O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não conseguiu controlar o discurso em torno do resgate de cidadãos brasileiros na região da Faixa de Gaza.
“Depois que a diplomacia brasileira anunciou o acordo para trazer de volta os brasileiros que estavam na Faixa de Gaza, Bolsonaro entrou na briga e afirma que conversou com membros do governo de Israel para pedir a liberação dos brasileiros”, explica Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisas.
Recentemente, Bolsonaro esteve na Câmara dos Deputados, em Brasília, defendendo os ataques israelenses contra o povo palestino e aparecendo ao lado do embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine.
Nunes ressalta que, logo após Bolsonaro afirmar que entrou em contato com o governo de Israel, seus seguidores passaram a afirmar que foi ele o responsável por liberar os brasileiros.
Por outro lado, os governistas defenderam a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, lembrando tudo o que o atual governo federal tem feito desde o início dos conflitos.
Em postagem na rede social X (ex-Twitter), Felipe Nunes destaca que, embora as manifestações em favor de Bolsonaro tenham aumentado após sua declaração, isso não foi suficiente para capitalizar o discurso.
“De tudo o que foi dito na internet sobre esse assunto entre as 15h de ontem (9/11) e as 15h de hoje (10/11), 23% na média eram favoráveis à narrativa de Bolsonaro e 74% favoráveis a narrativa do atual governo”, afirma Felipe Nunes.
“Ou seja, Bolsonaro até conseguiu convocar seus soldados digitais para a guerra, mas não conseguiu furar a bolha. Pelo menos até aqui”, ressaltou.
Veja abaixo o fio completo de Felipe Nunes, diretor da Quaest Pesquisas, a respeito do tema.
+almeida
11 de novembro de 2023 12:16 pmMuita coincidência que aconteceu logo após Bolsonaro e aliados se reunirem com membros de Israel.
Estava tudo certo e programado para acontecer, na data de ontem, o resgate dos brasileiros confinados na Faixa de Gaza.
Os esforços do governo, através do Ministro das Relações Exteriores e o corpo diplomático do Itamaraty, seriam reconhecidos em todo Brasil e internacionalmente.
Fica visível que este sucesso incomoda a muitos falsos brasileiros e alguns supostos embaixadores arrogantes e sem noção do que representa uma diplomacia raiz, respeitosa e não submissa a imposições desumanas e desequilibradas.
A política externa de Israel, representada pelo destempero e seu embaixador no Brasil, deixa a entender que prefere dormir pendurado, do que usar a sensatez, a educação, a ponderação e a delicadeza, que são as grandes virtudes que o cargo exige, para os seus ocupantes