A torcida por um 2016 melhor

2016 começa sob o signo da esperança – como todo ano, aliás. Há alguns fatos novos no ar, depois dos problemas enormes que o país enfrentou em 2015.

O primeiro é a vontade geral de que os problemas políticos sejam superados e a economia volte a se recuperar. Em cima dessa expectativa, há uma reavaliação ampla da atuação de vários personagens públicos.

A estabilização da economia tornou-se matéria de interesse nacional. Não adianta se apelar para esse jogo malicioso de dividir a estabilização entre governistas e oposicionistas. Em determinado momento, ganhou corpo a ideia de que a saída de Dilma Rousseff atendia mais ao interesse nacional.

Agora, a situação é outra. A bandeira do impeachment murchou e qualquer tentativa de prorrogar essa novela passa a ir contra o interesse nacional e a vestir a carapuça do golpismo.

Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Aécio Neves entram definitivamente para o duvidoso panteão dos personagens políticos nefastos, ao lado de Eduardo Cunha, daqueles que colocam interesses pessoais ou políticos, idiossincrasias e oportunismos acima do interesse nacional.

Perderam a capacidade de derrubar governos, mas mantem o poder de continuar atazanando o país.

***

O grande desafio será, agora, na esfera político-econômica. E está nas mãos do Ministro da Fazenda Nelson Barbosa.

Nelson tem mais realismo do que as excentricidades desenvolvimentistas de Guido Mantega ou a mentalidade de contador de Joaquim Levy. Sabe que o principal desafio econômico será interromper a queda da atividade econômica. Por outro lado, tem claro os limites fiscais.

Para reativar a economia, precisará de boa dose de imaginação para articular instrumentos legais que não impliquem em mais custos fiscais. Por outro lado, tem a necessidade de impor segurança ao mercado, sim. E segurança não consiste em adotar medidas heroicas pró-cíclicas. Medidas heroicas são para enganar o freguês e permitir a economistas de jornal jogar para a plateia. Segurança consiste em apresentar um plano factível, lógico, que acene com o equilíbrio fiscal no médio prazo. E equilíbrio fiscal significa recuperar as receitas fiscais através da melhoria da atividade econômica.

***

O grande desafio de Nelson será equilibrar-se ante as demandas dos movimentos sociais e sindicatos e as do mercado. Em geral, Ministro que entra tem a fase de carência, de pelo menos seis meses para mostrar a que veio.

Por conta da crise a agenda ficou mais estreita. Mas seria importante que as forças mais à esquerda entendessem as limitações da política econômica e desse um sinal verde para o Ministro.

A recuperação da economia não pode depender dos esforços únicos de um Ministro, mas de uma ação de governo, agitando todos os Ministérios em torno de metas claras e factíveis de crescimento.

É papel que cabe à Presidente da República.

52 Comentários

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  1. E o nefasto FHC por que não é citado?

    Este escroque do Brasil, escreve nos jornalões paulistas e cariocas, além do estrangeiro EL País.

    Cardoso  é o chefe do Gilmar Mendes, Aécio Neves, Dias Toffoli e tutti quanti estão no golpe de estado.

     

  2. Paz com tentativa de Reforma na Previdência?
    Não adianta, Nassif. A esquerda não vai engolir Reforma na Previdência. Mas não vai mesmo!

  3. Ontem à noite FHC voltou a
    Ontem à noite FHC voltou a defender o Golpe de Estado contra Dilma no Manhattan Connection.
    5 perdidos numa noite suja, segundo Palmério Dória.
    2016 será melhor que isso.

      1. Não entendi seu comentário
        Impedimento sem que o governante tenha cometido um crime é Golpe de Estado.
        Um saco ter que ficar explicando isso a toda hora.

  4. A mentalidade de Contador

    Nassif, um reparo  ao texto ” A Torcida por um 2016 Melhor”. A gestão de Levy foi uma ofensa aos contadores. Quando foi anunciada tal guinada na Economia foi um contador que alertou-me sobre a falha bastante óbvia no Plano que supostamente deveria “colocar o país nos trilhos”; que a retração das atividades economicas faria fatalmente com que as receitas decorrentes em impostos caísse muito por conta da diminuição do trabalho nas empresas além de também agravarem o problema na outra ponta (despesas) aumentando os juros, e que a única saída para o governo seria aumentar os impostos para o inevitável rombo nas contas públicas. Em um ambiente de maus humores por conta da recessão a Dilma teria muita dificuldade em fazer isso. Além disso, disse-me ele – a própria idéia de que a falta de circulação do dinheiro seja fórmula para resolver algo, como inflação ou qualquer outra coisa é absurda. Se fosse assim os meses de novembro e dezembro por conta do 13o. traria por si uma inflação muito alta, o que não ocorre pelo fato das empresas estarem preparadas ou “acostumadas” a trabalhar mais nesse período para atender o aumento de demanda. O problema estaria na direção que os governos (principalmente o Federal) dão à atividade economica que é uma direção financista e não produtiva e de trabalho como deveria ser. Esse meu amigo está quantificando os efeitos (plenamente benéficos segundo a tese) e as relações dinheiro/produção por ocasião do 13o.. A conclusão preliminar é que o grande problema da economia é o que ele chama de “Não-Trabalho”, tão alimentado desde tantos governos. 

