
Para que serve o populismo?
por Luís Felipe Miguel
O pensador liberal residente da Folha de S. Paulo, Hélio Schwartsman, condena hoje a ideia – que Lula lançou na entrevista ao jornal espanhol El Mundo – de um referendo revogatório dos retrocessos do governo ilegítimo ora no poder. Proposta, diga-se de passagem, que, caso mantida e levada adiante de forma consequente, representa um passo claro do ex-presidente para garantir um perfil popular e à esquerda para sua candidatura.
Schwartsman reconhece que o governo Temer “é um horror”. No entanto, está pondo “ordem na barafunda econômica legada por Dilma”. O referendo anunciado por Lula ameaçaria isso, sendo, portanto, classificado na categoria “flertes com o populismo”.
A menção a uma “barafunda econômica” passa a ideia de que as decisões de política macroeconômica não são propriamente decisões, mas a adequação ou não a uma determinada ordem pré-estabelecida, que é o “certo”. Fugir dela é estabelecer confusão, caos, “barafunda”. É o mantra do neoliberalismo, emblematizado na doutrina TINA, de Margaret Thatcher: there is no alternative. O fato de que a aplicação da doutrina só tenha resultado em injustiça, privação e crise não abala seus defensores.
E o fato de que a receita para resolver a barafunda sejam as medidas antipovo de Temer mostra que essa ordem econômica única e natural é aquela que beneficia os proprietários e os ricos retirando qualquer proteção sobre a classe trabalhadora e as populações pobres em geral. Schwartsman gosta de ostentar seu ateísmo militante, mas em seu raciocínio é como se o capital reinasse por direito divino.
A cereja do bolo é a menção ao “populismo”. Na linguagem acadêmica, o conceito de populismo é complexo e disputado. No jornalismo, serve para isso: estigmatizar qualquer tentativa de ampliar o controle popular nas decisões coletivas ou de levar em conta os interesses das maiorias. “Populismo” é um escudo contra o risco de que haja algum grau de democracia.
vera lucia venturini
24 de outubro de 2017 11:40 amPensador Hélio não sei das
Pensador Hélio não sei das quantas o cacete. Caixa dois de corporação finaceira é o que ele é. E foi-se o tempo que a Folha de São Paulo merecia respeito e servia para discutir e refletir rumos para o Brasil.
A Folha é um jornal mentiroso, cujos donos são golpistas e autoritários. A única coisa que o golpe trouxe de bom para o país foi o desmascaramento da elite brasileira, do Judiciário e da imprensa. Vai demorar décadas mas essa gentalha vai ter o destino que merece na história: o de ridículos substitutos modernos dos broncos militares tão bem descritos pela literatura latino americana.
Antonio Carlos Silva - Brasil
24 de outubro de 2017 11:58 amNos deixem em paz !!!
Voos São Paulo – Telaviv = De R$3.000,00 à R$ 6.000,00
Voos São Paulo – Miami = De R$3.000,00 à R$ 6.000,00
Por que este sujeito, Illan Godfrajn etc…, não arrumam as malas e partam em definitivo para a “terra prometida” ou para Miami ?
[video:https://youtu.be/dPgCl_qOAtk%5D
[video:https://youtu.be/ahBzlu_dGZI%5D
jose carlos vieira
24 de outubro de 2017 12:38 pmpopulismo
populismo pra coxinha internacionalizado (Othon) é qualquer política com fedor de povo.
e, não esquecer, a linguagem acadêmica é predominantemente coxinha internacionalizada.
cspimentel
24 de outubro de 2017 12:53 pmSingela homenagem aos
Singela homenagem aos pensadores “liberais” do terceiro mundo:
[video:https://www.youtube.com/watch?v=XcAl93uEYUA align:center]
Ana Resende
24 de outubro de 2017 1:17 pmhttps://jornalggn.com.br/comment/reply/1400847
Além de tudo, ele, o Schwartzman, é mentiroso. Basta relembrar o artigo “A Marcha dos Insensatos” , de Mauro Santayana, para ver que “barafunda econômica” existia era no tempo do FHC.
Mentiroso e entreguista. Safado!!!
Frederico Firmo
24 de outubro de 2017 1:57 pmPopulismo
Populismo – da palavra povo, criado de forma pejorativa para atacar todo aquele que defende direitos que não sejam empresários, banqueiros ou grandes proprietários de Terra. Termo sazonal que aparece toda vez que um governo que se instala instaura um diálogo ou favorece classes menos favorecidas.
em um outro dicionário ( de nome sofisticado mas que não me lembro o nome)
populismo: políticas que são contrárias aos interesses naturais de uma elite natural de longa tradição no país. Exemplo: lutar contra leis que “flexibilizem” a noção de relações de trabalho, como terceirização e ou escravidão
Paulo P Ribeiro
24 de outubro de 2017 2:37 pmO tal pensador neoliberal não
O tal pensador neoliberal não está atento ao avanço do fascismo, que pode cair sobre a sua cabeça e a sua família caso o grupo comandado por Michel Temer continue em 2018. Sempre oportuno recordar Bertolt Brecht:
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
Paradoxo
24 de outubro de 2017 3:32 pmTodo poder emana do mercado
Que tal revogar o art 1º da constituição, no qual se diz : Todo poder emana do povo. Sem povo não há populismo. No lugar deste artigo Shwartsman poderia colocar um outro tão ao gosto de nossa Mídia: Todo poder emana do Mercado, que o exerce por meio da mídia e das instituições governamentais a ela subordinada.
Paradoxo
24 de outubro de 2017 3:32 pmTodo poder emana do mercado
Que tal revogar o art 1º da constituição, no qual se diz : Todo poder emana do povo. Sem povo não há populismo. No lugar deste artigo Shwartsman poderia colocar um outro tão ao gosto de nossa Mídia: Todo poder emana do Mercado, que o exerce por meio da mídia e das instituições governamentais a ela subordinada.
Serjão
24 de outubro de 2017 7:37 pmVai Passar