmo tempo, avançavam as delações da Odebrecht, chegando a Pedro Novis, o contato de Serra na Odebrecht.

Segundo relatou a repórter Bela Megale, de O Globo, em 2016 houve uma reunião em que Serra desmanchou-se em lágrimas, implorando para não concretizar a delação, pois “destruiria a minha vida”.

Nos meses seguintes, o medo destruiu Serra. Pediu demissão do Ministério das Relações Exteriores, para o qual fora indicado por Michel Temer. Teve ataques de depressão.  Às vezes apresentava melhoras, coincidindo com ofensivas do MPF barradas em outras instâncias.

Até que explodiu a autorização para busca e apreensão em sua casa, na da ex-esposa, nas de Verônica e do banqueiro Ronaldo César Coelho, considerado desde sempre seu tesoureiro informal de campanha.

Segundo a denúncia do MPF, havia uma rede de offshores intermediadas por José Amaro da Silva Ramos. Ele se tornou o principal lobista do PSDB por relações pessoais com Fernando Henrique Cardoso, de quem foi colega na USP. Atuava como representante da indústria de armas francesa e também como lobista do submarino nuclear brasileiro.

A Odebrecht admitiu que parte dos pagamentos para Amaro se destinava a Serra. 

Peça 5 – o envolvimento de Serra

Aqui, trechos da denúncia:

O conhecimento de JOSÉ SERRA acerca dos diversos interesses da ODEBRECHT no Estado de São Paulo ficam evidentes nos e-mails trocados por executivos da ODEBRECHT, nos quais estes, por diversas vezes, levaram a SERRA problemas enfrentados em assuntos relacionados à DERSA, tendo tratado várias vezes sobre questões específicas do Rodoanel com os altos executivos da empreiteira.

(…) 5.3. Segundo Pedro Novis, nesta oportunidade, JOSÉ SERRA entregou-lhe em mãos o número de uma conta (em nome da offshore CIRCLE), indicando que seria por meio dela que deveriam ser pagos os valores acordados6 . 

(…) 6. Tais pagamentos mostraram-se uma contrapartida ao atendimento de interesses diversos da ODEBRECHT naquele período, atinentes a diversas obras que a empreiteira realizava no Estado de São Paulo. E dentre esses interesses atendidos, em específico, estava a repactuação do contrato n° 3584/2006, relativo às obras do Rodoanel Sul de São Paulo, de maneira a minorar o impacto do decreto estadual nº 51.473, bem como o não oferecimento de dificuldades no curso da execução da mesma obra.9

(…) 6.1. Segundo os colaboradores Arnaldo Cumplido, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Carlos Armando Guedes Paschoal, Luiz Eduardo da Rocha Soares, Roberto Cumplido, Fábio Andreani Galdolfo e Pedro Augusto Ribeiro Novis10 as empreiteiras ANDRADE GUTIERREZ, CAMARGO CORRÊA, CR ALMEIDA, GALVÃO ENGENHARIA, MENDES JUNIOR, OAS, QUEIROZ GALVÃO, SERVENG CIVILSAN e a própria ODEBRECHT estabeleceram, entre 2004 e 2005, um cartel voltado a fraudar o caráter competitivo da licitação pertinente à construção do Rodoanel Sul paulista, por meio da prévia divisão, entre elas, dos cinco lotes dessa obra.

(…) 6.6. Após a publicação do edital de qualificação, as cinco empreiteiras originalmente cartelizadas decidiram conversar, também, com as demais interessadas na obra (nomeadamente, a MENDES JUNIOR, a SERVENG, a CR ALMEIDA, a CONSTRAN e a GALVÃO ENGENHARIA). E feito o convite, foram formados consórcios em duplas, capitaneadas pelas cinco empreiteiras do cartel originário13 . 

(…) 6.10. De fato, no começo de 2007, PAULO VIEIRA DE SOUZA, que já era Diretor de Relações Institucionais da DERSA e viria, logo depois, a suceder MÁRIO RODRIGUES JÚNIOR na Diretoria de Engenharia da estatal, procurou Roberto Cumplido e informou que JOSÉ SERRA, recém-empossado Governador do Estado, expedira um decreto determinando a renegociação de todos os contratos públicos firmados na Administração anterior, o que imporia uma discussão em torno, entre outros, dos contratos relativos ao Rodoanel Sul.

