Jornal GGN – Carla Zambelli (PSL) tentou ajudar Jair Bolsonaro e acabou implicando ainda mais a situação do presidente. Após reportagem do Fantástico, na noite de domingo (27), a deputada usou as redes sociais para tentar jogar panos quentes nas acusações de Sergio Moro. Mas, na prática, ela acabou revelando que também pediu informações privilegiadas sobre investigações da Polícia Federal ao seu padrinho de casamento. E acrescentou que Bolsonaro queria informações de interesse sobre ele, e não sobre “inimigos políticos”.
“O ponto é que ele (Bolsonaro) falava que gostaria de ter acesso a informações relativas a ele, não contra outras pessoas. Um é a tentativa de assassinato a ele, que até hoje não se descobriu o mandante. Ele não queria que a PF repassasse informações sobre o José Dirceu, por exemplo. O que ele queria eram os últimos acontecimentos do país dentro de cada órgão, aquelas (informações) que podem se tornar públicas. Por que ele pode saber informações de outros órgãos, e não da PF?”, comentou.
Já Zambelli pediu a Moro informações sobre investigações contra o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. “Eu mandei para ele (Moro), mas não era uma cobrança. Eu descobri que a investigação contra o Maia não está parada no STF, mas sim na PF. E por que está parada na PF? Eu estou investigando o Maia. Já declarei que sou inimiga dele e vou tentar pegá-lo”, acrescentou.
A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito contra Bolsonaro, para investigar as acusações de Moro. O ex-ministro da Justiça saiu do cargo alegando que o presidente quer mudar o comando da PF e outros cargos estratégicos nos estados para ter acesso a informações privilegiadas.
Bolsonaro pode ser responder por obstrução de Justiça, organização criminosa e advocacia administrativa. Se não houver provas do que diz, Moro pode ser processado por calúnia.
Schell
27 de abril de 2020 4:14 pmBem, o desMoronado será processado por calúnia se o bolsonazi fizer alguma queixa, caso contrário, o assunto morre aí. Não cabe a terceiros defender a honra de quem quer que seja, só a quem se julgar ofendido.
Em relação ao restante, cabe ao decanoemcanonadafezatéhoje abrir o inquérito e mandar ver enquanto não é substituído pela idade.
Maria Carvalho
27 de abril de 2020 10:53 pmE ele será substituído, justamente, por um indicado pelo presidente.
Esse indicado ficará na relatoria dos processos contra o presidente?
Se for…
Jeferson
27 de abril de 2020 4:56 pmSerá que Zambelli e Moro combinaram aquela conversa por celular, pra que o moço de Curitiba pudesse sair por cima? Não duvido de mais nada.