4 de junho de 2026

Aécio e Alckmin, a análise combinatória e a matemática do jogo político para 2018

O adversário de Aécio para 2018 é Alckmin em 2014. Um Alckmin forte em São Paulo é o candidato natural do PSDB. Com ele fraco, Aécio tem chances, para Marina é um investimento a longo prazo e para Campos é indiferente.

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O colega Neotupi nos traz um texto muito interessante: “O jogo de xadrez entre Alckmin e Campos para 2014 e 2018”.

É um belo trabalho de análise combinatória.

Realmente, a política de alianças permite combinações muito interessantes. Porém, diferente do que o artigo trata tão bem, o não apoio de Campos a Alckmin favorece muito mais a Aécio e a Marina. A Aécio favorece muito, para Marina é um investimento a longo prazo e para Campos é indiferente.

Demo-nos tratos à bola.

No início de 2013, Dilma era “pule de dez” para as eleições de 2014, e, então, o jogo dos outros concorrentes estava direcionado para 2018. Junho de 2013 pareceu uma obra de Lampedusa, mudou tudo para deixar tudo como estava. Ou seja, neste início de 2014, Dilma é novamente “pule de dez” para a eleição à presidência e o cenário de vitória no 1º turno não parece nada implausível.

Outra vez o jogo passa a ser 2018. Salvo chuvas e trovoadas já programadas e outras inesperadas. Os “protestos contra a Copa” são as combinadas. Vão começar a tentá-las em 25 de janeiro, aqui em São Paulo. Não deve dar em nada. Não nos esqueçamos de Marx: “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

As não combinadas são, por exemplo, os “rolezinhos”. Qualquer evento que convulsione o país será usado pelas forças reacionárias, a grande mídia como ponta de lança, para tentar desestabilizar o panorama político e “ver no que dá”, já que a agitação pode não favorecer aos outros candidatos, mas, sem dúvida, é desfavorável para Dilma. 

Se nada acontecer, e é pouco provável que algo aconteça, é 2018 que deve estar nos planos da oposição e também do “novo PT” que terá de surgir com o encerramento do ciclo “lulista”.

Nesse cenário, olhando deste início de 2014, Marina Silva, Aécio ou Alckmin, Eduardo Campos e Haddad são possíveis candidatos.

Nestas eleições, a exceção de Haddad, estarão formando o recall para 2018.

Marina e Eduardo Campos são um caso inusitado. Têm, cada um, um partido para chamar de seu. Marina o Rede e Eduardo o PSB. O casamento entre eles é de conveniência e termina assim que o Rede estiver aprovado junto ao TSE.

Marina vem a calhar para Campos. Dá a Campos a visibilidade no sudeste que ele precisava e aproxima Campos do empresariado paulista.

Campos vem a calhar para Marina. Mantém-na viva no ano e nas eleições de 2014 e permite a ela ir construindo o seu Rede para 2018.

Para isso, ela precisa demarcar espaços em São Paulo e Rio. Marina é um caso interessante, é do Acre, da “rainforest”, mas seu principal eleitorado e apoiadores estão no sudeste. Não dá para ser linha auxiliar de Alckmin. Aécio agradece.

Mas este casamento mostra também uma mudança de rumo de Eduardo Campos. Marina inviabiliza um apoio do PSB ao PT no 2º turno. Ou vai exigir uma engenharia política que não vislumbro, por enquanto. Supondo que Aécio sobreviva ao 1º turno.

No mundo ideal, pela ótica do que era o início de 2013, Campos seria o “herdeiro de Lula” com o fim do “PT original”, seja por que Lula e Dilma – sua continuação – completaram seus ciclos, seja porque a AP 470 inviabilizou quadros poderosos, seja porque outros nomes envelheceram sem se viabilizar.

Lula chegou a ensaiar uma candidatura de Temer ao governo de São Paulo em troca da vice de Dilma para Eduardo Campos, mas não teve jogo com o PMDB. Restou a Campos sair candidato.

Aqui, o normal seria Campos levar a eleição para o segundo turno, batendo muito mais em Aécio que em Dilma, ficar em terceiro e no 2º turno apoiar Dilma, garantir um ministério com verba e ser o candidato do PSB-PT em 2018.

Algo mudou, e mudou na cabeça de Lula.

E a mudança foi Haddad e Padilha.