(…) Ou seja, além da propina arrecadada para si, PAULO VIEIRA era, também, um emissário de agentes políticos no Estado de São Paulo, chegando a ter dado evidências de que agia em nome de JOSÉ SERRA e subordinados seus, como ALOYSIO NUNES FERREIRA. Por exemplo, segundo Carlos Henrique Barbosa Lemos (então executivo da OAS)16, ao ser posto em dúvida quanto a sua real interlocução com o alto escalão do governo, PAULO VIEIRA agendou uma reunião das empreiteiras no Palácio dos Bandeirantes, da qual ALOYSIO NUNES também participaria. E nela, ALOYSIO NUNES acabou seguindo exatamente a ordem de assuntos que PAULO VIEIRA DE SOUZA antecipara às empreiteiras que seria seguida, com o que todos se convenceram de que ele, de fato, era um emissário, e assim passaram a realizar os pagamentos por ele solicitados.

Peça 6 – o envolvimento de Verônica Serra

Uma das maneiras de Serra lavar dinheiro era através de obras de arte. Pessoas que o visitaram em sua casa ficavam impressionadas com a quantidade de obras existentes.

No relatório do MPF, há a seguinte menção:

26.1. Por exemplo, a HEXAGON TECHNICAL COMPANY S.A.61, ligada a JOSÉ AMARO, realizou uma transferência, e m 31/03/2006, de nada menos que 326.000,00 euros em favor da DORTMUND INTERNATIONAL (com a chamativa anotação “Four Portinari Acquisitions”)62 . 

Através de Dortmund se chegou a Verônica Serra.

Pelo levantamento minucioso enviado pelo Ministério Público da Suíça, descobriu que a Sofidest Fiduciare SA, sócia da Circle, tinha como sócio José Amaro Ramos.

Há uma enorme relação de pagamentos feitos pela Circle para o Dortmund, através do Corner Bank.

O inquérito apurou que a Dortmund International Inc era controlada de fato por Verônica Serra.  Foi criada no Panamá, em 05.12.2003 e era representada por um uruguaio, Herrera Villareal.

As investigações mostraram que o Banco Arner – onde se davam as transações – tratava Verônica Serra como “pessoa politicamente exposta no Brasil”, devido ao seu parentesco com José Serra.

A Dortmund era uma empresa com capital de apenas US$ 10.000,00, e atuava como segunda camada de lavagem de dinheiro. Entre 2006 e 2007 recebeu 936 mil euros de três empresas de José Amaro Ramos – que, por sua vez, recebia os valores da Odebrecht.

A última camada de lavagem foi a empresa Ficus Capital e a Illumina Capital Management SA, e, finalmente, para a Citadel Financial Advisory, em uma cadeia que se estendeu até 23 de setembro de 2014.

Peça 7 – antes tarde que mais tarde

A investigação só foi possível porque, antes dela, já havia se encerrado a era José Serra. O que comprova que a Lava Jato, através de suas diversas instâncias, se valia de um fator essencial de atuação política disfarçada: o fator tempo.

No caso de Serra, as investigações só avançaram no bojo da delação da JBS, a partir da qual o Procurador Geral Rodrigo Janot resolveu partir para quebrar, incomodado com as críticas severas que recebia de figuras referenciais do Ministério Público Federal, escandalizadas com o facciosismo das investigações.

Assim como Serra, Aécio Neves manteve-se blindado. Dia desses, Fernando Henrique Cardoso repetia, em um canal de TV, que o PSDB tinha também seus defeitos mas não houve nenhum caso de enriquecimento ilícito.

Agora, falta apenas Aécio Neves. FHC foi poupado pelos mesmos “crimes” imputados a Lula. A partidarização da Lava Jato o salvou.

Antes da morte política de Serra, chegava ao fim o modelo político pós-constituinte, pelo fracasso absoluto das principais lideranças, tanto Serra, Aécio e FHC, aderindo ao discurso de ódio, quanto Lula e Dirceu aderindo à real politik do presidencialismo de coalizão.