    Logo a menção “mentalidade de contadores”, deveria ser substituído acredito por “mentalidade planilhista” (citando seu livro que li, “Cabeças de Planilha”), pois os contadores pelo que se pode ver são muito lógicos e sensatos, virtudes faltantes  a Levy, o Breve e naturalmente à nossa presidenta Dilma.

     

     

  5. Não adianta Nelson Barbosa

    Não adianta Nelson Barbosa querer fazer o que o Nassif propõe – que é andar numa corda bamba em que de um lado está os movimenos sociais e  o outro o mercado – se Dilma não lhe der apoio firme e sem titubeios nos momentos de turbulência, que certamente virão. Pois se Nelson falhar e ter que ser demitido, aí só restaria Dilma Roussef literalmente nomear Dilma Rouseff para o ministério da Fazenda de forma oficial, de papel passado. 

    1. Maílson da Dilma

      Por esses motivos citados é que o Nélson da Nóbrega está sendo chamado de Maílson da Dilma. Se ele sair, ou Dilma acumula a Fazenda ou…põe lá um ministro decorativo, o amigão Mercadante

  6. Se impecheament para salvar o
    Se impecheament para salvar o país do caos é golpe de estado, então o pt tentou 17 vezes dar esse golpe, qdo estava na oposição. Por favor, o tal ministro é um dos responsáveis pela matriz econômica que está destruindo a economia.

    1. Fala, Pinochio
      O PT pediu o afastamento de FHC não pq a economia estava um caos, mas pq haviam suspeitas (que depois se confirmaram) de crimes cometidos a mando ou com anuência do então presidente, como a compra da reeleição e as privatarias.
      Como as denúncias não prosperaram, o PT acatou a decisão e derrubou o governo neoliberal nas urnas.
      Dica: façam o mesmo.

      1. “…suspeitas que depois se

        “…suspeitas que depois se confirmaram…” Como assim? Quais são esses processos? Quem foi acusado e quais as provas?

  7. Faltam 16 dias

    Para a reunião do Copom dia 20, quando se saberá se adiantou trocar só o ministro da Fazenda e não mexer no Banco Central.

    A recuperação da economia não pode depender dos esforços únicos de um Ministro, mas de uma ação de governo, agitando todos os Ministérios em torno de metas claras e factíveis de crescimento.

    É papel que cabe à Presidente da República.

    1. Bem lembrado Fernando

      Nassif,

      faltou você abordar a questão dos juros. Sua coluna resume-se nessa frase: “o principal desafio econômico será interromper a queda da atividade econômica”.

      Dia 20 tem reunião do copom, e como imaginar que a economia não caia mais com elevação de juros?

      Nossa inflação não é de demanda. Então por que aumentar juros para conter consumo?

      No seu programa Brasilianas, com Delfin Neto, nem ele conseguiu explicar isso quando você perguntou sobre elevação de taxa de juros numa economia em recessão. Alias, acho que ele não quis explicar pois é parte interessada nessa questão, não é mesmo?

      Como venho dizendo aqui várias vezes, Nassif, tá na hora de você falar mais sobre os juros, que no caso do Brasil, já passou de caso de polícia para lesa pátria

       

      Alex

       

  8. No caminho do desastre.

    Uma economia indexada, um governo que acha que a saída é aquecer a demanda e meter-se em tudo. Esqueçam 2016. Esqueçam Dilma. Rezemos apenas para que a inflação mantenha-se abaixo de 20% até 2018.

    Eu, não creio. E torço muito para estar errado. Como digo sempre: eu não quero ter razão, eu prefiro ser feliz.

    A situação que vivemos hoje, me lembra muito o começo dos anos 80 – refiro-me aos anos de 81-82. Se, naquela época, dissessem que o Brasil terminaria a década com inflação acima de 60% ao mês, seria chamado de… “pessimildo” (coloquei essa expressão porque cai no gosto infantilizado da atual claque política). Pois é… os “pessimildos” estavam certos naquela época. E continuaram certos em 2008, 2009, 2010,… E a inflação permanece subindo, a produtividade continua baixando, as contas do país seguem deteriorando. As únicas notícias boas vêm do campo, em editoriais altaneiros e orgulhosos – exatamente como nos anos 80…

     

  9. O aumento do salário e a

    O aumento do salário e a saída do Levy são dois bons trunfos com a esquerda. O que não pode é a Dilma continuar seu modus operandi de fazer um agrado e depois virar a cara para os movimentos sociais, sua base de apoio nas ruas, e fazer tudo do jeito dela.