A lógica, talvez, tenha sido simples, partindo do gênio que Lula é. A eleição de Haddad mostrou um Lula poderoso, capaz de fincar “postes” e não é de hoje que Alckmin e o PSDB paulista mostram claros sinais de fadiga do material, e isso antes do atual escândalo do “trensalão” e do julgamento do “mensalão tucano”. Com Haddad eleito e com Dilma se recuperando das “Manifestações de Junho” muito melhor que Alckmin, Lula deve ter intuído que Padilha era viável não apenas para uma renovação do PT mas para a vitória na eleição para o governo paulista. Paradoxalmente, o PT paulistano, com Marta e Mercadante, não é dócil a Lula, o “Mais Médicos”, no entanto, tornou o nome de Padilha indiscutível dentro do PT.

Lula resolveu apostar.

Essa aposta muda o quadro da eleição de 2018 completamente, no curto prazo, e inviabiliza a chapa Campos presidente e o PT de vice em 2018. Pelo menos até 2016 – eleições municipais, onde Haddad deverá tentar a reeleição.

Com Padilha eleito governador e Haddad re-eleito prefeito da capital paulista, ele, Haddad, se torna o candidato natural do PT para 2018.

E mais, com Pimentel forte em Minas, Gleisi no Paraná e Lindbergh no Rio mais Tarso no Sul e Wagner na Bahia, estará feita a transição para o novo PT “pós-lulista”.

É “sonho de uma noite de verão” para Lula? É. Mas Lula se alimenta de sonhos, e esse não parece, visto daqui, do início de 2014, tão mirabolante assim.

Logo, Campos ficaria na chuva mesmo tendo apoiado Dilma e sido seu ministro. Campos deve ter percebido isso ou, mais ainda, conversado com Lula a respeito. Assim, inviabilizada a aliança PSB-PT para 2018, restou a ele buscar o confronto direto com o PT já em 2014, para marcar posição.  A fragilidade de Aécio só ajuda Campos a chegar ao segundo turno, o que antes não lhe convinha. Sem mandato, Campos necessitará de algo que o mantenha em evidência até 2018, para não perder o recall conseguido em 2014. Mas lembremo-nos, Marina só fica no PSB até viabilizar o seu Rede. Isso deve ser dar em 2015. Aí, com Marina e seu grupo fora do PSB, quem sabe, PT e PSB voltem a conversar? Hoje, Campos não tem opção.

Aécio e Alckmin – O PSDB foi e continua sendo um partido dividido.

Pela primeira vez, desde as eleições de FHC, o nome de Aécio poderia ter sido um unificador. A ambição de José Serra, mais uma vez, não permitiu. Pior ainda, Aécio não conseguiu viabilizar o seu nome como aquele que agregaria o pensamento conservador brasileiro.

Alckmin personifica o conservadorismo retrógrado paulista e brasileiro. Eleito em São Paulo em 2014, será o candidato natural do PSDB nas eleições de 2018.

O adversário de Aécio em 2018 é, portanto, Alckmin em 2014. Um Alckmin forte em São Paulo é o candidato natural do PSDB, com ele fraco, Aécio tem chances.

Mas que chance é essa?

A chance de concorrer contra Haddad, Marina Silva e Eduardo Campos. A primeira eleição onde Lula e FHC serão nomes do “ancien régime”, a eleição que representará o início de um novo ciclo político no Brasil.

Aécio tem mandato até 2018, se perder em 2014, retorna ao Senado e recomeça de lá. Alckmin, se perder em 2014, retorna imediatamente a 2008 – irá dar aulas de anestesiologia.

Eduardo Campos e Marina Silva prestam um grande favor a Aécio Neves ao dificultar a vitória de Alckmin em 2014 para o governo paulista.

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25 Comentários
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  1. Olhar de urbanista

    20 de janeiro de 2014 3:32 pm

    Delícia!

    Coisa boa é nem se ver o nome do cerra neste horizonte!

    Oscar Müller

     

  2. Filipe Rodrigues

    20 de janeiro de 2014 3:52 pm

    O texto do Sérgio Saraiva no

    O texto do Sérgio Saraiva no final de 2013 foi um dos melhores do blog: https://jornalggn.com.br/blog/sergio-saraiva/2014-um-ano-de-crise-ou-seja-de-riscos-e-oportunidades

    E mais, com Pimentel forte em Minas, Gleisi no Paraná e Lindbergh no Rio mais Tarso no Sul e Wagner na Bahia, estará feita a transição para o novo PT “pós-lulitsa”. 

