10 de junho de 2026

A classe média tradicional e a necessidade de impedimento da candidatura Lula, por Alexandre Tambelli

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A classe média tradicional e a necessidade de impedimento da candidatura Lula

por Alexandre Tambelli

Não se pode dissociar o convívio social na classe média e médio-alta tradicionais do Judiciário que quer arbitrariamente retirar a candidatura Lula da Eleição.

Não se trata apenas de uma arbitrariedade no campo Jurídico, é um processo doentio, uma realidade paralela, um processo de bolha social dos magistrados que leva ao procedimento fora de qualquer amparo nas leis do País, e é histórico.

É um ódio de classe, onde os membros do Judiciário reverberam as suas próprias vontades, os seus próprios ódios, as suas próprias necessidades de autoafirmação perante as derrotas sociais continuadas, quando a maior parte da população anda de lado desse mundo negativo, anti-povo e fabricado na falsa ideia de “predestinação”, de “direito divinatório” e de “exclusividade merecida”.

As classes média e médio-alta tradicionais, de onde nascem e habitam os magistrados e algozes dos brasileiros pobres e da classe trabalhadora braçal, não habitam a mesma realidade do brasileiro comum, são pessoas presas em seus condomínios-fortaleza e suas casas blindadas, com alarmes, cercas elétricas, pitbulls e seguranças na constante paranoia do medo e da fuga do Brasil real, a que pensam não pertencer e nem sabem existir.

Essas pessoas habitam um mundo fechado, onde a vida se resume ao comezinho da ordem dos afazeres: casa, trabalho, consumo e lazer com os amigos e tudo materializado na autoimagem, nas posses e na pose e no olhar de esgueio e preconceituoso contra os que não chegaram ao patamar de elegância deles ou não vivem o fabricado glamour da falsidade/do falseamento do mundo, onde se conhece do Brasil, apenas aquilo que não possa ferir a vaidade das pessoas de “ben(s)” e o que sai nos jornais da Globo e Globonews, porque a vaidade não permite admitir a diversidade nem a pobreza real, a da brutal desigualdade social brasileira.

Quem não pode vencer por ser pouco importante como ser humano, por não ter brilho nos olhos, por não olhar acima do seu próprio umbigo não vai conseguir abandonar a própria doença a que está acometido, porque do mundo só enxerga um cotidiano mecânico e voltado para o benefício dos seus e a exclusividade no cotidiano das coisas que deseja fazer e possuir, mesmo que à custa da exclusão, da fome, da pobreza absoluta e morte de muitos dos brasileiros.

O que fazem com Lula é o espelho do ódio de si mesmos, porque não são capazes de alcançar o mesmo respeito, sucesso e status mundial do nosso Eterno Presidente, é a resposta a própria ignorância e ao próprio desígnio de não terem, sem a falsificação do currículo, da fama e do “Poder” espaço para competir com a inteligência muito acima da média de Luiz Inácio Lula da Silva. É se auto enganar para não precisar se ver no espelho e descobrir o mais óbvio: não valem tostão furado na História brasileira e no coração dos brasileiros, além, bolha social em que vivem e da fabricação midiática de heróis de barro que derretem igual sorvete com a exposição ao Sol.

E sendo uma derrota continuada para Lula e o Povo, pela ignorância e insignificância para além da bolha, se resolvem no arbítrio, na própria destituição da derrota via golpes atrás de golpes.

É o que sobra para quem não pode competir com a inteligência e sabedoria de Lula, um homem do povo, e do Povo: o arbítrio.

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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2 Comentários
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  1. OP

    31 de agosto de 2018 11:06 pm

    constrangimento

    Tenho um conhecido que é engenheiro eletrônico. Vive constantemente viajando pelo mundo a serviço e, também, por lazer. Ele diz que de todas as classes médias que observou pelo planeta, a que se aproxima da classe média brasileira, apenas se aproxima, é , por ironia do destino, a classe média da Russia. Mas nada, nem de longe, que possa ser comparado a um coxinha brasileiro, até porque, se puxarmos pela memória, lembraremos que a escravidão terminou há mais ou menos 130 anos, o que é um nada em termos históricos. Mas a classe média também está passando um sufoco danado. Outro engenheiro que conheço, coxinha até o ultimo osso, dias atraás foi chamado “pelo patrão” e, após um lero lero, foi -lhe dito qye os beneficios seriam reduzidos  em razão disso e daquilo!!!! Resultado concreto, perdeu 1/4 do salário e previdência pública,  mas, mesmo assim, sem constrangimento algum, disse que a culpa é da Dilma!!! A tal de Landau tambéem falou isso há alguns dias. Estou aprendendo a nem respirar quando essa gente abre a boca!!! Dá azia!!!

  2. Eduardo Ramos

    1 de setembro de 2018 1:44 am

    Parabéns, Alexandre!!! Assino

    Parabéns, Alexandre!!! Assino junto cada palavra……. É exatamente esse o problema central de nossa sociedade: A DOENÇA PSICOSSOCIAL DO NARCISISMO DE CLASSE, que levada a paroxismos, cega, fanatiza e traz por fim o nojo e o ódio na alma das pessoas enfermas. 

    Nosso Judiciário e MP são oriundos dessas classes sociais, as representam, são capazes de deixar de lado toda a dignidade pessoal e profissional para seguirem seus mais baixos instintos. É a prevalência da DOENÇA sobre o quer é saudável, é a loucura em estado bruto.  O que você chama de “bolha” – com absoluta propriedade – é exatamente o que quero afirmar quando uso os termos “aquário” e “mundo-matrix” – o mundo onde vive esse pobre, perverso e tosco rebanho humano…..

    Como pergunta o Nassif, e estendendo a pergunta:  O que quer a Globo com isso? O que querem essas pessoas com isso…? Onde pensam que chegarão com esse advento, o caos absoluto? É de desesperar a qualquer um minimamente lúcido….. 

    Abraço fraterno!!!!  

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