10 de outubro de 2026

A urgência e o fascismo ‘fungam no cangote’, por Marcelo Karloni

Una tecnologias de monitoramento, rastreamento, vigilância, IA e concentração de riqueza. Acrescente ódio, intolerância e preconceito...
Foto de Nathalia Arantes - Brasil de Fato - Reprodução

Brasil enfrenta eleição de 2026 considerada decisiva para impedir retrocessos e avanços de agendas autoritárias.
Autor alerta para risco de distopia com fascismo, vigilância tecnológica e intolerância crescendo no país.
Congresso futuro pode controlar STF e impeachments, ameaçando a democracia; urgência na mobilização é destacada.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A urgência e o fascismo ‘fungam no cangote’. Eleições 2026 no Brasil

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

por Marcelo Karloni

Cansei. Indiscutivelmente, o Brasil está diante da eleição que, novamente, é a das nossas vidas. Quem está no nosso campo já conhece a expressão e o seu significado. Afinal, desde 2010 tem sido assim.

Naquela, a luta era para impedir retrocessos que adviriam de setores do PSDB, notadamente. Mas a urgência sempre esteve no nosso “cangote” (nuca, aqui no Nordeste).

Esteve no PETRÓLEO É NOSSO e esteve, nos anos 1990, no impedimento de Collor. Essa urgência se reinventa sempre. Estamos lidando com uma e eis que surgem outras…

A urgência do momento é ainda mais “urgente” (que redundância! O português deixa? Deixarei assim, pois é urgente terminar essa palavrinha com vocês). A URGÊNCIA, meus caros e minhas caras, é a possibilidade de a distopia virar realidade.

Não é exagero. Além dos retrocessos, haverá avanços. Sim, avanços de agendas fascistas, dogmático-religiosas, e o neoliberalismo será pequeno diante do que o capitalismo deseja legar ao mundo. Una tecnologias de monitoramento, rastreamento, vigilância, IA e concentração de riqueza. Depois, acrescente ódio, intolerância e preconceito…

Tem-se aí o mundo feito paraíso de gente má, cruel e sanguinária. Ou achamos que estamos ainda disputando com o PSDB de FHC, de Alckmin ou de Temer? Não, meus amigos e amigas… estamos lutando por nossas vidas.

Achamos mesmo que o único problema com que teremos de lidar é o preço da cesta básica e a paralisação da reforma urbana ou agrária? Assim como nos anos 30, na Alemanha, ou nos anos 60, no Brasil, não há perseguição e encarceramento nos primeiros movimentos…

Sabe por quê? Porque é preciso justificar antes o injustificável e… falarei baixinho… “criar a engenharia necessária para eliminar vozes e, em poucos anos… vidas!”

Eu, honestamente, não sei por que ainda há tanta gente de esquerda sem esse “santo” desespero. A natureza dotou as espécies animais, dentre as quais o homem, de um dom: o medo. Joga adrenalina para a fuga ou a luta. Abre as pupilas, acelera o coração para irrigar as extremidades do corpo… A decisão após o medo é fugir, caso o perigo seja maior do que se possa enfrentar, ou lutar uma última vez para exterminá-lo.

E não nos enganemos: esse Congresso que vem aí, controlando indicações do STF, processos de impeachment e reformas… virá para nos tirar do jogo. Exagero?

O tempo dirá.

Há uma expressão bem comum aqui no Nordeste que resume situações extremas… “Estamos lascados”, se diz assim. Mas há outra que aponta para o que o nosso país precisa, e com essa termino.

É hora de arrochar e acertar na “titela” da corrente fascista. É ela ou nós. A urgência está ou não no cangote, macho?

Marcelo Karloni é docente da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) no Campus Arapiraca (Curso de Arquitetura e Urbanismo), doutor em Dinâmicas Territoriais do Desenvolvimento e Regionalizações pela UFPE e membro da Coordenação Nacional da Rede BrCidades. 

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: https://www.catarse.me/JORNALGGN “

BrCidades

Também cabe a nós compreender como se materializa nas cidades a desigualdades de classe, raça e gênero. Isto para sabermos ouvir as vozes dos personagens que entram em cena e protagonizam um novo ciclo de lutas

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Recomendados para você

Recomendados