    O PT investindo forte nos estados é importante para a transição futura e para melhorar a correlação de forças e governabilidade, já que as disputas legislativas são influenciadas pelas disputas majoritárias.

    Não será nada impossível partidos lançando grande número de candidaturas próprias nos estados visando essa nova estratégia, no Rio deve haver 9 ou 10 candidatos a governador sem contar as legendas nanicas, isso é um indicativo da disputa de 2018 que deve ser parecida com 1989 por representar uma passagem de bastão ou mudança geracional.

     

  3. BRAGA-BH

    20 de janeiro de 2014 3:53 pm

    Haddad

    Quando a imprensa de oposição cerra sua artilharia pesada sobre Haddad não está tentando apenas derrubar o Prefeito de São Paulo, está mirando mais longe. Sabendo da fraqueza da atual oposição ao governo federal, da possibilidade de derrotas fragorosas em Minas, São Paulo, Rio, Paraná e outros estados menores, cabe a esta mesma imprensa de oposição minar um possível vôo de Haddad tentando desde já demonizá-lo e/ou desmoralizá-lo para que não se transforme em presidenciável em 2018.

  4. Daytona

    20 de janeiro de 2014 4:02 pm

    Eu vejo que, na consolidação

    Eu vejo que, na consolidação desse novo ciclo político, o PSDB está fadado a desaparecer, é um partido simplesmente incapaz de se renovar(Alckmin, nome forte para 2018), Aécio é mais jovem apenas na idade, suas ideias e imagem estão umbilicalmente atadas ao passado.

    Interessante notar que o cáculo político realizado por Lula(de fato, um dos maiores gênios da política global), baseado no maior conservadorismo do eleitorado do Brasil pós-Lula, um Brasil de classe média, consiste em candidatos não apenas “pós-Lula”, mas verdadeiramente a antítese de Lula.

    O perfil técnico e o descolamento da vida política fazem de Dilma, Haddad e Padilha a verdadeira antítese de Lula, o que lhes permite, em atuação coordenada, penetrar em diferentes setores do eleitorado: o popular, sempre sob a mística do lulismo, e a classe média conservadora, simpática a candidatos de perfil técnico desvinculados de n”tudo que está aí”.

    Nesse novo ciclo, o PT se encontra em posição privilegiada, pois conseguiu acumular todos os elementos necessários para satisfazer esse novo eleitorado.

    NOVIDADE E O NEOCONSERVADORISMO: a constante campanha contra a política adotada pela grande mídia segue a tradicional estratégia de demonização da política, com propósitos autoritários, frequentemente adotada pelo discurso UDNista, Ao histórico de candidatos alheios a política(Eduardo Gomes, Joaquim Barbosa)e de “novidades polítiucas”(Jânio Quadros, Collor, Marina), o PT contrapõem com políticos de perfil técnico(Dilma, Haddad, Padilha), conseguindo uma combinação única de governo-novidade, algo inexistente nos demais candidatos(fora o discurso moralista e utópico, o que Marina e Barbosa podem apresentar como realizações?). A falta de realizações de candidatos novidade como Marina e Barbosa vai de encontro ao neoconservadorismo do eleitorado de classe média surgido com as políticas de distribuição de renda da Era Lula.

    Se políticos tradicionais, oriundos de verdadeiras dinastias políticas, como Campos e Aécio, ou já desgastados com sua atuação(grande parte do PSDB), a falta de experiência e realizações para apresentar ao eleitorado(Marina, Barbosa)desagrada ao perfil conservador do eleitorado desse novo Brasil de classe média. O gênio político de Lula consiste em agregar ambos os elementos(a novidade e o neoconservadorismo)a seus candidatos, sendo, até o momento, o único partido capaz de tal realização. O Nassif frequentemente cita o Anastasia como um candidato de perfil semelhante, mas, para se viabilizar, ele deverá, invevitavelmente, se desvincular do PSDB, tanto para não manchar sua imagem quanto para evitar os obstáculos insuperáveis do jurássico comendo partidário deste partido.

  5. Paulo Camargo

    20 de janeiro de 2014 4:41 pm

    Novo ciclo político?

     

    Nassif

    Muito bom o texto. Revela o jogo político e as circunstâncias advindas deste. Sobre a consideração de que se trata do fim ou do início de um outro cilo político penso na questão estrutural. Explico: Em nossa história tivemos presidentes progressistas que tiveram que ceder em muito para um congresso nacional hiper tradicionalista, para obter maioria nas decisões. Essa é a minha questão. Será que o novo ciclo político, como colocado no texto, quebrará com o tradicional “centrão”?  Novos candidatos, novos presidentes, mas dentro da velha estrutura.

