5 de junho de 2026

Lula: Brasil está a caminho da soberania farmacêutica

Após visita à fábrica do Aché em Pernambuco, presidente reforça metas de autonomia na produção de medicamentos essenciais
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente Lula visitou fábrica do Aché em Suape, PE, que inicia produção de 40 milhões de medicamentos em 2026.
Brasil já produz 60% dos medicamentos consumidos e mira 100% de produção nacional, segundo Lula.
Aché recebeu R$ 267 mi em incentivos para expansão que gerará 3 mil empregos e pode produzir 700 mi remédios/ano.

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O Brasil está no caminho de se tornar uma potência na produção de medicamentos, segundo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante visita à fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Cabo de Santo Agostinho (PE).

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A declaração foi feita no âmbito da nova etapa operacional da unidade, que começa a produzir em 2026 com capacidade para 40 milhões de medicamentos por ano, incluindo fármacos injetáveis de uso hospitalar e colírios.

O presidente ressaltou que o país já reduziu parte da dependência externa, com cerca de 60% dos medicamentos consumidos no Brasil produzidos internamente, e afirmou que há condições de alcançar produção nacional de 100% dos medicamentos que o país necessita. “Se tem alguém que sonha em chegar a 100%, sou eu, porque eu quero o Brasil soberano na questão da saúde”, declarou Lula durante o evento.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, presente na visita, afirmou que ampliar a produção nacional é essencial para o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e para fortalecer o desenvolvimento tecnológico no país.

Expansão da capacidade produtiva

A unidade da Aché recebeu R$ 267 milhões em incentivos federais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e do Banco do Nordeste, integrando iniciativas de modernização industrial e tecnologia avançada. Desde a sua instalação em 2019, a planta acumulou mais de R$ 1,6 bilhão em incentivos para sua expansão e deverá gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

Com a ampliação, as instalações poderão aumentar ainda mais a produção total do laboratório, potencialmente chegando a 700 milhões de unidades de medicamentos por ano, consolidando o Brasil como um importante produtor nacional de fármacos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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