    Se ela não aprendeu isso, vai acabar isolada. A comunicação continua uma droga. Dá entrevista para a Folha no primeiro dia do ano. Até aí, até dá para engolir. Mas e as redes sociais? A blogosfera? É aí que ela pode defender seu governo. Fez um site inteligente que desmente boatos, mas não pode ficar em atos isolados, tem que ser dentro de uma estratégia ampla e profissional.

    Sua equipe melhorou com o Wagner e o Barbosa. Mas o Zé Cardozo na justiça e “ninguém” na comunicação, duas áreas centrais, é um entrave que só dificultará ao governo sobreviver ao primeiro simestre de 2016, que será quando os golpistas vão para o tudo ou nada. Talvez ela fique simplesmente porque o Temer pedeu a moral e o Cunha nunca a teve.

    De qualquer forma as coisas melhoraram. Da catástrofe para o periclitante

  10. torço pra qiue dê tudo

    torço pra qiue dê tudo certo.

    afinal, somos especialistas em esperança.

    o primeiro paso é deixar de pegar no pé da presidenta…

    pegar no pé da presidenta é dar milho pra bode…

    ou munição pro adversário….

    a reforma da previdencia, como a questão da idade mínima, uma dia terá de ser  feita.

    por que não  faze-la sob a orientação de um governo popular?

    deixar na mão dos neoliberais essa reforma ´é pedir pra perder muito mais…

    e põe muito nisso.

  11. Nassif falou da oposição e

    Nassif falou da oposição e esqueceu da situação, o verdadeiro calcanhar de Aquiles da presidente. Os interesses políticos do PT, dos sindicatos, do PMDB e demais partidos da base foram causas mais fortes da paralisia política de 2015 e tendem a continuar nesse ano eleitoral. Quem está dando suporte para Dilma não está tão interessado em discutir a situação fiscal, querem aumento de investimentos do governo, sabe-se lá com que dinheiro. Esse 2016 já está perdido, temos que pedir para que Dilma seja mais estadista e faça o que for preciso para estabilizar o país e gerar frutos que durem mais do que um período eleitoral, 2017 ainda está em aberto.

     

  12. pô, deixou o Temer de fora da

    pô, deixou o Temer de fora da turma do golpe……..

    Agora, falar que tem que mudar “usando uma boa dose de imaginação, mas sem estressar o mercado” é dose….!!!

    Só vamos conseguir sair dessa quando o mercado de commodities se recuperar….ai sim se poderá fazer reformas e bolar planos de longo prazo. Isso já foi perdido no governo Lula. Pra Dilma sobrou só o bagaço……E querem que Dilma saia de uma sinuca de bico com classe……É a mesma coisa querer que um time de craques jogue o fino num campo de várzea.

    Dilma tem mais é que meter o chutão pros lados,  armar a retranca com beques parrudos e esperar que a cavalaria chegue o mais rápido possível.

  13. Não há salvação para o PT. Rezemos pelos empregos…

    O sucesso do governo em acabar com o processo de impeachment é análogo ao sucesso de um médico que consegue ressucitar um indivíduo e estabilizar seus ciclos vitais em coma não induzido. O individuo ficará ali… sem possibilidade de ajuda externa, dependerá dele mesmo para despertar.

    Apenas para se recuperar a ponto de abrir os olhos, sua capacidade de regeneração deve ser fantática, assim deveria ser a capacidade política do governo encabeçada por Dilma. Tudo muito duvidoso…

    É necessário reverter o processo de degeneração fiscal, para evitar a falência multipla do orgãos. É fundamental o apoio do PT e PMDB, perante propostas já anunciadas, como aumento de impostos, mudança do critério de aposentadoria e redução dos gastos do governo. Alguém acredita nisso?

    Paralelo a isso o governo deve promover o desenvolvimento sem dinheiro… Por que não fizeram isso antes?

    Tá difícil.

    Creio que Dilma sobreviverá, porém isso custará muito caro para os trabalhadores brasileiros. 

  14. Mas

    não era golpismo desde sempre?

    Bem, a cada 15 dias estamos esperando a melhora, com o célebre artigo do tipo “agora vai”! Será?

    Para finalizar, pega mal a comparação do Nelson Barbosa (artista criador) com o Joaquim Levy (contador). Não tenho procuração para defender o Levy nem os contadores de forma geral, mas a comparação foi infeliz… Será que o Levy era tão ruim assim como Secretário do Tesouro do governo Lula?

    1. O Brasil está quebrado desde o Real – Hoje é o acerto de contas

      Assim o culpado é o Itamar e sua equipe.