  6. alexis

    20 de janeiro de 2014 5:07 pm

    Haddad e Padilha?

    Teria sido um título mais adequado. As citações esquálidas e inócuas em relação ao Aécio ao longo deste texto não o qualificam nem para fazer parte do título do post, muito menos como presidenciável.

    Mais uma vez, Nassif presenteia ao Aécio com enorme generosidade, e coloca-o como peça chave num tabuleiro de Xadrez onde já foi o primeiro pião a ser comido.

  7. Alexandre Tambelli

    20 de janeiro de 2014 5:12 pm

    Muita futurologia sem povo!

    Depois das manifestações de julho, agora dos rolezinhos e a certeza de que existe uma realidade a ser atacada de frente que é: a inserção plena da população no espaço urbano: com direito a moradia decente, bairro urbanizado e com equipamentos de lazer, saúde, transporte, educação e cultura de qualidade fazer análise política com discurso que não insere o “novo consumidor/eleitor” não dá mais certo, creio eu. 

    Milhões de brasileiros estão atentos nos discursos dos “políticos” e suas ações. Não cabem tantos cálculos. O voto será dado para quem o povão enxergar que tem compromisso em dar um “upgrade” na sua vida, além do poder aquisitivo de consumir coisas. 

    O voto será dado pelas realizações feitas pelo governante. Atualmente, quem realiza, mesmo que timidamente, por motivos tantos, que bem sabemos quais são (alianças políticas, velha mídia, elites retrogradas, capital internacional, etc.), é o PT. 

    Vai vencer em 2014. E pelo que tudo indica em 2018, também. Afinal, Alckmin, Aécio, Eduardo, Marina, Serra discursam mais a favor do capital do que da classe trabalhadora. O discurso desses políticos não tem reverberação no povão. 

    A turma desses políticos, sequer consegue afinar um discurso favorável aos “rolezinhos” – das classes sociais emergentes, eles até fecham as portas de seus estabelecimentos e mandam a polícia resolver as coisas na base da violência. O povão está atento. E, ainda, discursam contra a política do aumento real do salário mínimo e pregam até o desemprego.  

    Sem um golpe via Judiciário ou Legislativo, ou seja, na base do voto, será muito improvável, na política atual, tirar o PT do poder. Discursar é bonito, fingir-se de defensor do povo é lindo, agora fazer algo pelo povo são outros quinhentos, dos partidos com estofo para vencer uma eleição, só o PT tem essa possibilidade. 

    É muita matemática sem povo. Muito cálculo eleitoral e pouco contato com a realidade social atual do Brasil. Vai ganhar as eleições futuras quem melhora a vida do povo. Com ou sem mídia. Com ou sem capital. Com ou sem apoio das elites. 

    O que se busca daqui para frente é ampliar as conquistas da classe trabalhadora, melhorar a qualidade de vida do bairro onde ela reside, melhorar a infraestrutura dos transportes até seu trabalho, ampliar os equipamentos de lazer e cultura, melhorar a infraestrutura e a qualidade do ensino da escola de seus filhos, melhorar ainda mais o atendimento do SUS, etc. Política de retrocesso não cabe mais. O povo já experimentou participar do banquete do consumo e quer participar em pé de igualdade com todos, agora. 

    Político para vencer eleição no Brasil atual ou caminha ao lado do povo ou está fadado a perder. Tenta mudar o rumo das coisas para ver se o político eleito fica mais de 1 mandato no poder. Se não sair antes de terminar o mandato se dê por satisfeito.

    A Era Lula e Dilma criou uma nova consciência social no povão. Essa realidade não será alterada tão cedo. Quer vencer em 2014, 2018, 2022 e assim por diante? Cuida de governar para todos os brasileiros. E privilegia quem mais precisa do Estado para melhorar sua condição de Vida para alcançar sua cidadania plena. 

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      20 de janeiro de 2014 8:14 pm

      A realidade que o povo vai sentir na pele

      A realidade é dura e cruel para o futuro do povo no Brasil, com PIB caindo, juros aumentanto, transferências de riqueza e patrimônio para fora do Brasil como a muito tempo não se via, aumento do desemprego, junto com o endividamento e o cenário da tempestade perfeita prevista por muitos analistas está ai, na esquina.

