21 de maio de 2026

Com margem para derreter, por Ricardo Mezavila

O Presidente Lula, candidato do PT à reeleição, estará em situação confortável para exercer seu quarto mandato.
Foto de Marcelo Camargo - Agência Brasil

Pesquisa Genial/Quaest indica liderança de Flávio Bolsonaro no 2º turno, mas com possível queda de 10% a partir de 16 de agosto.
Acusações contra Flávio incluem esquema de “rachadinhas” e suspeita de lavagem de dinheiro com imóveis e transações atípicas.
Conexões indiretas com milícia, como relação com Adriano Nóbrega, e influência de Bolsonaro em decisões judiciais são investigadas.

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Com margem para derreter

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por Ricardo Mezavila

Quando a propaganda eleitoral oficial começar, em 16 de agosto, início do horário eleitoral gratuito, o candidato do PL – Flávio Bolsonaro – que, segundo a pesquisa Genial/Quaest, lidera dentro da margem de erro o segundo turno, terá derretido, acredito, pelo menos dez por cento.

O Presidente Lula, candidato do PT à reeleição, estará em situação confortável para exercer seu quarto mandato. Essa análise é baseada na falta de informação que o eleitorado, não bolsonarista, mas de direita, tem de Flávio.

O marketing eleitoral de Lula tem em mãos um arsenal contra o candidato do PL. O caso das ‘rachadinhas’ é a acusação mais conhecida. Segundo investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro, assessores devolviam parte dos seus salários ao gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

O caso das ‘rachadinhas’ evoluiu para a ‘lavagem de dinheiro’, onde há suspeita de que os valores obtidos foram utilizados para a compra de imóveis e movimentações financeiras atípicas.

O caso da “lavagem de dinheiro’ acendeu o alerta e, relatórios do COAF, apontaram transações consideradas fora dos padrões.

Uma das revelações mais chocantes, para quem ainda não teve acesso ao submundo bolsonarista, com certeza, são as conexões indiretas com a milícia, como a relação próxima com o chefe do escritório do crime, Adriano Magalhães da Nóbrega, morto na Bahia em uma operação típica de ‘queima de arquivo’.

Flávio condecorou Adriano com a Medalha Tiradentes, a maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio, além de nomear como assessoras em seu gabinete, a mãe e a ex-mulher do notório assassino.

Alguns desses casos foram anulados quando Jair Bolsonaro era presidente e influenciava decisões judiciais, outros seguem em andamento na justiça e podem vir à tona assim que o atual senador e candidato saia derrotado e fique sem mandato.

Considerando todos esses fatos, a margem de derretimento do candidato Flávio Bolsonaro é grande, enorme, diria até incontornável.

Ricardo Mezavila – cientista político

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para dicasdepautaggn@gmail.com. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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