      Quando acabaram com a inflação e não deram um desconto nas dívidas tributárias das empresas, quebraram todo mundo. A indústria nacional só definhou a partir dai.

      Todos os outros governos que assumiram preferiram ou empurrar com a barriga o problema ou surfar ondas boas do exterior, agora a conta chegou.

      1. Quando a Dilma vai fazer uma maxi?

        Está é a pergunta criminosa que ninguém responde. Mas a China esta na bica de empurrar todo o planeta para o abismo.

        Vivemos em tempos interessantes.

        Ps. só por curiosidade, penso que por ser  contra intuitivo, uma maxi desvalorização do Real nesta semana ainda, amanhã de manhã de preferência, na ordem de 40% colocaria o país frente a um choque de realidade e seria a maneira menos dolorosa e mais rápida para sairmos da crise, na frente dos outros países e com real chance, se a reforma administrativa for feita, de colocar o Brasil nos trilhos de novo.

        Mas têm de ter culhão para aguentar o tranco.

        1. Maxi é achar que se resolvem as coisas com uma canetada…

          Infelizmente, não dá para ser assim. Acho que uma Maxi vai apenas empurrar o país em definitivo para o buraco, beneficiando somente exportadores (a minoria da minoria, num país ainda extremamente fechado para o comércio internacional). Se o Brasil fosse um campeão de exportação, como a China, isso poderia até fazer sentido. Porém, numa economia paroquial como a nossa, não vejo como bom caminho. Alias, essa receita já foi tentada – nos anos 80.

          Venho repetindo: sinto como se estivéssemos de volta aos anos 81-82. Nessa época, se alguém dissesse que o país iria fechar a década com 60-80% de inflação ao mês, seria chamado de louco. Acho que vivemos o mesmo momento, o adjetivo foi apenas mudado para “pessimildo” ou “coxinha” (o que mostra a infantilização do partido no poder).

          1. Tirou a palavra da minha boca

            Você tirou a palavra da minha boca, quando eu li aí em cima maxi desvalorização, eu fui instantaneamente levado no tempo para 40 anos atrás. A impressão que eu tenho é que estamos de volta ao ano de 1981, e a história vai se repetir. Afinal, se é feita sempre a mesma coisa, por que se espantar que os mesmos resultados sejam sempre obtidos?

          2. E a comparação que você fez

            E a comparação que você fez entre militares e a esquerda também faz todo o sentido. Porque as diferenças entre eles são menores do que as semelhanças,essas sim, gigantes: perfil intervencionista, coletivismo, corporativismo e um certo messianismo – algo como “fora do meu credo, não há salvação”. Essa parte do messianismo é a pior, porque mata a discussão na saída: quem está comigo é bom, quem não está comigo é mau. Na verdade, um mal disfarçado autoritarismo, uma visão mocnocromática das coisas, como se economia fosse verdade revelada, sem espaço para o contraditório.

            Quando tiramos fora os cinzentos rótulos de “direita” e “esquerda” e olhamos para as atitudes, as razões para as alianças ficam bem mais claras. Assim, fica simples entender o que fazem José Sarney e Dilma Roussef no mesmo governo, por exemplo. Passados os atritos dos anos 60-70, a aliança tornou-se possível pois as afinidades são enormes.

          3. Na verdade o debate é dominância fiscal X dominância monetarista

            Mas você não analisou a proposta no seu todo, aqui é mercado e implica que se um ganha outro perde, então tempo é tudo.

            Não é só o que é feito, mas quanto, quando e de que forma.

            Meio sofisticado para a maioria, mas você leva jeito para a coisa, talvez estudando um pouco mais suas respostas enriqueçam o debate. Atacar o mensageiro nunca resolve nestes casos.

          4. No caso das reformas, há que

            No caso das reformas, há que se desmontar mecanismos constitucionais que hoje são garantidores de uma série de privilégios e indexações, que comprometem a capacidade do governo investir e sufocam a sociedade e seus setores produtivos. Desmontar esses privilégios é para quem tem poder político que, hoje, nenhuma liderança possui. Nem Lula tentou à sua época.

            Ou seja, colocar uma Maxi a frente dessas reformas é ficar com a Maxi e sem as reformas. O resultado será apenas o enriquecimento dos setores exportadores tradicionais e o empobrecimento dos demais. Foi o que ocorreu nos anos 80, com o consequente estouro da dívida pública e da inflação, sem contar a dolarização velada da economia (sim, os agentes perdem a confiança na moeda e buscam outras formas de garantir os contratos, goste-se disso ou não). Uma Maxi sem reformas, no limite, agravará a questão da concentração da renda. Pior – aumentará a pobreza.