      Dá para mudar o rumo ainda, mas não é tarefa para amadores.

      1. Ulisses s

        20 de janeiro de 2014 9:00 pm

        A realidade que nos vimos foi o pão que o diabo amassou com FHC

        Com o mesmo papo que o PSDB, adulando as mesmas figurinhas carimbadas da política e empresariado que o PSDB adulou quando foi governo, acha que o PSB pode melhorar mais que o PT que ao menos é independente em relação a estes pulhas? Você está muito velho para saer ingênuo a este ponto. Sua defesa do Campos não é apenas cívica! 

      2. Renato SP

        20 de janeiro de 2014 9:33 pm

        É o fim da picada

        A internet tem esse problema… Os nomes e apelidos não vem com curriculo. Fulano da aula não sei aonde, é formado não sei em que… Ter que ler esse comentário vazio de um vereador do PSB como se fosse uma reflexão muito profunda do cidadão é o fim da picada.

      3. Eduardo Ornelas

        20 de janeiro de 2014 9:34 pm

        Com o PIB subindo mais do que

        Com o PIB subindo mais do que nos países centrais, com a elevação do nível cultural, político e educacional do povo – o dinheiro do pré-sal e da política social do governo dará resultados – o campo de ação da direita manipuladora estará mais fraco daqui a 5 anos. Então, a direita precisará apresentar candidatos menos primários para ter alguma chance. Assim como aventuras tipo Collor estão fora do cardápio, o mesmo acontecerá com Aécios e Campos da vida. A Marina precisará de muito mais do que o seu chale new age com perfume da Natura. O Brasil está melhorando tanto que até a direita será obrigada a ter compostura.

  8. Ed Döer

    20 de janeiro de 2014 5:50 pm

    Com Padilha eleito governador

    Com Padilha eleito governador e Haddad re-eleito prefeito da capital paulista, ele, Haddad, se torna o candidato natural do PT para 2018.
     
    E mais, com Pimentel forte em Minas, Gleisi no Paraná e Lindbergh no Rio mais Tarso no Sul e Wagner na Bahia, estará feita a transição para o novo PT “pós-lulitsa”.

    Eu não entendo essa fixação com o Haddad. O PT tem tanto nome antigo (ou novo) bom para cogitar além dele. Fora algum poste inesperado, que faria mais o estilo do Lula. Talvez um ministro, e aí poderia entrar o “regenerado” Mercadante, considerando o andamento do jogo de 2015 até 2018. Ou mesmo o “reserva técnico de luxo”, o próprio Lula, em caso extremo, que provavelmente seria explorado pela oposição, devido as comparações com Rússia que seriam possíveis, graças a alternância Lula e Dilma.

    E considerando o “problema” que é São Paulo, me parece mais provável ele sair dali do “tamanho da Marta” (que nem candidatura para governadora consegue emplacar mesmo tendo sido prefeita de 1/4 dos paulistas) apesar do bom trabalho que está fazendo. E nem quero dizer que a Marta tenha sido uma péssima prefeita. Mas sempre tem a questão da imagem do governo e de como o “peixe é vendido”, mesmo que pelos outros (mídia). O dilema do IPTU já mostrou o que ele vai enfrentar pela frente.

    Dos 5 citados:

    – Pimentel me parece o com mais chances de vingar nas eleições, mas não sei dizer se o ciclo tucano mineiro chegou ao fim.

    – Não acho que a Gleisi vingue no Paraná. O Richa ainda me parece o favorito.

    – O Lindbergh teria potencial, mas não arrisco palpite no RJ, provavelmente vai ser uma das eleições para governador mais disputada do país, ao lado da paulista. Não duvido até de elegeram o Garotinho…ou o Crivela. Cruz credo.

    – Tarso infelizmente deve perder. O RS ainda não reelegeu nenhum governador, e não me parece que começará esse ano. E a adversária tem o apoio velado da grande mídia local. Mas no caso hipotético do Tarso ganhar, já seria um nome para considerar em 2018, apesar de estar fora do “eixo do poder” na região Sudeste.

    – E o Wagner já é governador reeleito. Logo, está saindo do governo em 2014. Não tem como ser o nome do PT para agora, mas não sei como está o jogo na Bahia. Mas pesquisando rápido achei umas pesquisas nada animadoras.

