25 de junho de 2026

Agora partido, Farc lança primeira campanha eleitoral na Colômbia

Foto: Yenny Muñoa/CubaMINREX/Fotos PúblicasLíder do partido, Rodrigo Timochenko concorrerá à presidência

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do Opera Mundi 

Agora partido, Farc lança primeira campanha eleitoral na Colômbia

por Redação 

Ex-guerrilheiros anunciaram 23 candidaturas ao Senado e 51 à Câmara; líder do partido, Rodrigo Timochenko concorrerá à presidência
 
A Força Alternativa Revolucionária do Comum (Farc) realizou neste sábado (27/01), em Bogotá, o lançamento de seus candidatos para as eleições legislativas e presidenciais que ocorrerão, respectivamente, em março e maio de 2018.
 
O partido lançará 23 candidaturas ao Senado e 51 à Câmara. Além disso, o líder da Farc, Rodrigo “Timochenko” Londoño, foi apresentado como candidato à presidência do país. Outros membros da ex-guerrilha que anunciaram a participação nas eleições são Iván Marquez e Pablo Catatumbo. Em 2016, Timochenko deu uma entrevista exclusiva a Opera Mundi, em que falou sobre o futuro da Colômbia e sobre o acordo de paz.

 
“Que a voz dos mais pobres, milhões e milhões que nunca foram levados em conta, possa ser ouvida, e que eles possam decidir seu futuro”, afirmou Timochenko, durante o lançamento da campanha. O líder prometeu também dirigir um “governo de transição para promover o nascimento de uma nova Colômbia”.
 
Entre as principais medidas do programa eleitoral anunciado pelas Farc, estão a criação de um sistema de renda básica para a população mais pobre do país, a gratuidade das universidades, maior cobertura médica, construção de estradas e aumento do financiamento para pesquisas científicas.
 
Acordo de paz
 
Em julho de 2017, as então Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia anunciaram que iriam se transformar em um partido político, segundo determinação tomada pelo Plenário do Estado Maior da guerrilha.
 
A transição só foi possível após uma intensa negociação entre os dirigentes da cúpula das FARC e o governo colombiano, que em 2016 assinaram um acordo de paz, colocando fim a um conflito armado que já perdurava por 52 anos.
 
A apresentação formal como partido político aconteceu em setembro de 2017, quando, entre outras deliberações, o grupo decidiu por manter sua sigla. O acordo de paz assinado em 2016 garante que os ex-guerrilheiros tenham ao menos 10 cadeiras no Congresso, independentemente do resultado das eleições.
 
Edição: Opera Mundi

 

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
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  1. Victor Suarez

    30 de janeiro de 2018 10:30 am

    Se não me engano a Colômbia e

    Se não me engano a Colômbia e seu estranho acordo de “paz” trouxe a OTAN para a América do Sul e isso deveria ser analisado por este blog.

    A Colômbia e o Chile são Estados fantoche da BANCA por essas plagas. Não merecem nenhuma credibilidade.

  2. ze sergio

    30 de janeiro de 2018 11:44 am

    agora….

    Até Guerrilhas Comunistas evoluiram. Em Terras Tupiniquins nossa Elite Esquerdopata atrasada e tacanha ficou aprisionada em no Brasil de1964. Mas suas Manões e Contas Bancárias, não. Estas ficaram em Portugal e na Suiça. O Brasil se explica. 

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