Em discurso no PDT, Ciro relembra Brizola e fala sobre desenvolvimento

Jornal GGN – Em discurso durante sua cerimônia de filiação ao PDT, realizada na última quarta-feira (18), em Brasília, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes relembrou e elogiou Leonel Brizola, falou sobre o desenvolvimento do país e criticou as taxa de juros praticadas no Brasil.
 
No início de seu discurso, Ciro agradeceu a Carlos Lupi, presidente do partido, pela oportunidade e disse estar se sentindo com excitação juvenil de quem está começando de novo. Explicou que, depois de 36 anos de vida pública, estava passsando por um “processo de desintoxicação”, e ressaltou que, nestas três décadas, nunca respondeu a nenhuma ação, mesmo com os “abusos de uma justiça exibicionista e de um Ministério Público exagerado”.

Ele disse que não veio ao PDT “rigorosamente” para ser candidato, mas pensando nos “valores centrais que PDT representa” valores que Ciro considera que estão sob grave ameaça, falando na ‘perversão neoliberal’ que é afirmar “a ilusão da globalização”. Para ele, a única coisa efetivamente globalizada é a informação, “que substitui, especialmente no coração da nossa juventude global, a crença ilusória, de que ser feliz é acessar um padrão de consumo maravilhoso”.

Para Ciro, “as condições de empreender não são globais”, e ele afirma que fica chocado com parcelas da elite brasileira que tem “a descompustura de afirmar o oposto do que a realidade impõe”.

Ele critica a taxa de juros no país, comparando com a situação japonesa, onde a taxa é negativa, e como a zona do Euro, onde ela é menor que a inflação. Para ele, é preciso retomar a questão nacional, em termos de produtividade, tecnologia e financiamento, no debate brasileiro.

Sobre as questões sociais, Ciro Gomes mencionou o aumento do salário mínimo durante o governo Lula, o que só fez bem para a economia brasileira, “que ganhou base de consumo e se permitiu avançar no acesso à bens duráveis”.

Para ele, a matriz de desenvolvimento no país precisa recuperar as virtudes, com métodos modernos, do nacional-desenvolvimentismo, pelo “simples fato de que o individualismo das forças do mercado jamais produziu, sozinho, um experimento civilizatório de êxito”.

 

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