Gnomos que nem Michel Temer, pigmeus como Sérgio Moro,  a Hidra de Lerna do bolsonarismo, foram apenas parasitas que cresceram nas entranhas de um modelo político que havia apodrecido.

 

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Leia também:  Memória: mutuários, o primeiro movimento civil contra a ditadura

28 comentários

  1. Fim de uma Era. FHC, Aécio, Serra e aqueles que giravam em torno desse escpectro chegam ao fim e sem fôlego. Em suas palestas, Fernando Henrique Cardoso sempre acusa o PT de corrupção e de ter levado o Brasil ao bolsonarismo e diz que ele e o PSDB não se deixaram corromper. Que se chegue a Serra e seus laranjas, muito bem, mas ha também Aécio, que o inquérito patina, FHC, Aloysio Nunes e outros que não serão investigados realmente, muito menos julgados.

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    • Torço intensamente, Maria Luisa, que estejamos realmente a assistir o fim da era de FHC, Serra, Aécio e sua súcia de entreguistas na mentalidade e hipócritas nos procedimentos. Mas já vivi muito para não acreditar facilmente em meus devaneios. Essa turma que, hoje, pensamos estar em apuros agiu livremente durante décadas, protegida pela “justiça”, pelo Ministério Público e pela mídia hegemônica, que poupou a todos. No caso de Serra e de sua “inteligentíssima” filha, as estripulias já eram do conhecimento há anos, denunciadas sem sucesso em sites de esquerda. Denúncias que nunca progrediram.
      Agora, desconfio muito da motivação do MPF em sua ação contra Serra. Acho que tudo, como soe acontecer ao partido dos inimputáveis, não vai dar em nada. Vai haver liminares aqui e acolá, mudanças de instâncias, determinações de novas investigações etc. Tudo isso, esgotando ao máximo os tempos para cada ato, de forma a que se chegue à desejada prescrição. Quem poderia fiscalizar o andamento? A mídia hegemônica, aliada fanática dos citados. Basta ver a tentativa de “esconder” o caso e o alvoroço com que alguns de seus expoentes estão a defender os acusados e a criticar o MPF. Lembra até o modo como tal mídia agia quando aparecia (ou ainda aparece) qualquer falsa acusação contra Lula. Só que ao contrário.

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      • Enquanto não atingirem o “príncipe de pés de barro”, FHC, que fará cair por terra, toda a mentira que envolve essa podridão, PSDB, nada surtirá efeito

  2. Um dos problemas do Brasil é que o sistema político partidário impede renovação de quadros. Não falo em questão de idade, mas de ideais novas. Entre 94 e 2018, a esquerda só teve Lula como candidato viável; do outro lado, houve quase que um rodízio entre Serra e Alkimin. No caso da presidência da república, o único jeito pra estimular que partidos dessem condições a surgir novos nomes seria a limitação de 2 mandatos para presidente, como nos EUA. Veja a situação do PT = é que nem um clube de futebol que sabe que seu camisa 10 está impedido de disputar jogos por um doping forjado e olha pro banco e não tem ninguém a altura – e aí lembra que neste tempo todo não preparou alguém para substituir seu craque ( e Haddad não é esse substituto a altura )

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  3. a katana uLULA: é engraçado o enorme volume de provas: contas com fotocópias de passaportes, assinaturas, obras de arte, apartamentos me Paris, etc. e não há uma única prova material contra o Lula senão o Taj Mahal. com todo o respeito ao jornalista, mas não h’a prova material contra o metalúrgico. salvo uma narrativa obsessivamente preconceituosa impressa in folio… soma-se a isso a verborragia raivosa de ciro gomes, uma vez ministro da integração social. o Brasil é uma país feérico.

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  4. Discordo totalmente da afirmação que a geração falhou incluindo Lula, que foi o melhor Presidente que o país já teve.

    O republicanismo ingênuo de Lula não apaga seu bom governo e não se compara aos engavetadores gerais de FhC, da blindagem do MP e da midia golpista ao PSdB, das facatruas da farsa a jato e ao grande acordo nacional com supremo com tudo de Temer e Juca que, com Moro e lavajateiros pariu Bolsonaro.

