Quando se instalou a Comissão da Verdade na Câmara de Vereadores de São Paulo, o vereador Agnaldo Timóteo foi indicado por seu partido.
Jamais acreditou nos trabalhos da Comissão. Assumiu com o único intuito de atrapalhar os trabalhos. Poderia montar em qualquer outro palco suas cenas em defesa do regime militar e de criminalização das vítimas. O papel da Comissão era expressamente o de juntar documentos e depoimentos sobre o período. Mas fez questão de entrar na Comissão com o único intuito obstruir os trabalhos.
Acabou renunciando depois de devidamente enquadrado por uma procuradora da República em uma das sessões. Nenhum de seus pares ousou investir contra ele.
Esse mesmo papel está sendo desempenhado pelo deputado Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados. Seu único foco será o de obstrução dos trabalhos, é evidente isso. Como parlamentar, sempre poderá exercer a crítica contra direitos humanos e os próprios trabalhos da Comissão. Sendo contrário aos princípio que norteiam a luta pelos direitos humanos, sua insistência em permanecer no cargo configuraria até quebra de decoro.
A imagem do Congresso brasileiro não é das melhores. Não há figuras referenciais, não houve um parlamentar de peso para sde contrapor aos ataques dos Ministros do Supremo à casa.
O STF ganhou legitimidade – inclusive para tenbtar açambarcar outros poderes – com alguns votos legitimadores em favor de direitos humanos, da inclusão. O Congresso tem aprovado leis legitimadoras, também, mas sem conseguir eco na velha mídia, empenhada que está na demonização da política. Mas a manutenção de Feliciano na Comissão é de um impacto tal capaz de varrer para baixo do tapete todas as iniciativas civilizadoras da casa.
A saída do Congresso consiste em aliança com setores modernos da opinião pública. O afastameno de Feliciano é um passo nessa direção.
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