A Amazônia está perdida, o que podemos fazer salvá-la?
por Fábio de Oliveira Ribeiro
O filme Robocop 2 (1990) inicia com um clipe de notícias, uma delas é o terrível acidente que ocorreu na usina nuclear localizada na floresta Amazônica. Essa cena aparentemente ingênua pode ser interpretada como um alerta para a indevida exploração e industrialização da região norte do Brasil.
Na Rússia, a indústria do cinema “made in USA” é considerada uma divisão de entretenimento do complexo industrial militar dos EUA https://www.rt.com/news/
Essa inevitabilidade já pode ter se tornado realidade. O Pentágono nunca age por impulso. Portanto, os planos de guerra para a conquista daquela parcela do território brasileiro, por razões humanitárias ou em virtude da necessidade de proteger o meio ambiente, já devem ter sido elaborados há algum tempo.
Não por acaso há décadas o Exército brasileiro alimenta essa paranoia. Quando a internet começou a se tornar uma realidade no Brasil, os militares espalhavam desinformação sobre livros escolares que ensinam as crianças norte-americanas que a Amazônia é internacional. Na atualidade o Ministério da Defesa considera a França como um inimigo em potencial em virtude do governo francês insistir em debater o status da região amazônica. Ao fazer exercícios militares contra a Venezuela, o Brasil também mostrou seus músculos, poder de fogo e capacidade operacional para os gringos.
É uma ilusão acreditar que a paranoia dos militares brasileiros vai afastá-los de Boldonaro. O mais provável é que eles se sintam ainda mais seduzidos pelo ódio insano que ele desfila contra índios, ecologistas, ONGs estrangeiras e a “quinta coluna” esquerdista.
Joe Biden foi apoiado por Henry Kissinger, como bem lembrou George Galloway na RT https://t.co/i1FNAgnnrS. Kissinger é, sem dúvida alguma, o maior teórico e entusiasta do imperialismo militar norte-americano. Ele nunca se deixou sensibilizar por qualquer tipo de pudor ou consideração humanitária.
A proximidade entre Biden e Kissinger pode significar que a tragédia Amazônica está começando. Sob a ótica dos gringos, nesse momento não faria qualquer sentido gastar dinheiro para forçar uma mudança de regime na Venezuela de Nicolas Maduro sem aproveitar o esforço de guerra na região para arrancar a Amazônia do Brasil das mãos de um pequeno mafioso como Bolsonaro.
Portanto, não adianta o governo fazer propaganda. Só existe uma maneira de interromper essa dinâmica: Rodrigo Maia deve despachar favoravelmente os pedidos Impeachment contra Bolsonaro. O prazo de validade do mito acabou. Ele tem que ser afastado do poder o mais rápido possível.
O fato de Bolsonaro ser inimigo mortal de Maduro pode ser aproveitado pelos norte-americanos. Eles nem precisam plantar as sementes da discórdia na América do Sul. Uma colheita em grande escala já se tornou possível.
É claro que seria possível explorar os conflitos e contradições nos EUA para neutralizar o impeto imperialista da Casa Branca. O problema é que a eficácia da diplomacia brasileira foi anulada em virtude dos surtos esquizofrênicos de Ernesto Araújo. Com ele no comando do Itamaraty o Brasil será derrotado antes da nossa diplomacia trabalhar para evitar o primeiro tiro.
No mundo real nosso país provavelmente não teria condições de fazer uma guerra contra os gringos. Mas no mundo das aparências é possível sobrepujar qualquer inimigo derrotando-o antes da batalha como diz Sun Tzu. A única contramedida eficaz para combater uma encenação diplomática-militar dos EUA que resulte em guerra na Amazônia é uma encenação política que fortaleça o Brasil e favoreça a paz.