    1. Renato SP

      20 de janeiro de 2014 9:36 pm

      Coisa de paulista

      “Eu não entendo essa fixação com o Haddad.” – Coisa de paulista. Tem muita água pra passar até 2018.

    2. Gunter Zibell - SP

      21 de janeiro de 2014 2:27 am

      Concordo com muito, Ed.

      Vixe, essas comparações com Rússia me provocam calafrios na espinha. Não quero nem pensar em as coisas ficarem mais parecidas do que já são. E Putin ainda virá em julho ao Brasil “dar uma força”.

      Eu nunca fui a uma manif na vida (e já tenho 50 anos), mas se tiver alguma anti-Putin, irei.

      Mas, enfim, o cenário é esse.

      Eu procurei recentemente pesquisas para os 10 estados mais populosos e DF. O PT só está na frente, por ora, em MG.

      Como só falta 8 meses, achei as projeções do colega Saraiva muito otimistas para o PT.

      Mesmo assim 8 meses são tempo para fazer candidatos conhecidos, mas acho que o mais provável é Padilha ficar entre 35-40%. O conjunto do estado não é tão receptivo ao PT como a RMSP. Não será tão fácil como foi para Haddad, até porque Alckmin está muito bem cotado entre os mais pobres e o candidato no PSDB não será Serra (hoje em dia ser anti-Serra é o que faz algumas pessoas votarem no PT.)

      A cidade de SP também não é muito de reeleger, que nem estado do RS. Dizer que Kassab foi reeleito é exagero, pois antes ele era candidato a vice. Acho muito cedo para imaginar Haddad reeleito.

      As pessoas aqui só fazem projeções crescentes para o PT. Pouca gente aceita perceber que a hipótese “PT já atingiu seu auge” também existe. Ninguém se prepara para isso?

      Eu acho que em quase todos os indicadores, exceto talvez pelas chances de Dilma ganhar no 1º turno, quase como num 3º turno de 2010, o PT terá menos percentuais que em 2010.

      Especialmente nisso de governadores. 

       

       

  9. Artaud

    20 de janeiro de 2014 7:14 pm

    Tese.

    Segue uma análise do quadro eleitoral/político que pretendo apresentar como tese de mestrado esse ano:

    Aécio Neves ou Geraldo Alckimim na presidência da república representam um desastre irreparável para o país. Marina, uma hecatombe.

    Fim da tese.

  10. robertog

    20 de janeiro de 2014 8:28 pm

    Em relação a Aécio e Campos

    Em relação a Aécio e Campos há um traço comum, que ficou claro no noticiário desses últimos dias, que os aproxima e os distancia da lógica do PT e do grosso do povo brasileiro. Campos “escolheu” para seu sucessor em Pernambuco seu secretário e, principalmente, seu primo Tadeu Alencar para sucedê-lo….Já Aécio convocou sua irma para ser chefe de sua campanha, já tendo sido a “capa preta” no governo de MG. Desculpem os sonháticos: mas não tem nada mais velho do que esse familismo desses dois herdeiros de oligarquias políticas. No jogo político regional, em que ambos estão protegidos, essa lógica pode funcionar. Na arena nacional é muito pouco provável. E é bom mesmo para o Brasil que não funcione!!!!

  11. Maricris Guedes

    20 de janeiro de 2014 8:52 pm

    Acho muito precipitado

    Acho muito precipitado afirmar com tanta veemencia que Dilma vencerá as eleições, ainda por cima no 1o turno. É fato que atualmente nas pesquisas atuais ela aparece bem a frente dos demais, porém se analisarmos ela é atual presidente da republica e ganha muitos votos por visibilidade e conhecimento nacional. Com as campanhas a oposição tende a crescer muito.

  12. Lucas Ferreira

    20 de janeiro de 2014 8:55 pm

    Discordo do texto, pois o

    Discordo do texto, pois o veto de Marina prejudica apenas a Eduardo Campos pois polariza a disputa presidencial entre Aecio e Dilma. O segundo turno é quase certo, e nele sim a oposição precisará estar unida, mas no primeiro é cada um por si.

  13. mauro brasil

    20 de janeiro de 2014 9:44 pm

    Aécio Presidente 2014!!
    Que análise mais torta, Aécio x Alckmin em 2018? Isso não faz sentido, uma vez que o Aécio chega com força suficiente para vencer essas eleições. Se por acaso não vencer, vai pro segundo turno, e em 2018 será o candidato da vitória. De toda forma, é bem provável que o Aécio ganhe agora em 2014, 60% do povo não aprova o PT.

