10 de junho de 2026

Só há um polo: o da barbárie!, por Marcelo de Mattos

A "polarização" é única e celular: só existe apenas um único polo retroalimentado pela horda fascista

Só há um polo: o da barbárie!

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por Marcelo de Mattos

O violento assassinato do dirigente partidário Marcelo Arruda, com dois tiros à queima roupa durante a comemoração dos seus 50 anos, em Faz de Iguaçu/PR, não é uma obra do acaso, nem a desonestidade fictícia resultante da chamada “polarização política”. O que vimos foi um crime abominável premeditado individualmente (pelo agente homicida) e coletivamente instigado pela barbárie irascível, pelo ódio e pela política supremacista e criminosa gestada pelo atual mandatário da República.

Não existe a simetria de pontos divergentes, a “polarização” é única e celular: só existe apenas um único polo retroalimentado pela horda fascista responsável pela omissão de uma política de saúde resultando mais de 674 mil mortos pela Covid-19; pela estimulo à devastação da floresta Amazônia e bioma Cerrado, as mortes e invasões dos territórios indígenas pelo garimpo ilegal e narcotráfico; a execução covarde do ambientalista Bruno Pereira, Dom Phillips, Anderson Gomes e da vereadora Marielle Franco, há quatro anos sem conclusão quanto aos mandantes desse crime; a crescente violação à Liberdade de Expressão e ataques aos profissionais da imprensa (145 casos em 2021); a escalada de permissividade facilitando o uso de armamento sem controle do Estado; a difusão política e ideológica das escolas cívico-militares; o desmonte bilionário das políticas públicas e o esquema imoral do gerenciamento de bilhões de reais do “orçamento secreto” pelo Congresso; dos 33,1 milhões de brasileiros que hoje passam fome (15,5% de famílias que padecem de insegurança alimentar grave); das tentativas de invasão do STF; da tortura e morte de Genivaldo Jesus numa “câmera de gás lacrimogêneo”, numa viatura da Polícia Rodoviária Federal; o aumento  de 70% em 2021 no comércio armas e o crescimento em 325% em três anos no número de licenças para o uso de armas, além das ameaças de mortes de adversários políticos, instigando a “fuzilar a petralhada”, expõe somente um único lado, só um exclusivo e abominável polo: o do ódio e a perversão sem escrúpulo de uma lida miliciana de um desgoverno protofascista.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected].

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  1. José de Almeida Bispo

    15 de julho de 2022 9:10 am

    Exatamente!
    Há a civilidade, construtiva, inteligente, civilizada. Completamente sufocada.
    E há a barbárie. Latrocida, imoral e anti-ética, arrogante e auto suficiente. DESTRUIDORA sem qualquer razão exceto a da louca vilania que representa.

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