O presidente Lula (PT) retomou a vantagem numérica sobre Flávio Bolsonaro (PL) na disputa de segundo turno pela Presidência da República. Segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23), o atual presidente registra 47,7% das intenções de voto, ante 47,4% do senador. A diferença de 0,3 ponto percentual configura empate técnico dentro da margem de erro, que é de um ponto para mais ou para menos.
O levantamento aponta uma inversão em relação às duas rodadas anteriores da sondagem. Em 17 de setembro, Flávio aparecia à frente, com 47,2% contra 46,8% de Lula. Na pesquisa de 10 de setembro, o parlamentar também liderava numericamente, com 46,4% contra 46,2%.
Crescimento simultâneo no primeiro turno
No primeiro turno, Lula registra 45,8% da preferência do eleitorado, enquanto Flávio Bolsonaro soma 43,4%. Em um intervalo de cinco dias, ambos subiram 1,7 ponto percentual, variação acima da margem de erro.
A movimentação dos dois líderes ocorreu em paralelo à perda de força dos nomes apontados como alternativas. Renan Santos (Missão) aparece com 4,5% (tinha 5,1%), seguido por Augusto Cury (Avante), com 2,1% (tinha 3,5%). Ronaldo Caiado (PSD) registra 1,3% e Romeu Zema (Novo) marca 0,9%. Clariana Barão (DC) e Samara (UP) somam 0,8%. Votos brancos e nulos são 0,7%, e 0,5% não soube responder.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos e nulos, o presidente tem 46,3% contra 43,9% do senador.
Nas simulações de segundo turno contra outros nomes, Lula mantém a liderança em todos os cenários: vence Romeu Zema (47,6% a 42,2%), Ronaldo Caiado (46,6% a 44%), Augusto Cury (46,2% a 39,4%) e Renan Santos (46,5% a 31,2%).
Rejeição elevada e polarização
A avaliação do governo e a imagem pessoal do presidente apresentaram oscilação positiva. A desaprovação do desempenho de Lula caiu de 53,6% para 53%, enquanto a aprovação se manteve em 45,4%. A gestão federal é considerada ruim ou péssima por 50,9% dos entrevistados (eram 51,5%), e ótima ou boa por 40,4% (eram 40,9%). A avaliação regular subiu para 8,7%.
O levantamento reflete a manutenção de um cenário polarizado e com rejeição alta para os dois principais cotados ao Planalto. Quando questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, 51,6% citam Lula e 50,6% apontam Flávio Bolsonaro. Jair Bolsonaro é o terceiro nome mais citado no quesito, com 39%.
O fosso entre as duas correntes políticas do país se reflete na apreensão quanto ao resultado das urnas: 47,3% afirmam que uma eventual reeleição de Lula é o resultado que mais causa medo ou preocupação, enquanto 46% apontam a vitória de Flávio Bolsonaro como o principal fator de receio.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg consultou 5.015 eleitores via internet entre os dias 17 e 22 de setembro por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). O nível de confiança do estudo é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consta sob o protocolo BR-04739/2026.
Rui Ribeiro
24 de setembro de 2026 7:43 amQuando sai alguma maracutaia da turma da direita, o PIG noticia com discrição, isso quando não é possível fazer vista grossa. Mas quando é alguém da turma do Progresso a que é atribuída qualquer irregularidade, aí o PIG faz a festa, independentemente de ser, ou não, verdade. Hoje não há mais nada sobre o Flávio Bostonaro ter enchido o rabo de um miliciano de recursos públicos via emenda parlamentar. Pelo menos no G!. Ainda vou ver os outros jornalões. Mas eles geralmente agem em bloco. Então, provavelmente não vai mais se encontrar nada sobre esse crime de empurrar dinheiro público no rabo de criminosos assassinos da Marielle.