  14. Jorge Nogueira Rebolla

    20 de janeiro de 2014 10:28 pm

    Dilma é a favorita, mas…

    …nada hoje indica que o Saraiva acerte os resultados nos estados.

    No Rio a disputa será acirrada. Três candidatos disputam as vagas para o segundo-turno: Garotinho, Lindberg e a máquina do PMDB com o Pezão. No momento é difícil dizer quem não entra. Pelo recall e pelo “desencanto” com o Cabralzinho o Garotinho deve conseguir uns 30% dos votos no primeiro turno.

    Em Minas não acredito que o Pimentel derrote o atual esquema de poder, em eleições regionais num estadão arcaico a influência dos caciques locais ainda é forte.

    No Rio Grande, tchê, o Tarso vai ter que fazer muito mais que dar banho de mar em cadeirante para se reeleger.

    O Paraná deve continuar com o PSDB, os assessores criminosos da Gleisi vão ser muito explorados na campanha.

    Na Bahia o PT não deve emplacar o sucessor do Wagner.

    Em São Paulo a popularidade do poste Haddad será decisiva para o poste Padilha, se continuar a imagem que ele possui no momento será uma mala muito pesada para a candidatura do PT. A lâmpada pode queimar antes mesmo de acender.

    Quanto as eleições parlamentares o PT corre o risco de ficar isolado nos principais estados, muitos partidos vão pular fora das coligações para as proporcionais.

    O PT corre o risco de sair menor em 2014 do que em 2010 das urnas. Governando apenas estados periféricos, mesmo mantendo a presidência da república.

    Também teremos o imponderável: a copa da fifa… um desempenho pífio do pelotão do troglodita com uma reedição, mesmo que em menor escala, de junho de 2013 a popularidade da Dilma pode oscilar para baixo e não se recuperar durante a campanha, tendo em vista que o horário eleitoral vai reduzir muito a discrepância de exposição, vai cair de 50 x 1 observada ano passado (Dilma x opositores) para no máximo 2 ou 3 x 1.

     

  15. Obelix

    20 de janeiro de 2014 11:37 pm

    A turma do Fusca.

    Prezados e prezadas,

    É uma boa análise de cenários, mas despreza variáveis importantes.

    O resultado das eleições parlamentares e a nova composição das bases de apoio e de oposição, que determinam o papel do PMDB, PSD e outros, como Solidariedade e PROS no jogo de poder.

    A esperança do governo é ampliar sua base chamada de orgânica, e ampliar espaços para novos sócios, como o PSD, que deve ter desempenho melhor que o anterior, quando não tinha tempo de rodagem, e se eu não me engano, tempo na TV, ou tina poquíssimo (não estou certo).

    Os nomes de Marina, Aécio, Geraldo e Eduardo não se movimentarão da forma prevista pelo Senhor Sérgio se ocorrer o previsto: a desidratação das bancadas do PSB e PSDB.

    Do PSDB pelos motivos óbvios, ou seja, está moribundo e a um passo da extinção.

    Já o PSB alcançou boa parte de seu sucesso em 2010 (nas eleições para governador, deputados, senadores, e depois nas cidades em 2012) por causa de sua condição de linha auxiliar do governo do PT, que em certos espaços preferiu não tensionar as disputas e ceder posições em troca do apoio na chapa nacional, mais ou menos como já fazia com o PMDB.

    Se o governo mantiver ou ampliar o seu centro distendido (como chama Wanderley Guuilherme dos Santos), caberá ao PSB (e a Marina) a herança do setor conservador-direitista como espaço político possível, e sabemos que neste contexto,o desastre é certo.

    A lógica que conferiu mais espaço ao PSB do que sua capacidade de acumular capital político não se repetirá agora, pois uma coisa é ter Lula e Dilma empurrando candidaturas, outra é se apresentar como oposição, e em alguns lugares, como partícipe de arranjos ultra arcaicos, como no caso dos Bornhausen.

    O próprio autor ratifica que Lula poderia ter pensado em ter o PSB como linha auxiliar para uma possível transição em caso de esgotamento do ciclo petista. Esta tática pode ter inflado artificialmente o poder de fogo do PSB anteriormente, mas agora não será da mesma forma.

    Marina deve seguir a tendência que abateu Garotinho, mais ou menos pelo mesmo motivo, embora sejam atores políticos com características distintas: a total incapacidade de se relacionar politicamente com outras vertentes, sem subordinar todas as relações ao autoreferenciamento permanente.