            Como não há essa liderança à vista, continuo com meu palpite: sem reformas, acho que a economia implode em 7-8 anos. O Real acabará em definitivo e o Brasil voltará a ser o que era nos anos 80 – um país para rentistas.

        2. Poxa, voltei no tempo!

          Maxi desvalorização, poxa, não ouvia essa palavra desde os tempos do Geisel, Figueiredo, Sarney… recordar é viver!

          Quantas décadas temos que recuar ao passado parta satisfazer sua sede por atraso?

  15. O governo é como se procede a

    O governo é como se procede a visibilidade de domínio, tendo a seu favor a autonomia de efeitos práticos. 

    Não é possivel um governo ser presente para o elemento material se a conduta da fruição da economia se exerce para o poder do mercado.

    Qualquer proposta que não envolva redução da taxa de juros é, por si só, antidemocrática – se direciona para um comportamento mais recessivo em relação ao aumento de impostos, austeridade da democracia, ou tão somente se deixa permanecer com o parasitário.  

    Neste caso, de governo secundário, basta uma pesquisa de intenções com o Banco Central.

     

  16. Acelerar as medidas para a volta do crescimento do PIB

    Com uma ação orquestrada entre uma nova equipe no Ministério da Fazenda e no Banco Central.
    No momento há poucos espaços para medidas fiscais, a volta do crescimento do PIB depende de ações da política monetária e da estabilização do câmbio no atual patamar.
    A venda de parte dos dólares da Reservas Cambiais no mercado à vista para estabilizar a taxa de câmbio no atual patamar, o que possibilitará uma queda no atual nível da inflação de 12 meses.
    Redução dos juros da Selic e do compulsório para viabilizar a redução dos juros dos financiamentos destinados ao consumo.
    Redução da exigência de capital das instituições financeiras e alongamento nos prazos de financiamento de bens duráveis.

    Tudo indica que oposição vai tentar ao máximo adiar a decisão sobre o processo de afastamento da Presidenta Dilma, para bem depois do carnaval de 2016.

    O Governo da Presidenta Dilma deve aproveitar a oportunidade para acelerar as medidas necessária para a volta do crescimento do PIB no Brasil.
    O aumento da vendas, além de possibilitar o aumento no nível de emprego e das horas trabalhadas, vai possibilitar um aumento na arrecadação de impostos e taxas, viabilizando uma significativa melhora nas contas públicas.

    No Brasil o aumento dos juros básico tem um impacto muito maior na arrecadação de impostos e taxas do que em países desenvolvido, em função elevada participação imposto sobre o consumo de bens e serviços e muito maior no Brasil, mais de 50% do total de impostos, enquanto que nos países desenvolvidos a participação do imposto sobre consumo de bens e serviços varia entre 18% a 33%.
    Além da elevada participação do imposto sobre o consumo de bens e serviços, há baixa participação do imposto de renda, lucro e ganhos de capital, o que limita os impactos do aumento do impostos de ganhos financeiros que ocorre em função do aumento de juros.

    Estas características da composição torna necessários utilizar todos as ferramentas da política monetária para combater a inflação, e não apenas os juros da Selic.

    Uma das grandes dificuldades de convencer a atual direção do Banco Central do Brasil, é que a maioria defendem o uso da Regra de Taylor no Brasil sem qualquer adaptação para controlar a inflação dentro da meta estipulada pelo CMN.

    Além disso no momento a atual direção do Banco Central do Brasil está errando o diagnóstico para a causa da inflação de 12 meses, creditando ao déficit fiscal a principal causa e não a forte correção da taxa de câmbio ocorrido nos últimos meses.

    Estes dois fatores tem levado o Copom a elevar os juros da Selic para níveis estratosféricos, e o que é  pior, é que continua  dando sinais efetivos de  que está disposto a elevar ainda mais os juros da Selic nos próximos meses.

    Nos países desenvolvidos já há uma razoável distribuição renda, um avançado sistema financeiro, moedas conversíveis, uma elevada participação do crédito imobiliário na economia, e uma relativa baixa participação dos impostos sobre o consumo na composição da carga tributário, o que faz com a manipulação dos juros básicos tenham um impacto maior no nível da atividade econômica, nos preços internos e principalmente das expectativas dos agentes econômicos.

    O aumento dos juros da Selic penaliza duplamente as contas públicas, primeiro por elevar os juros pago com a rolagem da dívida e segundo por reduzir a arrecadação de impostos e taxas por meio da redução da atividade.

    Um dos principais erros do Banco Central do Brasil foi vender swaps cambiais, sem vender parte dos dólares das Reservas Cambiais no mercado, este erro permitiu aos especuladores comprar swaps cambiais e ao mesmo tempo comprar dólares no mercado à vista para puxar a taxa de câmbio e ganhar nos contratos de swaps cambiais.