    O que falta é uma nova geração a altura de Lula, pois como se vê nos filhos dessa geração falhada, ainda não se tem

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    • Lula é um grande líder, sem dúvida – por isso o termo republicanismo ingênuo não cabe ao se falar de Lula. No caso dele, é possível argumentar que ele e JK tiveram a mesma tática em relação à nossa elite miserável. JK decidiu criar o Brasil industrial – e a elite da época, para permitir que ele fizesse seu projeto, obrigou que ele não mexesse na realidade rural do país, praticamente ainda na idade média, e onde boa parte da população ainda vivia. Por sua vez, Lula deixou claro que não mexeria com o rentismo – e isso possibilitou que ele ficasse no governo e pudesse pegar os frutos da sua habilidade em conduzir o país na crise de 2008 e investir no social numa escala antes nunca vista. Provavelmente Lula e JK responderiam aos que criticassem sua postura de não atacar os privilégios da elite de sua época : “Se eu fizesse isso, não terminaria o mandato e não teria feito o que fiz pelo país”

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      • Joel Lima: é sério que você ainda acredita em toda esta farsa e fantasia? JK, lacaio da República de Juiz de Fora, sob o comando de Tancredo Neves, familiar do Ditador Fascista. Que luta nas suas trincheiras ao lado de Filinto Muller, contra a Revolução Libertária, Democrática, Republicana e Constitucionalista de 1932? Quais Elites que se sustentaram e permaneceram desde o Golpe Civil Militar Ditatorial Caudilhista Absolutista Assassino Esquerdopata Fascista de 1930? Por favor cite nomes? O Brasil a partir de 1930 é regido pelas Elites, Lacaios e Nepotismo Fascista. Seu parceiro de Golpe, o Nazista Dutra, substituído pelo seu lacaio (aqui apresentado) JK. Depois por seu cunhado João ‘Jango’ Goulart. A tal Redemocracia retornando o Projeto Fascista pelas mãos de seus Familiares e Nepotismo de Leonel Brizola e Tancredo Neves. Tancredo Neves, avô do criminoso aqui descrito Aécio Neves. Parceiro de 1.a linha deste tal pária “Socialista AntiCapitalista” José Serra. José Serra de USP (1934) e UNE (1938). Parceiro de Aloísio Nunes Ferreira (USP). Terrorista Socialista totalmente AntiCapitalista. Aqui também evidenciados, nesta “Construção Redemocrática” Michel Temer de USP e OAB (1930), juntamente com FHC (USP) e outro parceiro de vida criminosa, José Amaro da Silva Ramos, também da USP. Toda quadrilha intercalada entre Satélites e Arquitetos da Ditadura Fascista de 1930?!! Mas não é muita coincidência?!! Mas esta tal “Elite” que tanto atrapalha o Brasil nestes 90 anos deve ter surgido de Marte? Ou de algum outro planeta? Esta tal Elite quer acabar com a Biografia de sujeito tão integro, não é mesmo? Pobre país rico. Dom Sebastião um dia retornará. Mas de muito fácil explicação.

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  5. Se o fracasso estivesse restrito apenas a lideranças políticas teríamos saída rápida para a crise. Mas no Brasil as instituições do Estado estão todas corrompidas. Recorte do Brasil hoje: a imprensa não dá manchete sobre o caso Serra, um membro do Cnmp pediu vistas e suspendeu o julgamento do power point/dallagnol/lula, o presidente manda abolir o uso de máscaras nas igrejas e procura um ministro da educação para abolir a educação. Nessa semana meu cunhado num tratamento de câncer contriu covid e morreu. Foi preciso a familia chamar a atenção dos medicos para o caso pois o dignostico era que um câncer osseo em uma semana produziu dois tumores imensos que lhe tomaram o pulmão e o sufocaram. E ele já tinha passado por medico por causa de dor na garganta e falta de paladar. Ontem a noite eu ouvi um disco do extraordinário Yo Yo Ma chamado Obrigado Brasil. Nesse trabalho o genial musico agradece o Brasil por ter musicos como Pixinguinha, Waldir Azevedo, Tom Jobim, Vila-Lobos, Cesar Camargo Mariano, Jaco do Bandolim, Camargo Guarnieri etc. Hoje eu olho para um céu azul num inverno brilhante e cheio de flores coloridas em contraponto com inumeros paises que tem um inverno cinza e estéril. Por que somos tão desigual, tão indiferente com o sofrimento do próximo e sem perspectiva de construção de um pais civilizado?