Se quiser evitar a guerra e conservar a soberania sobre a Região Norte nosso país deve se livrar de Bolsonaro e usar o Exército para restabelecer a normalidade e a percepção de normalidade na Amazônia. Os militares devem proteger os índios e a floresta e, sobretudo, expulsar os madeireiros, mineradores e agricultores bolsonaristas que avançam sobre o território cobiçado por potências estrangeiras.
Caso isso não seja feito tudo estará perdido. O isolamento diplomático do governo, a imbecilidade da diplomacia de Ernesto Araújo e a irresponsabilidade brasileira serão usadas para criar uma cortina de fumaça densa o bastante para disfarçar as pretensões territoriais dos EUA.
Zé Sérgio
15 de novembro de 2020 9:47 amNeoColonialismo Ambiental. Grande parte da Elite Esquerdopata Tupiniquim aceita e apoia esta ideia, como lemos em diversas Matérias. Ainda bem que é um pesadelo de 90 anos que está chegando ao fim. Obrigado por nada.
degas
15 de novembro de 2020 11:15 amA única posição nacionalista que se pode ter em relação a esse tema é que ele pertence exclusivamente ao Brasil, independente de quem esteja no governo ou de qual seja a sua política para a região. Pensando com o fígado partidário, no entanto, o autor quer aproveitar a cobiça estrangeira para, antes de tudo, derrubar o presidente que não lhe agrada sem ter o trabalho de vencer uma eleição. Além de antidemocrática em sua essência, essa defesa escancarada do golpe esquece de pelo menos três coisas:
1 – Bolsonaro tem razão quando diz que governos anteriores foram irresponsáveis ao permitirem que tribos silvícolas fossem tratadas como nações quase independentes e abrirem a Amazônia para uma chusma de ONGs e similares controladas por forças as mais diversas.
2 – Seria muito difícil “se livrar de Bolsonaro” sem eleição. Alguém acha que ele aceitaria ser derrubado na mão-grande numa boa? Que não haveria uma forte reação da sua base? Que essa reação não poderia envolver as PMs e ao menos setores das próprias FFAA? Esse conflito seria o caminho certo para um enfraquecimento do país. O que só interessaria a quem quisesse tomar a Amazônia.
3 – Se o problema dos estrangeiros fosse árvore, todos estariam reflorestando seus países feito loucos e em poucas décadas teríamos várias Amazônias por aí. A lógica aqui é a do chantagista, pagou uma vez já era. Aliás, eles só estão falando grosso agora porque antes teve quem abaixasse a cabeça e aceitasse todas as imposições e discursos que faziam sobre a Amazônia. Teve e tem, a imprensa está cheia de inimigos do país fazendo esse jogo. E é evidente que Bolsonaro os incomoda. Mas se você retirá-lo e der o X que os interessados em tomar a Amazônia pedem, amanhã eles pedirão Y. Se der Y pedirão Z. É de uma ingenuidade atroz pensar o contrário.
Sidnei Arantes
15 de novembro de 2020 12:41 pmO brasil é uma colônia por desejo da “elite” brasileira e pela burrice da classe média, antes de mais nada.
A saída seria, seria, desenvolver os sub nucleares, os caças grippen e acima de tudo ter uma bomba nuclear. Tudo viável. ( Quase que entregamos os grippen para a boeing).
Mas, temos os milicos, a lava jato e o “judiciario”. Eles querem que o brasil se torne um Porto Rico, um Porto Ricão! ( ou uma Colombiona, com suas milicias).
Eles querem e se hipnotizarm pelo toque de bumbo que a midia impõe no dia a dia. Esse toque de bumbo que nos faz marchar rumo ao inferno.
E vamos indo pra lá, com maçonaria, com tudo!
Enfim, entregamos a base de Alcântara e o cumulo da vingança- me perdoe viajar agora- seria fechar as forças armadas, essa porra!, de uma vez.
Economizar esse dinheiro do orçamento para saciar essa elite cada vez menor e mais hipócrita.
A Globo ganhou do Brasil.