    O Banco Central vem atuando como se o Brasil não tivesse Reservas Cambiais de quase US$ 400 bilhões, apenas quando o dólar bateu em R$4,25, ele passou a vender dólar com compromisso de recompra para financiar exportadores, o que é muito pouco diante da mudança na política monetária americana.

    Com a mudança na política monetária americana e a perspectiva de aumentos dos juros americanos, os exportadores passaram a reter ao máximos os dólares, importadores a antecipar ao máximo as compras de dólares para quitar as importações, as instituições financeiras a diminuir as operações de empréstimos em dólares e a quitar antecipadamente parte dos empréstimos já obtidos.

    Ao sinalizar que não venderia os dólares das Reservas Cambiais o Banco Central do Brasil deixou o caminho livre para os especuladores atuarem no mercado de câmbio, o que foi contido apenas no final de 2105 quando o presidente do Banco Central em 24 de setembro de 2015, na divulgação do Relatório de Inflação, afirmou“Todos os instrumentos estão no raio de ação do Banco Central caso seja necessário”.

    O atual patamar das Reservas Cambiais são o grande diferencial em relação as crises de liquidez do mercado internacional ocorridas no passado, mas precisam ser colocadas em disposição para qualquer eventualidades, caso contrário os especuladores vão atuar livremente.

    Estamos encerrando com uma taxa câmbio ao redor de R$ 3,80, e para manter a inflação dentro da meta estipulada pelo CMN, precisamos impedir uma correção da taxa de acima acima dos 10%, ou seja vender dólares das Reservas Cambias no mercado à vista sempre que o dólar passar de R$4,20.

    Mais importante do que impedir novas altas exageradas do dólar, é impedir que o dólar volte a cair de forma acentuada, por meio de compra de dólares para aumentar novamente as Reservas Cambiais, caso seja necessário.
     

  17. Dilma, Acorda!

    Sem uma liderança clara de quem de Direito, a Presidência da República, não iremos fazer nada de muito diferente do que têm sido feito na área político-econômica nos últimos anos.

    Só a vontade política da Dilma, de fazer o bem para o povo e a Nação pode mudar o curso da história do Brasil de forma favorável no curto e médio prazo.

    Repetindo acordos, atuações e maneirices e esperar resultados diferentes dos ruinosos que nos assombram é algo, na minha opinião, de extrema ingenuidade, para não falar burrice mesmo.

    Coragem, destemor, ousadia, pioneirismo são as características que se cobram da Ilma. Presidênta da República. Dilma, faça algo de diferente, reforme o ministério, crie 14 pastas com 72 secretarias sob sua direta supervisão, todos remando para o mesmo lado, coloque o país no embate para enfrentar as vicissitudes no exterior, crie uma sinergia favorável com as forças vivas da Nação e, como num passe de mágica, devolva ao povo e ao Mundo a confiança perdida, assinalada na matéria da The Economist do dia 2 de janeiro de 2016, no BRASIL.

    Somos uma nação continente, com povo trabalhador e um futuro enorme a ser explorado, devolva as condições para que este futuro seja um brilhante e cheio de realizações, com muita prosperidade, saúde e dinheiro no bolso para toda a população.

    Você pode e eu acredito.

    Mãos a obra.

    1. Tick – Tack

      Visualizing Brazil’s Economic Decline In One “Straight-Line” Chart

      As we kick off the new year, there is perhaps no more tragic economic story than that of Brazil.

      Once an EM darling, Latin America’s largest economy fell off the deep end in 2015 as a perfect storm of falling commodity prices, depressed demand from China, a soaring dollar, a devalued yuan, and an intractable political crisis plunged the country into what even the sellside has begun to acknowledge is an outright depression.

      Inflation is running in the double digits and the country is facing an unemployment crisis which is bad news for an economy in which consumers have levered up in recent years to finance a middle class lifestyle.

      Meanwhile, President Dilma Rousseff is battling for her political life as House Speaker Eduardo Cunha presses ahead with an impeachment bid even as he faces his own set of problems tied to the Car Wash investigation. Finance Minister Joaquim Levy was shown the door after political gridlock left him unable to implement much needed austerity measures. The market is concerned that his replacement, Nelson Barbosa, is less inclined to fiscal responsibility despite his best efforts to convince investors and ratings agencies otherwise.

      In short, everything that could go wrong in 2015 did go wrong – and then some.

      Things aren’t looking too good for 2016 either, a year in which Rio is set to host the summer Olympics. “Brazil’s economy will contract more than previously forecast and is heading for the deepest recession since at least 1901 as economic activity and confidence sink amid a political crisis, a survey of analysts showed,” Bloomberg writes, adding that “Latin America’s largest economy will shrink 2.95 percent this year, according to the weekly central bank poll of about 100 economists, versus a prior estimate of a 2.81 percent contraction.”