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    • E eu deixei de citar o Exercito (outra instituição podre) administrando a cloroquina estocada aos indios, os bares do Leblon lotados,o morra quem morrer e a recomendação de Bia Doria para que não se alimente ou aqueça moradores de rua.

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      • Ouvi em algum lugar que Jesus Cristo designou Ismael para cuidar do Brasil. Com os exemplos citados, coitado do Ismael, vai ter muito trabalho.

      • Com essa elite miserável, Vera, o país não tem como mudar. Um país que teve por tanto tempo a escravidão faz com que a vida seja algo de pouco valor. Nem deveria se estranhar essa indiferença às mortes por corona. Há décadas somos o país que mais mata no trânsito, mais assassina pessoas não estando formalmente em guerra e tantos outros dados vergonhosos. E nada é feito de verdade para mudar isso. A vida vale muito pouco aqui, infelizmente.

  6. E aquela sorveteria diletto? Não foi muito suspeita essa negociação que envolveu a Veronica serra e grandes empresários liberais, mas que sempre receberam o melhor que o Estado pode dar?

  7. Discordo totalmente da finalização do artigo em que são equiparadas no fracasso o PSDB e o PT. O PSDB hoje apoia o governo Bolsonaro que tem uma política genocida com relação as minorias e no enfrentamento a pandemia. O PT, com todos os erros, incorporou em seus governos as conquistas civilizatórias que os líderes do PSDB, em troca de propina, se juntam a extrema direita para soterrar.

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  8. Geração que falhou? Não falhou não !!! Projeto de enorme sucesso. A continuidade e preservação do Estado Ditatorial Caudilhista Absolutista Esquerdopata Fascista e todo seu AntiCapitalismo de Eugênio Gudin. Vargas, Prestes, Dutra, Gudin, Tancredo, Brizola, Jango, OAB, USP, JK, Federais, UNE, Trabalhismo e Sindicalismo Corporativista Pelego, MEC,.. Caro sr. Nassif, de USP e República de Juiz de Fora, também? Ou é apenas coincidência? A farsa de ‘ Honestidade Ilibada de AntiCapitalismo, que faria Política de outra forma, sem pretensões e interesses pessoais ou financeiros, com toda uma estrutura socialista e socializante ‘ construíram estes 40 anos entre Bandidos e Crimes. Agora que a Imprensa descobriu a Quadrilha? Sabemos da tal Quadrilha desde dos tempos do Fascista. Inacreditavelmente conseguiram voltar à ativa numa fraudulenta Redemocracia. A Verdade, somente agora, entre túmulos e decrépitos? Parabéns a Enganadores e Enganados. Parabéns pelo país que ajudaram a construir e preservar nestas 9 décadas, remodeladas nestes últimos 40 anos. Se esbaldem com a paisagem. A culpa deve ser dos outros. Parabéns.

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  9. Nassif corretamente coloca no mesmo saco FHC, Lula, Serra, Aécio e Zé Dirceu.
    O que Nassif chamou de “real politik do presidencialismo de coalizão” é um eufemismo para corrupção. Este é o caminho mais fácil para manter-se no poder.

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  10. Ele foi preso? Não. A filha foi presa? Não. Os 40 milhões é o total que foi desviado? Se procurarem aí uma entrevista desses “operadores” ( eufemismo utilizado pelo mídia para larápios, corruptos, safados, ladrões, quando não quer melindrar) um diz que era tanto dinheiro que tinha uma casa num bairro chique só para guardá-lo, depois de uma batida da PF sabemos que 50 milhões só precisam de 3 malas…logo….
    Toca o enterro, que está tudo como antes no quartel de Abrantes……..a ópera bufa prossegue…….

