26 de outubro de 2026

O novo ciclo político e econômico do Amazonas, por Augusto Rocha

A sinergia entre o governo do Amazonas e o governo federal, que ressurge das urnas, pode iniciar ciclo de crescimento sustentável relevante.
Manaus - Largo São Sebastião - Reprodução WhatsApp

O Amazonas pós-eleição 2026 inicia ciclo de crescimento com Omar Aziz focado no potencial industrial do Estado.
Sinergia entre governo do Amazonas e federal pode impulsionar indústria e melhorar IDH no interior do Estado.
Desafio na transição legislativa pode afetar pautas executivas; jovens elegeram agenda renovadora e digital.

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O novo ciclo político e econômico do Amazonas

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por Augusto Cesar Barreto Rocha

              O Amazonas que surge após a eleição de 2026 tem um potencial de crescimento exponencial para o ciclo que se inicia em 2027. O Governador eleito, Omar Aziz, substituirá um governo que veio de dois mandatos, onde não tinha como prioridade o potencial industrial do Estado, por ter sido eleito com uma pauta distinta. Felizmente, neste período de transição, há uma estrutura de governo que possui o assunto na mesa de prioridades para a transição.

              A sinergia entre o governo do Amazonas e o governo federal, que ressurge das urnas, pode iniciar um ciclo de crescimento sustentável muito relevante. A atividade industrial do Estado poderá ser potencializada pela reforma tributária. Os projetos de governo desenvolvidos pelo candidato eleito do Estado são ambiciosos. Uma parceria com o governo federal, que talvez nunca tenha sido experimentada pelo Amazonas, pode potencializar uma mudança no cenário de baixo IDH do interior do Amazonas. Os votos expressam este anseio. Veremos se a estrutura política e executiva conseguirá construir as forças no legislativo federal e estadual para fazer estas transformações desenvolvimentistas.

              O cenário nunca é perfeito, mas, para os que pretendem proteger a Amazônia, industrializar o país, reduzir as desigualdades regionais e ampliar a soberania nacional, foi construído um arranjo político executivo para isso, tanto no Brasil, quanto no Amazonas. A população do Estado brasileiro elegeu esta estrutura, com uma força política desenvolvimentista, com sustentabilidade, que reforçará a indústria. O cenário negativo e que merecerá atenção de quem analisa políticas públicas será a transição de forças no legislativo, pois as estruturas eleitas deste poder apontam em direção distinta. A arte da política terá que ser exercida para que as pautas executivas sejam preservadas.

              Como se viu na eleição, tudo indica que o caminho do digital será a mudança a ser encarada. Fora disso, prevalece a mentira, repetida a exaustão, que chega até a ter a cara, forma e estrutura no debate de verdades avassaladoras. O desrespeito pode ser a tônica. Precisamos encontrar um método novo de comunicar políticas públicas e a nova geração parece ter encontrado este caminho. Os jovens foram transformadores nesta eleição. Os jovens mostraram como fazer e elegeram uma pauta soberana, renovadora e inclusiva. Veremos se conseguimos ser vigilantes no mundo físico e no virtual. Veremos se seguiremos atuantes nos dois universos. Fora disso, voltaremos a um passado que não foi próspero para todos. É claro que cada um tem a sua preferência. Veremos o que o futuro nos reserva.

Augusto Cesar Barreto Rocha – Professor da UFAM.

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Augusto Cesar Barreto Rocha

Augusto César Barreto Rocha é Professor Associado da UFAM. Possui Doutorado em Engenharia de Transportes pela UFRJ (2009), mestrado em Engenharia de Produção pela UFSC (2002), especialização em Gestão da Inovação pela Universidade de Santiago de Compostela-Espanha (2000) e graduação em Processamento de Dados pela UFAM (1998).

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