      The analysts, Bloomberg continues, “lowered their 2016 growth forecast for 13 straight weeks and estimate the economy contracted 3.71 percent last year.”

      Have a look at the following chart which depicts the median market expectation for 2016 GDP. As you can see, analysts were continually forced to reassess the situation as conditions continued to deteriorate throughout the year. Needless to say, this is one scenario where the “trend” is most assuredly not anyone’s “friend.”

      *  *  *

      Bonus: the full Brazil GDP chart treatment courtesy of Credit Suisse

       

  18. pelo que o país passou em 2015…

    ou pelo que levou de bordoadas dos que estavam confiantes na quebradeira geral

    até que não seguimos muito atordoados não

    diria até que bom governo é isso aí, precisa adoecer de verdade para se curar

    beleza de post e de recomendação

    coisa que não se via no tempo em que o país adoecia de mentirinha, FHC, só para ser vendido barato e com retorno, via paraísos fiscais ou Paraná, garantidos

     

    é como em alta tensão, melhor resultado vem de se trabalhar em linhas de transmissão vivas, mesmo sendo o perigo total

     

    1. já começou a espertar ( tv e rádios )…

      e vai atiçar mais ainda com o aumento das passagens dos ônibus

      será que gostam de ônibus incendiados? parece

  19. Pensa o que este Banco

    Pensa o que este Banco Central, comandado por sabotadores, pode fazer dentro e fora dos objetivos do país.

    A disparada do dólar liberada acima de R$ 4,00 pelo BACEN deixa as empresas a preço de terreno baldio. Subir a taxa de juros com o swap Viagra retira o poder do governo de dominar a outra escala, da inflação que sobe sem seguro de volta para sociedade.

    Neste ponto, as taxas de juros e o câmbio não podem continuar em poder de mãos alheias, como armadilhas que o BACEN esquece na intenção do mercado para pegar inflação. 

    Veja bem, assim o Estado procede a defesa da resolução de domínio do governo. de fato – a fruição do valor em seu devido lugar -, adequando a relação exterior que há entre o proprietário e as coisas ou a aparência da propriedade: o que subreleva o conceito de dominio do dinheiro é a destinação econômica das coisas, porque é no poder público que se prova o seu destino.

  20. Estou na torcida

    Até porque, não estou em condições de me mudar para Miami.

    Andar com fé eu vou, que a fé não costuma falhar

    Fé em Jacques Wagner, para acalmar a crise política. Pois não compactuo desse otimismo todo sobre a morte do impechment e que o país já tenha entendido que o caminho menos traumático é com o governo que aí está.

    Só hoje foram três trocas de feliz 2016 com clientes empresários que quase viraram discussão por causa disso. O povo continua bravo. Dilma não recuperou prestígio porque trocou o Ministro. O pessoal ainda quer saber onde estão os cortes que ela prometeu nos Ministérios, onde está o dinheiro dos imóveis que seriam vendidos, etc

    Se vier CPMF então, os ânimos se alteram rapidinho. A idéia, verdadeira, que estamos sustentando um governo gastador e incompetente, ou corrupto para alguns, ainda é a que predomina.

    Quanto aos comentaristas que estão tão preocupados com a taxa SELIC, a nova Geni do pensamento econômico lulopetista, sugiro que se organizem e cerquem o prédio do Banco Central no próximo dia 20 com faixas e cartazes contra os juros. Ficar só no blá-blá-blá não pega bem para uma militância tão pró-ativa. 

    Mas pensem antes, 14,5% ao ano para uma inflação que já passou de 10%, e que pode até mesmo superar esses 14,5% não é isso tudo.  

    Se você acha que é tudo isso mesmo, vá lá, aplique seu dinheiro no TD+SELIC. Eu vou continuar aplicando no TD+IPCA.

     

     

  21. este lance da cpmf…

    e se o governo marcar bobeira novamente com a comunicação, pode complicar legal

    já estive até bem pertinho de futuros entrevistados, os selecionados da Globo, entendidos de bares, feiras e padarias

    a ponto de ouvir algo assim: “absurdo isso, a gente gastamos 50 e 5 vai pro governo”

    até ousei perguntar: 5 o quê? centavos?

    quase levei porrada de todos

    1. Você tem razão

      A comunicação é a alma do negócio.

      Sugiro que sejam diretos ao informar o povo, algo do tipo : “Todos para o chão, todos no chão, isso é um assalto !” 

      1. Imagino que você quiz dizer

        Imagino que você quiz dizer que o governo do PT rouba.

        Procure pelas estatisitcas disponíveis na internet e você mesmo poderá descobrir que durante o goveno petista os desvios com corrupção foram reduzidos de 10% do PIB há 15 anos atrás para cerca de 3,8% do PIB a dois anos atrás.