    O caso Marina é como Marx previu: primeiro trágedia, depois farsa.

    A tragédia já foi dada: Marina tentou colar a higienização da política, pregou o que não fez, porque queria “jeitinho” para aprovar a REDE, e depois se coligou com aquilo que dizia querer superar.

    A farsa é 2018, quando vai ter que subir o tom de seu discurso higienista, messiânico e protofascista, ainda mais se houver uma reaproximação do PSB com o PT.

    Impossibilitada de concorrer pela REDE, não haverá deputados e senadores para lhe dar tempo de TV algum em 2018, nem para fazer acordos estaduais e locais, isto sem mencionar que a possível alteração das regras de financiamento lhe tolherão a principal fonte de recursos.

    Deve ser candidata a vereadora em 2020 no Acre.

    Aécio é a própria imagem da fraqueza institucionalizada. Se não conseguiu isolar e superar çerra, e unificar o partido em torno de si agora, sua tendência é ser o Enéas mais esclarecido destes tempos. Confinado a 1 ou 2 minutos de tempo de TV, sem capilaridade nacional, e com um discurso anacrônico, ou a espera de uma catástrofe, um tipo de Cassandra mineira.

    Geraldo tem um grande problema: se ele superar os obstáculos petistas no seu estado (como disse o Senhor Sérgio), pode ser que não encontre um partido ou uma correlação de forças possíveis para ser candidato, ainda que esteja pessoalmente em condições.

    O campo político onde este pessoal opera é um fusquinha 1300, e ainda tem que ter espaço para a imprensa.

    A diferença entre presidentes e eternos candidatos é: em geral, todos os concorrentes somam forças, mas só alguns agregam e multiplicam poder!

    Há, claro, acidentes como FHC e Sarney, mas são exceções que confirmam a regra.

  16. jcordeiro

    21 de janeiro de 2014 12:16 am

    vidências

    Nassif: a trama urdida pelo Saraiva é digna de um comentarista político que manja do negócio. Porém, trata-se apenas de uma variante no jogo político, num futuro incerto e apenas supostamente admitido. Mesmo considerando Dilma como “pule de dez” o cenário nacional é mais amplo e precisa de análises e estudos regionais acurados, para alem de coronel Dudu, do playboy das alterosas ou de Marina (depois que se pintou). A região sul é importante e de pesado eleitorado. Mas o silêncio sobre seu cenário político é total. Também da região centro-oeste ou norte. Da a impressão que o palco se restringe a São Paulo e Pernambuco, nesta ordem, com cenas an pasant pelo Rio de Janeiro e Minas Gerais. Quem sabe, oportunamente, o Saraiva não nos presentearia com uma perspectiva mais abrangente. Mas o artigo de hoje não deixa de ser interessante, no evidenciamento da equação política, com (até agora) muitas incógnitas e nenhuma definição no cenário eleitoral.

  17. kalangobakunin2222

    21 de janeiro de 2014 1:40 am

    E sim…

    Caso o 2o. governo da Dilma seja mais mió de bão

    os prognósticos para os tukano-coxinhas serão atropelados pelo trensalão que já está saindo da estação

    o PIG vai rifar o pikolé de xuxu 

    o cheinador-bêbado-bilionário de Ipanema não aguentará o rojão

    dudu e marina serão massacrados por Lula que já disse que irá morar em Pernambuco neste ano, contaminando todo o Nordeste

    aí é que a porca torcerá o rabo 

    e Hadad nadará de braçada

  18. Gunter Zibell - SP

    21 de janeiro de 2014 2:01 am

    Mas…

    “Com Padilha eleito governador e Haddad reeleito prefeito da capital paulista”

    Como fica se não acontecer isso?

  19. Samuelcc

    21 de janeiro de 2014 4:14 pm

    Primeiramente, acho que o

    Primeiramente, acho que o objetivo é desde já colocar a mudança no governo federal para acontecer. 2018 está longe demais se quisermos realmente tirar o PT do poder. Tem que ser agora e Aecio vem trabalhando nesse sentido. Vejo muitos petistas dizerem que ganharão facil no primeiro turno. Nao vejo as coisas assim , com as candidaturas oficializadas e no periodo certo de campanha as questões vao se acirrar e isso pode trazer ao povo o entendimento de que não vale a pena dar outra chance ao PT

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