23 de junho de 2026

Bolsonaro volta a criticar jornalistas em Brasília

Presidente confirmou o cancelamento das assinaturas impressas de jornais e revistas no Planalto, e ironizou trabalho dos profissionais de imprensa

Jornal GGN – Quem lê jornal é desinformado, e os jornalistas são “uma espécie em extinção”. As afirmações partiram do presidente Jair Bolsonaro, que também confirmou o cancelamento de todos os jornais e revistas impressos do Palácio do Planalto.

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“Por exemplo, eu cancelei todos os jornais do Palácio do Planalto. Todos, todos, não recebo mais papel de jornal ou revista”, disse, segundo informações do jornal O Globo. “Quem quiser que vá comprar. Porque envenena a gente ler jornal. Chega envenenado”.

O presidente criticou reportagem publicada no portal UOL que mostrou que Bolsonaro usou verba pública nas eleições de 2014, quando foi reeleito deputado federal – mesmo criticando o atual fundo eleitoral.

Para o presidente, a reportagem é uma “imbecilidade”, mas que não criticaria todos os jornalistas “para não ser processado” pela Associação Nacional dos Jornalistas (ANJ) – porém, ele ironizou o trabalho dos profissionais de imprensa ao dizer que eles são “uma espécie em extinção” e que ele os colocaria aos cuidados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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4 Comentários
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  1. Nicolau Frederico de Souza

    6 de janeiro de 2020 3:11 pm

    Não sei já se alguém já reparou. Essas “tiradas” do presidente da República do Brasil são orientadas por algum assessor da Presidência que conhece os meandros da Imprensa governamental e da Mídia. São respostas ou frases de impacto. Impacto para os eleitores fiéis à sua cartilha ideológica lançada nas Eleições Presidenciais de 2018. Preste atenção na estratégia que ele usa. Sempre à procura de um JORNALISTA/REPÓRTER PROFISSIONAL (de preferência credenciado pela Presidência da República) para passar o recado. Como não querendo nada, mas querendo e muito, ataca e atinge um alvo, que, objetivamente, não conseguiria atingir através de comunicados oficiais ou do próprio “porta voz”! Me lembra uma gestão de um dos presidentes da República que certa vez disse: “não gosto do cheiro do povo!”
    Já vi este filme antes, mas em uma época que pensei em não mais conviver, agora aos meus 72 anos de idade e orgulhosamente aos meus 48 anos de graduação como Jornalista Profissional!

  2. peregrino

    6 de janeiro de 2020 5:42 pm

    Bolsonaro sempre atacando uns e servindo a outros…
    aos abençoados que constroem rapidamente seus impérios de comunicações televisivas para tirar o dinheirinho minguado suado dos pobres fiéis

    estilo fascista de censura, reconhecer e proteger apenas a quem serve

  3. Martin

    6 de janeiro de 2020 6:05 pm

    Muito bom isso. Me divirto. Apesar de ser apenas um teatrinho entre bozo e sua turma, e eu incluo a imprensa corporativa como parte integrante da turma do bozo, é bom ele fazer isso mesmo. Provocar uma pequena queda na receita financeira e moral da imprensa corporativa brasileira que tanto conspirou e agora vê no poder um sujeito como esse espinafrando a mesma que o ajudou a chegar lá. Sim. Não foi o zap nem a internet, foi a imprensa corporativa que preparou o caminho para que alguém embarcasse no discurso de ódio e acrescentasse muito mais a ele, até se tornar presidente. Eu só espero que a parte da esquerda que ainda insiste em sair em defesa dessa imprensa, que nunca foi democrática, pare definitivamente com isso e passe a capitalizar o momento para espalhar sua comunicação democrátiva via internet. Me decepciona demais ver gente da esquerda ainda querer sair em defesa dessa imprensa fazendo críticas ao bozo. A imprensa corporativa brasileira NUNCA foi democrática, transparente e imparcial. NUNCA.

  4. jose adailton

    6 de janeiro de 2020 6:20 pm

    A imprensa não morrerá como desejam todos os governantes desde priscas eras.A imprensa é o retrato dinâmico do povo.Incoerente, parcial, emocional, sensacionalista, volúvel, provocador, instigante, influenciador, limitado intelectualmente,inexato, hipócrita. Por tais virtudes inerentes a uma nação é que a imprensa deve existir e sobreviver como um ponto de ligação povo versus poder.

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