        Isto foi admitido até por fundadores do PSDB como o Ricardo Semler(acho que o nome é este).

    2. Pela carga tributária eles

      Pela carga tributária eles foram bonzinhos. de R$ 50,00, pelo menos R$ 18,00 vão para o governo.

      Podia ser pior. Tem países, ricos inclusive, que a mordida é maior.

       

  22. O otimismo de Nassif com esta

    O otimismo de Nassif com esta passagem: “(…) é a vontade geral de que os problemas políticos sejam superados e a economia volte a se recuperar. Em cima dessa expectativa, há uma reavaliação ampla da atuação de vários personagens públicos.(…)”, parece não ter eco nas Minas Gerais.

    Ouvindo alguns comentaristas da Rádio Itatiaia (100% tucana) hoje pela manhã parecia que o Brasil está em fase terminal. Não tem solução. E claro, Dilma é a culpada de tudo. Na CBN também, a mesma ladainha. E qualquer outra rádio e TV que ligarmos – ja que vivemos um tempo de pensamento único por parte da mídia golpista -, a mesma conversa, de que 2016 será pior ainda que 2015, que a crise está aumentando, que o Brasil está derretendo.

    Claro que essas previsões catastróficas não encontram qualquer amparo na realidade fática de um país que tem reservas internacionais equivalentes a  R$ 1,48 trilhões. Dez por cento desse montante, portanto, daria para colocar as contas do governo em dia. E se o governo baixar a taxs selic, reduzindo o custo da dívida pública, sobrariam recursos para novos investimentos.

    Na minha modesta opinião, o governo tinha que parar de funcionar em função de cortes e ajustes recessivos e voltar sua atenção para como crescer mais, como investir mais, como gerar mais empregos, como retomar o processo interrompido de crescimento, sem cometer alguns equívocos anteriores.

    O ano de 2016 tem tudo para ser melhor, para iniciar uma retomada da economia, se o governo não se tornar prisioneiro de chantagens políticas e de ajustes neoliberais na economia – o que gera impopularidade e afasta a base social de apoio ao governo e facilita o golpismo da direita, incluindo operações judicialescas como Lava Jato e via TSE – Gilmar Dantas e seu novo pupilo Tóffoli.

     

  23. Bom, e pensar que a Dilma

    Bom, e pensar que a Dilma começou o ano com um artigo na Folha – isso é completamente surreal. Embora a Dilma seja honesta, ela é muito fraca, não à toa, ela dá cada vez mais munição para a direita fascista derrubá-la, ou ao menos deixá-la rastejando.
    O fato dela manter o Zé Cardozo no Ministério da Justiça é a perfeita demonstração de sua falta de capacidade para governar; digo isso porque não se deve parar com investigações ou algo do tipo, mas é necessário haver imparcialidade e isenção, coisa que agora está cada vez mais difícil na PF do Zé. Como qualquer imbecil consegue notar, a PF tem lado e partido, e não é o do povo – enquanto isso a Dilma dorme em berço esplendido, e se comunica como um surdo gesticulando para um cego.

  24. “Por conta da crise a agenda

    “Por conta da crise a agenda ficou mais estreita. Mas seria importante que as forças mais à esquerda entendessem as limitações da política econômica e desse um sinal verde para o Ministro.”

    E as forças mais  à direita hein Nassif? Não poderiam pelo menos permitir  a volta da CPMF e um alívio de uns 3 pontos na selic?

    Mas, o que vemos já são previsões dos rentistas de mais aumentos na selic para este ano.

    Penso que os da esquerda já deram contribuição quase até o osso e os da direita rentista/sonegadora( raras exceções) ainda não vi nada além de um pato inflável enganador de tolos.

     

  25. Minha previsão

    Minha previsão para o ano de 2016 é bem simples: eu acho que não vai acontecer é nada. O governo vai continuar empurrando com a barriga e a situação vai se agravando lentamente até voltarmos ao FMI e à toda aquela nossa velha rotina. Velhos termos de economia que não escutávamos desde os anos 80 vão voltar ao noticiário, alguns desses termos já estão aqui nesse tópico.

    Mas muita gente vai ficar feliz. O sonho da esquerda, há 20 anos, tem sido liquidar o Plano Real e voltar aos gloriosos tempos quando se podia rodar a maquininha da Casa de Moeda e PUF! A mágica estava feita, os rombos das contas do governo estavam cobertos e a fatura ia para o infeliz usuário do papel-moeda, que a pagava com a perda de seu poder aquisitivo. Nada de fechar ministério, nada de privaizar empresa, nada de dispensar funcionário público, bastava rodar a maquininha e a conta ia para o vizinho. Eu sei que a esquerda defende o povo, o seu povo, os peixinhos e peixões pendurados na máquina do Estado. Os outros que se f*.

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