Desorientado e com incertezas, PSDB estuda desembarcar do governo


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN – A expectativa era de que os partidos da base aliada de Michel Temer decidissem ainda neste final de semana o futuro da aliança com o governo. Já com a posição de saída quase decretada pelo PSDB, o partido que é a principal sustentação de Temer deu sinais de possibilidade de diálogo. Mas o encontro marcado para a exibição de apoio ao mandatário teve que ser cancelado pela baixa adesão.
 
Imediatamente após a repercussão negativa com o grampo da conversa entre Michel e o empresário Joesley Batista, e consequentes delações dos executivos da JBS, o PSDB se viu obrigado a marchar contra o mandatário. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos primeiros a defender a renúncia do peemedebista que se não houvesse “alegação convincente”.
 
Mas com o nome da então principal representatividade do partido também manchado, o do senador Aécio Neves (PSDB-MG), tanto quanto o de Michel Temer, o PSDB ficou estagnado em um imbróglio sobre a sua permanência ou saída do governo.
 
Estava marcada para a tarde deste domingo (21) a discussão entre a cúpula tucana se iria manter ou não o apoio a Michel Temer. Dirigentes e líderes parlamentares iriam tomar a decisão, mas o encontro foi adiato. A suspensão ocorreu temporariamente a fim de evitar um suposto mal-estar com o Palácio do Planalto, uma vez que o PSDB não quer um rompimento brusco.
 
Em meio a toda essa confusão, o ex-presidente FHC reaparece com mais um episódio para embaralhar ainda mais a decisão. No sábado (20), Cardoso telefonou para o presidente da República para dar “conselhos” ao mandatário de como enfrentar a crise política. 
 
A informação, divulgada pela Folha de S. Paulo, é que FHC recordou os momentos de dificuldades políticas em seus dois mandatos e a importância do presidente resistir às instabilidades.
 
Enquanto dirigentes defendem a articulação rápida para Temer deixar o poder, outros ainda insistem que a sua manutenção é melhor para dar sequência às reformas na economia propostas, com a ajuda do próprio PSDB.
 
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