21 de maio de 2026

Alckmin dá início à transição do governo Lula

Logo pela manhã, reunião com relator sobre Orçamento de 2023, e pela tarde encontro com Casa Civil de Bolsonaro
Foto: Reprodução Youtube

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin iniciou, logo na manhã desta quinta (03), a transição do governo Lula. Ele e outros escolhidos pelo presidente eleito serão recebidos pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), no Palácio do Planalto.

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Ainda na manhã de hoje, Alckmin e o ex-governador do Piauí e senador Wellington Dias (PT-PI) já se encontraram com o relator-geral do Orçamento de 2023, o senador Marcelo Castro (MDB-PI). Castro já adiantou que a proposta orçamentária do próximo ano é “a mais restritiva da história”.

Orçamento 2023 “mais restritivo da história”

Eles discutiram as adequações necessárias para incluir no Orçamento as propostas de aumento real do salário mínimo, manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600 e outras.

“Todos nós sabemos que este é o Orçamento mais restritivo da história. O orçamento veio com alguns furos, algumas deficiências. Como, por exemplo, a não correção da merenda escolar, não tem recursos para a Farmácia Popular, foram cortados os recursos da saúde indígena, das vacinas. Então, é um orçamento que já é deficitário por si próprio”, disse Castro a jornalistas, antes do encontro.

Início à transição

Uma reunião entre alguns membros da equipe de transição -Alckmin, Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Aloizio Mercadante- e Nogueira está marcada para às 14h de hoje. A transição havia sido confirmada e liberada pelo ministro da Casa Civil nesta segunda (31), em conversa por telefone com a presidente do PT, antes mesmo do pronunciamento de Jair Bolsonaro.

Há expectativa que façam parte dessa equipe pessoas-chave de Lula, mas que não necessariamente ocupem um cargo de ministro. Mercadante, por exemplo, assessorou Lula no plano de governo. Gleisi fez as principais articulações junto a lideranças partidárias. A presidente do PT aguarda de algumas dessas siglas a recomendação de um nome para compor a transição.

É o caso do MDB, PDT e Cidadania, que deverão ter representantes na sala de trabalhos da transição. A presidenciável Simone Tebet (MDB), que atuou para a campanha de Lula no segundo turno, não necessariamente entrará na transição, mas deve ser cotada para algum Ministério do governo Lula e Alckmin.

Aliança com mais partidos no Congresso

Outros partidos que estão sendo chamados pelo PT é o PSD, MDB e União Brasil para compor base de governo no Congresso. Gleisi e o próprio Lula conversa com essas lideranças para tentar ampliar os partidos de apoio e garantir boa margem de governabilidade.

Com estes partidos, os governistas seriam 265 deputados e 43 senadores. Por enquanto, com os partidos da coligação que elegeram Lula, são 122 deputados e 12 senadores.

Nomes técnicos para a transição

Para a equipe de transição, também são estudados nomes como os economistas como Arminio Fraga e Persio Arida; Fernando Haddad (PT) juntamente com a socióloga Neca Setubal estudam a equipe de Educação; e outras dezenas de nomes da área técnica para avaliar os números do pais, como o procurador da Fazenda Nacional, Jorge Rodrigo Araújo Messias, para a área jurídica e possivelmente estudado para Advocacia-Geral da União (AGU).

Ao todo, até 50 pessoas podem compor essa equipe, que realizará os trabalhos no Centro Cultural Banco do Brasil. O objetivo da transição é que Lula receba a maior quantidade possível de informações sobre o estado atual do país e estudar as primeiras alternativas para viabilizar o plano de governo a partir de 2023.

Aceno de pacificação de Lula

Enquanto Alckmin comandará essa equipe, em pouco mais de 1 mês, descontados os períodos de Natal e Ano Novo, Lula articulará junto a partidos e instituições.

Neste momento, Lula está na Bahia com sua esposa e futura primeira-dama, Janja, para descansar por 3 dias. De lá, o presidente eleito deve ir à Brasília para visitar os presidentes da Câmara e do Senado e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O sinal que será passado por Lula é o de estabilidade, diálogo e pacificação de conflitos em seu governo.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. Neuza M de L Asperti

    3 de novembro de 2022 12:23 pm

    ARMINIO FRAGA NAO CONHEÇO MAS PARECE SER LEGAL !

    AGORA TEM UM COM NOME DE MESSIAS NAO SEI NAO ?

    SO DE PENSAR FICO HORRORIZADA… PEDE PARA ELE NAO USAR O SOBRENOME

  2. Rui

    4 de novembro de 2022 9:05 am

    Mãos Dadas
    (Carlos Drummond de Andrade)

    Não serei o poeta de um mundo caduco

    Também não cantarei o mundo futuro

    Estou preso à vida e olho meus companheiros

    Estão taciturnos, mas nutrem grandes esperanças

    Entre eles, considero a enorme realidade

    O presente é tão grande, não nos afastemos

    Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas

    Não serei o cantor de uma mulher, de uma história

    Não direi os suspiros ao anoitecer,à paisagem vista da janela

    Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida

    Não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins

    O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes

    A vida presente.

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