Entenda a responsabilidade de Bolsonaro nos preços dos combustíveis

"Os preços da Petrobras são um abuso", diz Bolsonaro, que ignora a responsabilidade do PPI

Jair Bolsonaro recebendo a faixa presidencial de Michel Temer, governo que estabeleceu o PPI – Foto: Agência Brasil

“Os preços da Petrobras são um abuso”, assim Jair Bolsonaro ignorou que é responsável pelo aumento dos preços dos combustíveis, ao decidir com Paulo Guedes, o ministro da Economia, manter a política do PPI para não prejudicar investidores estrangeiros.

Nesta segunda (20), o mandatário decidiu se manifestar, uma vez mais, com suposta indignação pelos aumentos no combustível estabelecidos pela Petrobras.

CPI da Petrobras

Bolsonaro chegou a afirmar que está “acertando uma CPI na Petrobras”, para investigar o presidente da petrolífera, sendo o cargo uma indicação do próprio Bolsonaro.

“‘Ah, você que indicou o presidente’, sim, mas quero CPI ué, por que não? Investiga o cara, pô. Se não der em nada, tudo bem, mas os preços da Petrobras são um abuso”, disse o presidente junto a bolsonaristas.

A fala é estratégia de Bolsonaro para se dissociar da responsabilidade do alto preço dos combustíveis. Essa é uma das queixas manifestadas nas pesquisas eleitorais que afastam o seu voto.

O que é o PPI

A postura também afronta a principal razão pelos valores dos combustíveis adotados pela Petrobras: o PPI, Preço de Paridade Internacional, criado por Michel Temer em 2016 e mantido pelo governo Bolsonaro.

O índice estabelece que os combustíveis devem acompanhar o preço de importação: ou seja, os valores de venda do combustível brasileiro para o exterior, que já incluem gastos com transporte e taxas portuárias, além do cálculo de lucratividade.

Por isso, a produção nacional vale o mesmo para o Brasil que se importássemos o combustível de outro país. Quem decide manter essa política é o presidente da Petrobras, alinhado pela política econômica do presidente da República.

PPI beneficia investidores

Em diversas e incisivas ocasiões, o ministro da economia, Paulo Guedes, defendeu o PPI. Isso porque quem sai beneficiado do Preço de Paridade Internacional são os investidores estrangeiros, que lucram.

Jair Bolsonaro, contudo, quer passar a impressão de que nada pode fazer sobre isso e que, junto com a população, estaria indignado com os valores dos combustíveis.

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2 Comentários

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Vladimir

- 2022-06-21 11:36:24

Sejamos claros: O ocupante da presidência de república realmente não tem responsabilidade nos preços dos combustíveis alguma,aliás,se formos analisar bem,esse sujeito não tem responsabilidade por nada,ou seja,é um irresponsável. Quem vota em irresponsável é tão irresponsável quanto.

Jose Rinaldo Albino

- 2022-06-21 11:23:21

NÃO TEMOS QUE VENDER NOSSAS REFINARIAS E EXPORTAR PETRÓLEO BRUTO DO PRÉ-SAL, TEMOS QUE REFINÁ-LO AQUI NO BRASIL PARA PRODUZIR DERIVADOS - GASOLINA, DIESEL - AQUI MESMO, COM CUSTOS EM REAIS E PREÇOS CIVILIZADOS. *#Os principais países da economia mundial possuem maior capacidade de refino que de extração de petróleo. É uma forma de garantir preços lucros mais estáveis exportando produtos de maior valor agregado e também de controlar preços internos. Os Estados Unidos extraem 13 bilhões barris/dia, mas podem refinar 18 bilhões barris/dia. A China extrai normalmente apenas 3,85 bilhões barris/dia. No entanto, conseguem refinar espantosos 14,51 bilhões barris/dia. Antes da pandemia, o consumo do país era de 12,8 bilhões barris/dia. A Rússia refina o dobro do que consome. Porém, por ter um território gigantesco, o maior do mundo, é o segundo maior exportador de petróleo cru (atrás apenas da Arábia Saudita). No entanto, uma queda de extração não afeta muito o mercado interno. Grandes empresas estrangeiras como ExxonMobil e Shell também refinam mais que extraem. Elas sabem que a venda de refinados garante melhores preços, lucros constantes e saúde financeira.https://l.facebook.com/l.php?u=https%3A%2F%2Fobrasiltemfuturo.com.br%2Fentenda-por-que-abrir-mao-do-refino-do-petroleo-e-um-erro-estrategico%2F%3Ffbclid%3DIwAR2wcfZe64KwdelZAIA_fb83zad51sMrjTuE0K7ttilQeu7PfuZw7vxtKf0&h=AT2lE5gAp1Xo8so1LAssdEOpQiz9MtchdacUTBbsUmne4qGdGsZcm3rh4UBxX77yv4551uxOyqX4fdbKWlpgEdj4aoW15jAIQX8j9Mf3B40kI8-xHIOFmAgRGU6bHycH0x9V1F22Bz3LABEO&__tn__=R]-R&c[0]=AT2FKT7kvqKRvU6jU1paSZfQHKiOmbM1OI2vwG7hzgZxQ8QFlNUH4WxUEU1bO3bNXste2bKDDwHke-OquLbIRRQCiEMNnwLMtrINIEU7ss8a4St7asiLFLQ4XEenBRInqjwx_A_H4DWdyfcYxAeif8ps4Kg48XaQxRl-H6IkWsnkpGs

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