6 de junho de 2026

Primeiras-damas, uni-vos contra o feminicídio, por Edivaldo Dias de Oliveira

Temos um exército primeiras-damas, contando municípios e estados, que precisam ser convocadas para travar essa guerra lideradas por Janja.
Reprodução

Primeiras-damas de 5.700 municípios brasileiros são convocadas para liderar combate ao feminicídio no país.
Propostas incluem leis para punir agressores e restrições em licitações e financiamentos públicos.
Indústrias e serviços públicos são chamados a apoiar campanhas contra violência e consumo de álcool relacionado.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Primeiras-damas de todo o mundo, uni-vos contra o feminicídio

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por Edivaldo Dias de Oliveira

Quem cala sobre teu corpo, consente na tua morte.
Milton Nascimento/Ronaldo Bastos

Pensei nesse texto como uma ferramenta, um instrumento, uma arma, para pôr fim a essa tragédia, essa peste que assola o mundo.

Por isso não vou gastar seu tempo com introduções, arrazoados e que tais, não se faz outra coisa em todos os meios de comunicação. Tomo emprestado a todos como inicial.

O momento é de enfrentamento e resposta. Que fazer?

Há um exército pronto e capacitado para fazer o enfrentamento do feminicídio. Somente no Brasil, são 5.700 municípios, a esmagadora maioria deles governada por homens, apenas 13% por mulheres. Portanto, transformando esse limão em limonada, temos um exército de 5 mil primeiras-damas, que precisam ser convocadas para travar essa guerra e ninguém melhor para liderar esse chamado que a primeira-dama do Brasil, Janja da Silva.

Se juntar a esse exército as vices-primeiras-damas, convocadas pela Lú Alckmim, então teremos 10 mil combatentes nessa luta.

Soma-se a isso, as esposas de todos os parlamentares em todos os níveis, vereadores, deputados estaduais, federais e senadores. Além das primeiras-damas dos governos dos estados liderando as primeiras-damas dos municípios e esposas de parlamentares.

Eis a FORÇA.

Para que?

Pressionar pela aprovação de leis que puna com maior rigor quem pratica esses crimes, tais como:

1 – Informar aos seus empregadores das medidas protetivas tomadas.

2 – Proibir empresas que tenham em seus quadros pessoas com medidas protetivas, de participar de licitação e tomada de preços.

3 – Proibir a participação em concursos públicos e financiamentos públicos como os voltados para a educação.

4 – Proibir contratar empréstimos de qualquer natureza junto a bancos públicos.

5 – Mudar esse quadro em favor das mulheres.

1.743 municípios brasileiros possuíam algum tipo de órgão executivo, como secretarias ou departamentos, voltado para políticas públicas para as mulheres, o que representa 31,3% do total de 5.570 cidades do país, segundo dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) do IBGE

Outros dados relevantes:

· Apenas 14,4% desses municípios tinham uma secretaria exclusiva para o tema; na maioria (cerca de 69,1%), a gestão estava subordinada a outras secretarias, como a de Assistência Social ou Direitos Humanos.

Outras medidas.

Ano passado a Toyota veiculou na Grécia um comercial contra o feminicídio, em que uma mulher foge com seu filho em um carro da Ford com a mensagem: “Não importa o carro que você dirija, desde que dirija para longe” https://www.instagram.com/reel/DSx5ttFkj5J/

Indústrias de cosméticos, roupas e calçados, alimentos, supermercados, lojas de departamentos etc. precisam seguir o exemplo da montadora e abraçar, se engajar nessa luta.

Um capítulo especial para a indústria de bebidas alcoólicas.

Numa cartilha divulgada pelo governo, de 56 páginas sobre violência contra a mulher e que eu li integralmente mais de 1 vez, há pouca ênfase na relação entre o consumo de álcool e outras drogas e a violência contra a mulher e isso por que não existem trabalhos robustos e consistentes sobre o tema não só no Brasil, como no mundo como relata a OMS – Organização Mundial de Saúde – isso mostra a força do lobby.

Porém todos são unanimes em afirmar que o caso é grave, que a incidência é assustadora.

Álcool e outras drogas.

Aumentar a penalidade para quem comete violência contra a mulher sob efeito de álcool e outras drogas ou induz a vítima ao consumo para a prática de violência, reduzindo benefícios como pagamento de fiança e habeas corpus.

A indústria de bebidas precisa se sensibilizar e investir em propaganda contra a violência contra a mulher estimulada pelo álcool, até mesmo em suas embalagens.

É possível manter uma campanha massiva e permanente, em horário nobre, em todos os meios, sem que o governo gaste um centavo.

Existem quase 50 mil UBSs  – Unidade Básica de Saúde – espalhadas pelo Brasil, que podem ser usadas para distribuição de materiais e palestras, que não precisa ser convocada para esse fim, em um dia qualquer, enquanto se agarrada pelo atendimento alguém previamente preparado pede alguns minutos de atenção e passa o recado.

Os Correios é a empresa mais capilarizada do país, com unidades em todos os municípios, também pode se colocar cartazes e folders e banners, além de produzi um selo específico sobre o tema.  

Nós homens precisamos entender e principalmente aceitar, que o empoderamento das mulheres não ocorre sobre o poder que temos nem para nos humilhar ou nos diminuir, mas também para mostrar a sua capacidade de caminhar lado a lado conosco, impulsionando o crescimento de ambos.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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