  11. O que o presidente Lula tem a ver com a roubalheira do psdb, careca e sua filha? Ele tambem é culpado? A filha é dele? Nao consegui entender por que o presidente Lula foi parar nesta reportagem?

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  12. FHC é um dos seres humanos mais cínicos que já existiu. Fez fortuna com as “privatizações” e ate comprou apartamento em Paris. Quem sabe dos podres desse vagabundo é Sérgio Mota, Daniel Dantas e Eliezer Batista. O estado de S. Paulo é há décadas assaltado pela quadrilha de bandidos que é o PSDB.

  13. Gostaria de registrar a minha objeção ao estabelecimento de uma certa similaridade “no fracasso”, como membros de uma “geração que falhou”, entre FHC, Serra etc. e Lula. Por favor, esse nomes não cabem na mesma frase! De um lado políticos personalistas, sem base popular, representantes das classes dominantes, que presidiram a deterioração do Estado brasileiro, realizaram a “privataria” amplamente documentada (cf. livros de Aloisio Biondi e Palmério Dória), praticaram uma política externa de total submissão aos interesses dos EUA; do outro um um representante das classes trabalhadoras, levado ao centro da política nacional por meio de amplos movimentos sociais que desaguaram na formação e consolidação do PT, que presidiu governos de conciliação social visando, ainda que modestamente, promover avanços sociais, criando e fortalecendo um embrião de “Wellfare State”, apoiando a indústria nacional e a criação de empregos para brasileiros e promoveu consistentemente a dignidade da nação brasileira com uma política externa, soberana, “ativa e altiva”. Qualquer semelhança não é nem coincidência, parece-me mais um equívoco retórico.

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  14. Nassif, uma correção de natureza jurídica, se me permite.

    O Artigo citado não é o 194 da CF, mas o 164, p. terceiro, que possui realmente a redação mencionada. Ocorre que, pelo menos no mínimo desde 2003, o STF já entendia ser possível que Bancos privados controlassem as folhas de pagamento de servidores públicos:

    Constitucional. Estados, Distrito Federal e Municípios: disponibilidade de caixa: depósito em instituições financeiras oficiais. CF, art. 164, § 3º. Servidores públicos: crédito da folha de pagamento em conta em banco privado: inocorrência de ofensa ao art. 164, § 3º, CF. [Rcl 3.872 AgR, rel. min. Carlos Velloso, j. 14-12-2003, P, DJ de 12-5-2006.]

    O que deveria permanecer em instituições oficiais (Bancos Estaduais ou CEF, BB) seriam as disponibilidades de caixa. O que continua da mesma forma. A “venda” da folha já é prática relativamente antiga na administração pública.

    Acho que o motivo da preocupação do Santander podia ser, possivelmente, eventual entendimento contrário do TJ ou do TCE em SP ou mesmo eventual obstáculo no BACEN, que é quem autoriza essa compra/fusão de instituições financeiras.

    No mais, embora tardia, não dispensa comemoração a derrocada do Serra. Quanto mal esse homem fez ao país.

  15. Bem interessante ver o trajeto dessa grana toda. Agora falta expor o Aloysio. Triste fim de quem já militou pela justiça social…
    Mas quero registrar meu incômodo pela foto escolhida. Lula, FHC e o banqueiro Safra de quipá (o solidéu dos judeus), se não me engano em cerimônia pelos mortos no Holocausto. Sugere uma associação subliminar entre poder, judeus e dinheiro, em uma reportagem sobre dinheiro ilícito. Como judeu, fico incomodado pela escolha, ainda mais em época de afloramento do racismo, antissemitismo, homofobia e outras formas de preconceito. Não faltam fotos destes personagens para ilustrar a matéria. Bola fora, para dizer o mínimo.

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  16. Bem, então a lava-jato e o MPF são de verdade? Não foram algo montado pelos “conservadores que odeiam o povo” para caçar Lula e o PT? Não pararam de trabalhar quando aconteceu o impeachment da Dilma, quando Lula foi preso… Após o impeachment vários blogs de esquerda diziam “engraçado, né, a lava-jato agora parou, o Moro sumiu… que coincidência né?” E a lava-jato agora conseguiu chegar no Serra! A lava-jato continua pegando corruptos? Que bom!

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